Deck da Semana: Grixis Valki Pioneer

Magic: the Gathering

Notícia

Deck da Semana: Grixis Valki Pioneer

No artigo de hoje, disseco uma das listas mais interessantes que apareceram nos torneios online neste fim de semana: O Grixis Valki do Pioneer !

Por Humberto, 26/02/21

Esta semana, estarei iniciando um experimento para uma nova série de artigos chamada Deck da Semana, onde pretendo enfatizar e dissecar uma lista diferente que tenha feito resultado em um Challenge ou Liga durante a semana e nunca será necessariamente focado em um único formato. Tentarei sempre jogar com este deck em algum torneio Free para testar como ele se comporta e o que pode ser melhorado nele. Vamos começar, então? A lista de hoje é o Grixis Valki pilotado pelo jogador MentalMisstep no Pioneer Challenge do último Domingo !

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O Grixis Valki é um deck Control, quase Combo-Control dependendo da sua concepção do que um combo precisa fazer para ser definido como tal, já que seu combo não ganha o jogo imediatamente, mas tem todo o potencial para ganhar a partida por conta própria.
O combo é bem simples de se entender: Ao exilar

Valki, God of Lies

com Release to the Wind, você pode casta-lo sem pagar seu custo de mana, e isso significa que você pode castar o outro lado,

Tibalt, Cosmic Impostor

sem pagar seu custo de mana e começar a acumular valor ainda nos primeiros turnos. A jogada ideal do deck é fazer

Thoughtseize

no turno 1 para tirar o disruption ou removal do oponente,

Valki, God of Lies

para remover o próximo drop dele, potencialmente dando um

Time Walk

e, no próximo turno, jogar um

Release to the Wind

no Valki para fazer

Tibalt, Cosmic Impostor

no turno 3 e, á partir desse momento, é muito difícil você perder o jogo por conta da quantidade absurda de valor que o Planeswalker coloca na mesa.

Jace, Vryn’s Prodigy

, conhecido como Baby Jace, é a outra permanente relevante do seu deck pois oferece tudo o que ele precisa: Uma forma de ganhar constante valor de 2 por 1, uma maneira de filtrar seus draws e uma segunda wincondition com o emblema de

Jace, Telepath Unbound

que, dado o alto número de mágicas de custo baixo que o deck utiliza, consegue millar o deck do seu oponente rapidamente.
A inclusão de disrupções de custo baixo na forma de

Thoughtseize

e

Duress

permite ao deck ter uma válvula de segurança para com as interações dos oponentes nos primeiros turnos, o que é muito importante caso você possua o combo na mão inicial.

Duress

, inclusive, é extremamente benéfico nessa lista contra alguns dos principais decks Aggro do formato como Auras e Burn por remover peças pontuais do oponente sem custos adicionais, enquanto é uma ótima resposta contra outros decks como a maioria dos Controls e parte do Mono-Green Walkers.
O suite de removals é bem diversificado e procura atender a maioria das necessidades que o deck possui.

Fatal Push

,

Bloodchief’s Thirst

e

Eliminate

são suas opções para lidar com a maioria das ameaças que o oponente coloca na mesa, especialmente no early game, com o Kicker de

Bloodchief’s Thirst

e

Hero’s Downfall

sendo suas respostas para as ameaças maiores de mid ou late-game do oponente. Por fim, o 1-of de

Languish

é uma boa saída de maindeck para ocasionais swarm decks que aparecem nas ligas, challenges e torneios free como Spirits, Mono-Black Aggro, Stompy e Vampires além de servir também contra Burn e até mesmo contra Mono-Green em algumas ocasiões.
Num deck que tenta flipar

Jace, Vryn’s Prodigy

tão cedo quanto no turno 4, é natural querer mágicas de custo baixo que fiquem no cemitério e

Opt

é a melhor cantrip de custo 1 que o Pioneer nos oferece.

Dig Through Time

é uma carta que protagonizou controvérsias desde a concepção do formato, onde muitos jogadores acreditavam que ela eventualmente seria banida do formato junto á

Treasure Cruise

pelo destino que elas tiveram nos demais formatos eternos, e essa teoria só foi reforçada na época em que o Dimir Inverter era o melhor deck do formato.

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Neste deck, ela serve como o elemento perfeito para procurar as peças certas para manter-se á frente no jogo. Seja um removal, um descarte, um Valki. O que você precisar, você normalmente vai encontrar com

Dig Through Time

.
Por último, porém não menos importante

Kolaghan’s Command

é o card mais versátil da lista e ajuda a adicionar um elemento extra de grind no jogo ao reutilizar Jace ou Valki que estão no seu cemitério e poder ser reutilizado com o -3 do lado Planeswalker do Jace para gerar ainda mais valor.
Além das Shocklands (4

Watery Grave

,

3 Blood Crypt

e 1

Steam Vents

) e lands básicas, o deck utiliza 4 Fabled Passage para corrigir a mana e acelerar o flip do Jace, e 4 Choked Estuary como uma land que comumente vai entrar desvirada no começo do jogo graças á grande quantia de Ilhas e Pântanos presentes no deck. O deck também conta com uma cópia de

Clearwater Pathway

, a qual eu particularmente trocaria 1 ou 2 cópias de

Choked Estuary

por mais Pathway lands.
Devido a todas as suas permanentes possuírem um custo baixo (e provavelmente por causa disso) o deck utiliza

Lurrus of the Dream-Den

como um Companion que consegue recorrer à todas as criaturas do deck sem problema algum, e que pode ser retornado do cemitério com

Kolaghan’s Command

se for necessário. O

Sideboard

do deck é relativamente bem direto: Mais removal quando você precisa de removal,

Aether Gust

para resolver os decks vermelhos e verdes que tem sido recorrentes no cenário competitivo,

Disdainful Stroke

contra Mono-Green Walkers, Niv-to-Light e algumas variantes de Control,

Mystical Dispute

e

Negate

contra Midranges e Control e

Kolaghan’s Command

como mais um elemento de grind. O card que se destaca no sideboard para mim é

Erebos’s Intervention

, servindo como um card que consegue tanto ser um removal/Lifegain contra decks mais rápidos e agressivos quanto como um hate de cemitério para lidar com os decks de Rakdos Pyromancer que tem crescido no Metagame atualmente.
Análise de Desempenho
Ao todo, joguei 10 partidas com o deck entre o Pioneer Royale e jogos no Tournament Practice (por conta de alguns problemas recorrentes de conectividade na última semana, estou evitando jogar Ligas para evitar o estresse). Em 10 partidas, o resultado foi de 6-4 (1-2 drop no Pioneer Royale e 5-2 no Tournament Practice). Os resultados foram: 2-0 vs Rakdos Pyromancer 1-2 vs Boros Burn 1-2 vs Azorius Spirits 1-2 vs Mono-Green Walkers 2-0 vs Vampires 2-1 vs Mono-Green Walkers 2-0 vs Selesnya Auras 0-2 vs Mono-Red Aggro 2-0 vs Mono-White Devotion (Deck bem interessante usando a antiga base do Helliod-Ballista com

Nykthos, Shrine to Nyx

pra jogar drops mais pesados como

Elspeth, Sun’s Champion

) 2-1 vs Rakdos Pyromancer MentalMisstep fez Top 8 no Pioneer Challenge com esse deck, o que é um resultado a se considerar e respeitar, mas vejo alguns problemas com o desenvolvimento do deck durante o jogo. O primeiro é o fato do deck se comportar puramente como um Combo-Control e acabar não sendo eficiente como nenhum dos dois porque suas peças de Control não são, digamos, “control” o suficiente e suas peças de combo não ganharem o jogo imediatamente, então em muitas partidas o deck se comporta como um Control que tenta trocar favoravelmente até castar um Tibalt, tendo o Lurrus de backup ou até de principal wincondition caso você consiga reduzir ao máximo os recursos do seu oponente.

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O problema é que, apesar de todas as peças do deck serem boas, ele carece de uma quantidade maior de efeitos de Card Advantage para se denominar um Control que usa Lurrus, fazendo com que você muitas vezes acabe muito atrás no jogo por fazer excessivas trocas de 1-por-1 e ainda assim estar sob pressão. O outro ponto a se considerar sobre essa lista é a má-utilização de

Release to the Wind

.
Nesta lista,

Release to the Wind

possui apenas 8 alvos válidos fora as permanentes do oponente, e apesar disso ter suas utilidades como impedir um ataque ou exilar um

Kroxa, Titan of Death’s Hunger

recém-escapado para que o oponente tenha de joga-lo de novo ao cemitério (o que, sinceramente, parece uma troca horrível mas me salvou um jogo), o card parece mais uma “peça ruim do combo ao qual você nunca quer comprar sozinha” do que um efeito de proteção. Portanto, já que o combo é eficiente (fazer um Tibalt antes do turno 7 ganha jogos sozinho a longo prazo), eu apostaria em utilizar mais permanentes que possam tirar proveito dos efeitos deste card. Quais? Bom, as Aventuras são um bom começo.
Tal como com Valki e Tibalt,

Release to the Wind

lhe permite escolher o lado que você quer castar de graça com os cards com Adventure, portanto você pode castar a Aventura de graça e então pagar o custo da criatura para joga-la novamente. Dessa maneira,

Release to the Wind

se torna mais uma engine de card advantage para o deck, especialmente considerando que tanto

Brazen Borrower

quanto

Murderous Rider

são cards bons por conta própria.. Um outro ponto a se considerar é a possibilidade de tornar o deck mais control, utilizar mais sweepers e mais efeitos de 2 por 1, talvez até alguns Planeswalkers ou

Nicol Bolas, the Ravager

para obter valor e conseguir desempenhar um plano mais conciso. No final das contas, esta seria a lista que eu pensaria em testa em um outro momento:
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Talvez o ideal seja não focar tanto no combo e sim em jogar um fair game onde você pode, por acaso, fazer um Tibalt ainda nos primeiros turnos, mas gosto da proposta de tentar abusar de

Release to the Wind

com as criaturas com Adventures que, inclusive, poderia ser considerado adicionar

Bonecrusher Giant

a elas, mas o card não parece muito atrativo no metagame atual. Como agora possuo uma quantidade menor de mágicas que vão para o cemitério, me pareceu lógico remover uma quantia dos cards que usam do cemitério, e optei por um 2-2 split por conta da versatilidade, onde

Jace, Vryn’s Prodigy

tende a ser mais relevante nos primeiros estágios do jogo enquanto

Dig Through Time

é mais próximo de uma carta de mid-game. O resto da lista permanece quase o mesmo, exceto pela troca de

Choked Estuary

por

Clearwater Pathway

e a inclusão de um terceiro

Bloodchief’s Thirst

no lugar de um

Dead Weight

. Confesso que a ideia de perder

Lurrus of the Dream-Den

como Companion me é bem desagradável, mas sinto que na atual configuração ele ainda faz muito pouco pelo deck e a versão com Adventures parece interagir melhor com o combo. Caso você opte por seguir uma rota mais voltada pro Control ou mais voltada para a versão original, manter o Companion pode ser uma opção mais favorável.
Conclusão
Esta foi minha análise do Deck da Semana, o Grixis Valki do Pioneer. Caso você tenha gostado da leitura, deixe seu comentário e/ou compartilhe com seus amigos. Quem sabe na próxima semana eu não trago mais um deck interessante para dissecarmos?

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Nota

0

Análise Deck Valki Pioneer
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Humberto

Organizador de eventos do Rio de Janeiro, como o Pauper Masters e o Pioneeiros e produtor de conteúdo nas horas vagas . Joga praticamente qualquer formato em que seja possível montar um deck.

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