Como montar um deck de Commander

Magic: the Gathering

Multiplayer

Como montar um deck de Commander

Aprenda como montar um deck commander usando a quantidade certa de terrenos, remoções e ramps com a equipe do Atog de Toga.

By Atog, 02/29/20

Todo jogador de Commander já passou ou passará por essa situação: A indecisão para escolher o seu comandante entre tantas opções. Tudo deve ser levado em consideração, custo de mana, sinergias, preços e potenciais combos. Quando finalmente decidimos colocar a mão na massa a gente vai adicionando cartas e mais cartas no deck, imaginando, modificando e idealizando nossa estratégia mirabolante. Quando finalmente botamos ele pra rodar percebemos o deck tem poucos terrenos, não interage com os oponentes e ficamos só observando o jogo enquanto todo mundo está desenvolvendo seu jogo.

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Pois é, existe mais em um deck de Commander do que apenas as sinergias mirabolantes que o seu comandante pode trazer. Existem diversos pontos de atenção que temos que pensar, não basta apenas escolher cartas legais que são muito fortes por si só e não tem nenhum tipo de interação com a estratégia principal.
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Meu nome é Daniel e sou um dos novos integrantes do Atog de Toga. Como ex-jogador de standard, tive muitas dificuldades na minha transição para o Commander. Escolher 99 cartas diferentes para montar um deck era uma sobrecarga que eu nunca tinha experimentado dentro do Magic e isso me deixava muito ansioso. Errava constantemente em aspectos cruciais, como ramp, remoções pontuais, remoções globais, número de terrenos, ou seja, a parte entediante do jogo. Depois de muito bater cabeça, vários testes e muita pesquisa, acredito que hoje eu tenha melhorado bastante nesses aspectos através de umas regrinhas básicas que percebi ao longo dos anos e outras que adaptei do Tomer Abramovici do MTGGoldfish além de outros integrantes do Atog de Toga. E como o próprio Tomer diz, nada disso é escrito em pedra e deve ser adaptado à realidade do deck que você quer montar.

VAMOS AOS NÚMEROS

Geração de mana:

Um deck de commander em média deve ter em torno de

45 a 50 fontes de mana

. Nessa contagem entram as lands, pedras de mana, mana dorks, mágicas e lands que buscam lands, etc.

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Sempre que monto um deck novo eu coloco exatamente

38 terrenos

porque este é um número que geralmente satisfaz a maioria das estratégias. Entretanto, depois que eu tenho a curva de mana do deck definida, este número é ajustado para mais ou para menos dependendo da demanda. Ter 50 fontes de mana em um deck pode parecer um exagero, mas devemos lembrar que Commander é um formato extremamente inconsistente. Por isso é sempre bom garantir uma chance um pouco maior de ter as manas para conjurar suas mágicas.
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Ajustando as cores dos terrenos:

Quando se monta um deck monocolorido, sua base de mana é facilmente resolvida já que 38 terrenos básicos da sua cor escolhida já conseguem botar o deck para funcionar tranquilamente. O problema começa quando mais cores entram na equação. O primeiro instinto de um jogador novo é colocar a mesma quantidade de terrenos para cada cor de seu comandante. Esta estratégia pode funcionar na maioria dos casos, mas se você quiser uma fórmula mais elaborada e precisa para calcular a divisão de cores de sua base de mana, este é o seu dia de sorte. Um dos métodos mais eficientes que uso para definir a base de mana de meus comandantes é o

Método de Divisão por Devoção (MDD)

. Já deixamos avisado que este método envolve matemática. Vamos supor que você tenha um deck Azul e Verde de

Uro, Titan of Nature’s Wrath

e está decidindo quanto de cada cor de mana colocar. O método

MDD

requer que você conte sua devoção

TOTAL

de todas as cartas do deck para cada cor. Ou seja, conte os símbolos de mana de cada cor no custo de todas as suas cartas.
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Neste deck exemplo a devoção total ao Azul é 88 enquanto a devoção ao Verde é 42. É aí que a matemática começa: 88 + 42 = 130 130 = 100% da devoção 88 * 100 = 130x 8800/130 = x x = 67,7% Seguindo a matemática, 88 de devoção ao Azul significa que aproximadamente 68% deste deck precisa de mana azul. Portanto 68% dos nossos terrenos devem ser azuis e 32% deve gerar verde. Já que temos 38 terrenos, estas porcentagens se traduzem em 26 Ilhas e 12 Florestas.
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Após ter seus terrenos igualmente distribuídos, é hora de começar a refinar sua base de mana. Uma parte dos terrenos azuis excedentes pode ser substituída por terrenos utilitários que contribuem para sua estratégia. Entretanto, as Lands verdes (que são a minoria) devem ser trocadas apenas por terrenos que gerem as duas cores do seu comandante. Desta forma você continua tendo acesso prioritário à sua cor principal (azul). Esta técnica

MDD

funciona perfeitamente para qualquer quantidade de cores em seu comandante multicolorido, não apenas para duas cores. É um processo demorado e um pouco complexo, mas muito provavelmente vai resolver seus problemas de correção de cor de mana.

Remoções pontuais:

No geral começo meus decks sempre com

5 a 7 remoções pontuais

para criaturas, artefatos, encantamentos, counterspells etc. Estes números funcionam melhor para decks mais agressivos que tem mais formas de colocar pressão em um oponente. No caso de decks mais defensivos é sempre bom colocar mais formas de se proteger pontualmente. Algo entre

10 e 15 remoções pontuais

podem te ajudar a sobreviver por mais tempo na mesa.
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Remoções globais:

Nenhuma estratégia é infalível. Por isso é sempre bom reservar

de 2 a 4

espaços no seu deck para remoções globais. É sempre bom ter um botão de pânico para resetar a mesa quando as coisas estiverem ruins para o seu lado.

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Card advantage:

Como já falamos inúmeras vezes no Atog de Toga: A melhor habilidade do Magic é comprar carta. Então não seja mesquinho e reserve de

10 a 15

espaços no seu deck para formas de comprar carta ou recursão de cemitério. Desta forma você vai conseguir ter acesso a mais mágicas do seu deck e terá mais opções de desenvolvimento de mesa. Ter muitas cartas na mão é uma vantagem enorme que não é muito perceptível pelos seus oponentes.
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Grave hate:

Recursão de cemitério é uma estratégia muito popular no Magic e você com certeza vai ter que lidar com um oponente que abusa dessa mecânica. Exatamente por isso é sempre interessante ter de

1 a 3

formas de lidar com o cemitério de seus oponentes. Muitas vezes essas remoções de cemitério não serão usadas frequentemente, mas é sempre melhor prevenir do que remediar.
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Condição de vitória alternativa (combo):

Você pode não gostar de combos, pode detestar ou até mesmo odiar, mas é saudável que seu deck tenha ao menos uma forma de vencer mais de um oponente de uma vez só. O deck não precisa girar em torno dessa win condition, e não precisa ser um combo infinito ou degenerado, mas precisa ser capaz de fechar o jogo caso seu plano inicial falhe. A CardsRealm recentemente criou uma página com várias listas de combos de todos os tipos e cores para vocês consultarem. Está página está sendo atualizada constantemente e no momento de edição deste artigo eles já tem mais de 170 combos listados. Dá uma olhada lá se tiver interesse.

Conclusão:

Como dito anteriormente, nenhuma dessas regras é escrita em pedra. A sua quantidade de lands vai ser bem menor num white weenie liderado pelo Kytheon do que em um Tribal de monstros do mar encabeçado pelo Lorthos, the Tidemaker. Seu número de cóleras será bem menor em um deck do Ruric Thar do que em um deck da Avacyn. Essas são variações que aprendemos bem com o tempo. Uma outra dica importante é tentar encaixar esses tópicos dentro da estratégia do seu deck para deixá-lo o mais otimizado possível. Vamos supor que estou montando um deck do Ruric Thar. Vou querer que a maior parte do meu deck seja composta por criaturas. Portanto, para os slots de ramp do meu deck faz mais sentido selecionar um Wood Elves do que um Cultivate. Para uma remoção pontual de artefatos ou encantamentos, vou dar preferência a um Acidic Slime do que um Nature's Claim. Se vocês estiverem interessados em saber como otimizar seu deck para deixá-lo mais forte sem necessariamente gastar dinheiro, fizemos este artigo falando exatamente disso. Lá comentamos sobre estratégia principal e plano B de ação. Nível de interação de cartas com o comandante e um monte de outras dicas interessantes para ajudar você a otimizar seus decks e se transformar em uma ameaça ainda maior na mesa. Espero que este artigo tenha sido útil para muitos de vocês. Caso tenham alguma dúvida ou queira algumas dicas, mande uma mensagem para o nosso Instagram @atogdetoga.

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