Profile Main Image

InvoKando

A História dos Fractius pelo Multiverso.

Fractius é uma das tribos mais populares do jogo e nesse artigo você vai conhecer mais sobre essas criaturas que já foram vistas em Rath, Dominaria e Alara.

Os Fractius são criaturas que compartilham suas mentes como uma colmeia. Isso permite que eles compartilhem suas habilidades uns com os outros, desde que eles estejam próximos. Criaturas de corpos vertebrados blindados, uma longa cauda bifurcada e um braço com uma única garra. [center]{Rath} A primeira vez que vimos essas criaturas foi no plano de Rath e o [[Volrath, o Ladrão de Formas]] ficou fascinado por elas. Ele tentou criar Fractius artificiais para servi-lo, no entanto, todos os seus experimentos foram falhos. Ele não conseguia criar criaturas com as mesmas habilidades dos Fractius, muito menos fazê-los compartilhar suas habilidades com a colmeia. Mesmo não podendo controlar as criaturas, Volrath as usou bem, jogando as peças da [[Arma do Legado]] na colmeia que era protegida pela grandiosa [[Sliver Queen]]. [cardinfo](Sliver Queen) Durante a missão para resgatar [[Sisay, Capitã do Bons Ventos]] e recuperar as peças do Legado, a tripulação da Bons-ventos se aventurarou pelo plano de Rath, chegando nas fornalhas do plano, o grupo foi atacado pelos Fractius. Durante a batalha [[Hanna, Navegadora]] entendeu como funcionava a colmeia e graças a isso eles conseguiram afastar os Fractius uns dos outros, enfraquecendo o compartilhamento de habilidades das criaturas, então a bons ventos conseguiu passar pelas fornalhas. Porém, eles não conseguiram recuperar as peças do Legado, os artefatos estavam sendo protegidas pela Rainha dos Fractius. [[Karn, Golem de Prata]] disse para seus companheiros seguirem em frente, enquanto ele iria enfrentar a gigantesca criatura e recuperar as peças. Karn é um pacifista, ele encontrou um meio de convencer a Rainha sem precisar enfrentá-la, dizendo que aqueles artefatos faziam parte dele, assim como os Fractius faziam parte dela e ele não podia abandoná-los. O instinto protetor da Rainha entendeu os lamentos de Karn e ela permitiu que ele levasse as peças com ele. [image](https://cdn.cardsrealm.com/images/cartas/crop/ocm1-commanders-arsenal-oversized/sliver-queen-9-med.jpeg?946) Durante a Invasão Phyrexiana, Yawgmoth concluiu seu plano de unir Rath com Dominaria, essa fusão de mundos fez os Fractius caírem no continente de Urborg, a maioria deles foram mortos ao caírem no vulcão do continente e os que restaram foram mortos pelo grupo de [[Lord Windgrace]] ou migraram para outros continentes. [center]{Otaria} Centenas de anos depois da invasão phyrexiana, no continente de Otaria, o império formado pelos cefálidas e liderado pela [[Llawan, Imperatriz Cefálida]] iniciou o Projeto Rebentação que eram experimentos com fósseis de Fractius. Os melhores magos do continente estiveram nesse projeto e eles conseguiram trazer as criaturas de volta a vida, no entanto, sem a presença da Rainha elas se tornaram destrutivas. Os Fractius mataram a maioria dos magos pesquisadores e se espalharam por toda Otaria. Atraídos pela magia do [[Mirari]], os Fractius estavam no centro da batalha contra a [[Karona, Falso Deus]]. Quando ela iniciou sua devastação a maioria das criaturas morreram, mas algumas delas usaram seus instintos de colmeia e isso fez com eles se unissem em um único ser, O [[Sliver Overlord]], a manifestação suprema da mente da colmeia. [cardinfo](Sliver Overlord) Depois do fim de Karona e quando o Mirari foi levado por Karn para fora de Dominaria, o Senhor dos Fractius se separou. Os Fractius sobreviventes se espalharam por toda Dominaria, esses estão em uma Dominaria devastada e continuam se multiplicando, sua capacidade de adaptação fazem com que eles vivam em qualquer ambiente, mesmo em um mundo em recuperação. Lord Windgrace e Freyalise continuaram enfrentando as criaturas para impedir uma Infestação em seus reinos. Em Urborg existe as ruínas da Fortaleza de Rath e dentro dela está a [[Pedra-de-Colônia]] um artefato usado pelos Evincares de Rath para manter os Fractius longe das fortaleza. Muitos tentaram usar o artefato para controlar as criaturas, mas seus efeitos eram diferentes em Dominaria, a pedra se tornou uma maldição fazendo com que aqueles que a possuíssem seguissem a vontade dessas criaturas. [center]{Shandalar} Também existem Fractius em Shandalar, o plano rebelde que vaga pelo multiverso em vez de manter uma posição ou curso estável, é relativamente pequeno, mas muito rico em mana. Uma raça evoluída de Fractius vive nas margens do mar oriental de Shandalar, o lugar é chamado de [[Colônia de Fractius]]. Esses Fractius têm olhos brilhantes como gemas e cabelos mais parecidos com os tentáculos, muitos têm uma aparência bestial, mas alguns podem ser considerados humanóides. Todos são cobertos por placas que brilham e deslizam como peças de um maquinário, eles conseguem se comunicar com um tipo de grunhido e são liderados pelo [[Sliver Hivelord]]. [cardinfo](Sliver Hivelord) A estudiosa [[Jalira, Polimorfista-mestre]] era conhecida na cidade de Lesh como uma vigarista e trapaceira. Ela tinha um mandado de execução pelos seus crimes, mas todas as vezes ela conseguiu escapar, transformando os soldados em sapos. Junto com seu companheiro de viagem e o [[Yisan, o Bardo Andarilho]], Jalira viajou para a colônia dos Fractius para estudar as misteriosas criaturas e roubar as pedras preciosas que eles usavam em seus corpos. Chegando na parte interior da colônia, Jalira e Yisan foram transformados em Fractius, embora o senhor da colônia tenha rejeito os dois e devolveu suas formas humanas rapidamente. Os dois pegaram as pedras preciosas no chão da colônia e fugiram antes que fossem mortos pela gigantesca criatura. Nenhum Fractius se moveu e isso permitiu que os dois escapassem, aquele evento ficou sem explicação, mas mudou os dois. Yisan passou a tocar em sua lira com o som que imitava o das criaturas, como se quisesse entendê-las e Jalira ficou obcecada pelos Fractius, o que são eles afinal? Ela decidiu dedicar sua vida para descobrir. [center]{Alara} Modern Horizons nos mostrou que os Fractius podem ter surgido ou aparecido no plano de Alara, o [[Primeiro Fractius]], o [[Escolhido do Primeiro Fractius]] e o [[Fractius do Vale das Escórias]] tem em suas habilidades palavras-chave do bloco Alara, mas o que confirma isso é o Vale das Escórias que é um local de Grixis, então temos Fractius no plano. Eu estou ansioso para voltar para lá um dia e também pela volta dessa tribo maravilhosa. [cardinfo](The First Sliver)

Compartilhe:

Nota

0

Profile Main Image

InvoKando

Meu nome é Marcos, apaixonado pela lore do Magic: The Gathering. Editor e criador de Conteúdo no canal InvoKando.

Social

User profile image
Profile Main Image

Super Tabs

Conto de Richard Garfield: A história de Roreca - Parte 1


*A história de Roreca* O plano de Ergamon não a impressionou com seus picos colossais e fauna exótica. Claro, "colossal" e "exótico" são palavras quase sem sentido para Worzel, porque eles presumem que tudo o mais em Dominic é "médio" ou "normal", o que não é uma suposição que Worzel faz agora. Portanto, suponho que não seja nenhuma surpresa que ela não tenha ficado impressionada. Entretanto, eu fiquei. Ergamon é um pequeno plano escondido. Pelo menos foi o que Worzel me disse, embora parecesse tão vasto quanto qualquer outro mundo que eu tivesse visitado. Não tenho ideia do que ela quer dizer com escondido. Para mim, um lugar escondido é uma taverna onde posso escapar da atenção, ou uma gruta na floresta obscurecida pelas árvores ao redor. Para quem tem maneiras de ver e viajar entre mundos, como Worzel, talvez os planos possam ser “escondidos” da mesma maneira. Mas o que obscureceria a visão de uma maga quando ela pode ver de um plano para outro? Uma espécie de floresta planar? Pensar sobre o que Worzel significa geralmente me dá dores de cabeça, então aprendi a parar de me preocupar com isso. Estávamos parados perto do fundo de uma ravina entre duas das montanhas Ergamon. A brisa estava seca e sutilmente perfumada. A base da montanha encontrava-se com a ravina em um penhasco negro e escarpado, com riachos que escorriam. A cerca de trinta metros de distância, no chão da ravina, podíamos ver o que parecia ser o leito de um rio seco. Worzel estava examinando as ruínas de uma estrutura construída de rocha preta brilhante. Cada pedra era tão grande quanto um cavalo. Ocasionalmente, ela murmurava algum encantamento ou puxava algum instrumento estranho do ar deste, que ela passava por cima da rocha. Quando ela estivesse satisfeita, o instrumento desapareceria. Os planinautas podem viajar com pouca bagagem. Viemos para Ergamon em busca de linhas. Os magos usam linhas para se conectar às terras dos planos, de onde extraem a maior parte de seu poder. Assim que encontrarmos uma linha, Worzel estabelecerá um vínculo com ela, e então ela poderá usar esse vínculo para a mana. Encontrar as linhas é meu trabalho. Eu sou bom nisso, acho que é porque fui criado muito perto do solo. Ocasionalmente, encontramos algo em que ela está interessada, como um dispositivo, um local ou talvez uma criatura de algum tipo. Ou uma pilha de pedras pretas. Nunca posso prever o que vai interessá-la e por onde ela vai passar. Às vezes, ela gasta dias examinando algo e depois sai sem fazer comentários. Outras vezes, ela grita e me mostra um caleidoscópio de cores saindo de sua mão, ou uma poça de algum líquido faiscante, ou às vezes algo que nem consigo ver. Ela diz que essas coisas têm linhas como as linhas fixas e que ela também se liga a elas. Normalmente não pergunto mais o que essas linhas fazem por ela. Às vezes eu entendo sua resposta, mas geralmente eu aceno e balanço meu rabo enquanto ela tenta expressar algo que não consigo compreender. Às vezes ela enrubesce um pouco enquanto explica. Suspeito que nem mesmo ela tem certeza do que todas as linhas podem fazer. Eu estava descansando, meio cochilando, ao lado da pilha de pedras. Worzel estava sentada ao meu lado lendo um pergaminho que ela puxou de lugar nenhum, quando meu pelo começou a se arrepiar. Comecei com surpresa - seu sistema de aviso acabara de ser ativado. Isso geralmente significava que outro mago estava por perto, o que também significava que haveria problemas. Eu tenho uma teoria sobre por que os bruxos lutam tanto. Quando os filhotes estão juntos, eles lutam. Chamamos isso de jogo de luta, mas pode acabar ficando bem sério. A questão é que eles não podem se machucar muito. A segunda dentição ainda não apareceu, os sacos ácidos do macho ainda contêm água e as fêmeas ainda não atingiram o pico de crescimento. Acho que os bruxos brigam muito porque também não podem se machucar muito. Com um número infinito de lugares para onde fugir e sua magia pessoal para protegê-los, os bruxos não podem sofrer muitos danos diretos. Worzel, entretanto, provavelmente diria que ela luta para proteger seu domínio. Suas preciosas linhas são ameaçadas por outros planinautas ao redor. Ela também diria que tem que lutar porque eles a atacam. Isso é verdade, e ela os ataca antecipando isso. Os planinautas fazem amizade uns com os outros, mas os caminhos para a amizade são como os caminhos entre planos: instáveis e frequentemente violentos. Os melhores amigos de Worzel são velhos oponentes de duelo. Eu só tinha travado alguns duelos até então, e Worzel me disse que, se eu não ficasse por perto, ela poderia não ser capaz de me proteger ou me trazer com ela se fosse forçada a fugir. Ela também me disse que se eu estivesse constantemente sob os pés, ela mesma me jogaria para fora, embora eu pese cerca de três vezes mais do que ela. Então, eu não tinha certeza de quão longe dela eu deveria ficar em um momento como este. Ela gesticulou e puxou um punhado de terra coberta de líquen que apareceu de repente, do nada. O torrão de terra pingava água e o líquen se parecia com árvores em miniatura, sobre as quais pendiam um minúsculo arco-íris. Eu olhei para cima e vi um verdadeiro arco-íris à distância. Balancei minha cabeça para ver mais claramente: um mapa do tamanho de uma mão mostrava rios fluindo entre seus dedos e pequenos lagos nas montanhas refletindo nuvens. Ela suspirou “Thomil”. Seu suspiro me fez estremecer. Eu sabia que Thomil era outro planinauta, e poderoso, pelo que Worzel havia dito. Olhei mais de perto para seu amontoado de terra, tentando ver Thomil. Worzel olhou para mim e soprou no topo do mapa, levantando uma nuvem de poeira que me fez recuar, espirrando. Continua ...

Compartilhe:

Profile Main Image

Super Tabs

Tábata Marques, formada em Artes Visuais e jogadora de Magic nas horas vagas, além de gerir torneios, Streams e dar ração para gatos.

Social