Deck da Semana: Jeskai Polymorph Modern

Magic: the Gathering

Competitivo

Deck da Semana: Jeskai Polymorph Modern

No artigo de hoje, disseco o Jeskai Polymorph, deck que ficou em sexto lugar no Modern Challenge desta semana usando um dos combos mais clássicos do Magic: The Gathering.

Por Humberto, 05/03/21

Jogadores e jogadoras, estamos de volta com mais um Deck da Semana, e desta vez estou trazendo para vocês um deck que utiliza um dos combos mais clássicos da história do Magic: The Gathering, o Jeskai Polymorph, pilotado até o Top 8 do Modern Challenge desta semana!
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Tal como o Grixis Valki apresentado na semana passada, Jeskai Polymorph opera como um Combo-Control que tenta utilizar a combinação de duas cartas para trazer para a mesa uma permanente capaz de ganhar o jogo sozinho ainda nos primeiros turnos do jogo. No caso desta lista, trata-se de

Emrakul, the Aeons Torn

.

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O combo opera da seguinte maneira: O deck possui como única criatura

Emrakul, the Aeons Torn

e utiliza

Dwarven Mine

para gerar um token de criatura 1/1 ao entrar em jogo, que poderá então se tornar alvo de

Polymorph

ou

Transmogrify

, fazendo com que se revele cards do grimório até que Emrakul entre em jogo, comumente criando um clock de um turno para a maioria dos jogos. O deck também utiliza

Cloudform

como outra forma de produzir uma criatura no deck que, inclusive, possui Hexproof e portanto pode ser facilmente protegida de removals do oponente enquanto você fecha o combo.
Teferi possui a mais importante função neste deck: a de proteger seu combo de maneira independente ao limitar a interação que seu oponente pode ter. O Planeswalker é, muitas vezes, a terceira peça do combo que é necessária para que você possa jogar

Emrakul, the Aeons Torn

na mesa sem muitas preocupações.

Teferi, Time Raveler

é também um enorme tempo play dependendo do deck contra o qual você está jogando, já que seu Bounce + Draw pode atrapalhar significativamente o plano do oponente de fechar o combo dele ou manter uma race contra você antes que o combo seja fechado. Um turno extra para esse deck, mesmo que de maneira indireta, é importantíssimo.
Falando em

Time Walk

, o tradicional tempo play do Modern,

Remand

está presente como um four-of na lista, servindo como o principal meio de atrasar as jogadas do oponente já que, muitas vezes, você só precisa acumular a maior quantidade de turnos o possível para realizar o combo, sem necessariamente precisar se importar com a mesa do oponente após fechá-lo.

Force of Negation

é uma interação muito necessária num mundo onde estamos voltando a ver decks utilizando

Amulet of Vigor

,

Scapeshift

, entre outras mágicas capazes de ganhar o jogo por conta própria ao mesmo tempo em que pode servir como uma proteção sem custos para cards como

Thoughtseize

quando você já possui um bom setup do combo na sua mão. Por fim

Mana Leak

é o clássico e mais eficiente counterspell de 2 manas que o Modern possui disponível, enquanto

Spell Snare

é um card importantíssimo no formato já que resolve muitas ameaças problemáticas, incluindo

Thalia, Guardian of Thraben

,

Stoneforge Mystic

,

Scourge of the Skyclaves

,

Tarmogoyf

, entre outras especialmente quando você está na draw.
Na parte de interação por removals, temos um pack relativamente bem comum nas cores dado que o deck precisa apostar numa base mais vermelha:

Lightning Bolt

não tem como ser um card errado em momento algum do jogo, sendo um dos principais e melhores removals do formato enquanto

Anger of the Gods

serve como seu principal sweeper, especialmente contra os decks que tentam ir “por baixo” como Prowess, enquanto acaba sendo relativamente melhor do que

Supreme Verdict

por não atrapalhar a manabase do seu plano de jogo e por manter o próprio Eldrazi vivo se necessário.
Por fim, nos slots utilitários do deck, são utilizados 2

Izzet Charm

como um card flexível que, inclusive, junto de

Fire Prophecy

serve como uma forma de jogar as cópias de

Emrakul, the Aeons Torn

que você comprar de volta para o deck enquanto filtra seus draws ruins.

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Repeal

é um card flexível que, muitas vezes, será utilizado como uma maneira de atrasar o oponente por um turno, tal como é feito com cards como

Remand

e

Teferi, Time Raveler

, dando-lhe mais espaço para fechar o combo.
A manabase não tem nada muito inovador nem muito interessante para se ver já que se trata basicamente de uma manabase clássica de decks Jeskai do formato, exceto por ser muito mais voltado para a cor vermelha por conta da interação com

Dwarven Mine

, que é basicamente a peça essencial para que o combo funcione.
Abrimos o sideboard com quatro cópias de

Leyline of Sanctity

, um card que muito ajuda em determinadas matchups como Burn, Prowess e principalmente contra black-based decks que são, naturalmente, matchups bem ruins para este tipo de arquétipo.
O nosso suíte de proteção contra os blue-based decks ou decks com removals de Instant-Speed é o mais padrão o possível, com 4

Dispel

servindo para lidar com

Fatal Push

,

Assassin’s Trophy

,

Lightning Bolt

,

Force of Negation

entre outros, enquanto

Mystical Dispute

é uma grande ferramenta contra os blue-based decks e contra eventuais Midranges de curva mais alta. O terceiro

Cloudform

no sideboard existe especialmente para essas matchups onde removals costumam ser prevalentes e predominantes, servindo como mais um out para conseguir realizar o combo mesmo sem a proteção de

Teferi, Time Raveler

contra decks com muita interação e muita remoção.

Engineered Explosives

serve tanto como uma forma de combater hates de alguns decks como

Grafdigger’s Cage

quanto como um mini-sweeper contra alguns decks que possuem uma curva muito baixa ou com drops muito repetidos como é o caso do Prowess e do Death and Taxes.

Rest in Peace

é o clássico e mais eficiente hate de cemitério do formato, uma peça necessária caso você opte por respeitar decks que prevalecem quanto seus oponentes não possuem os slots dedicados a combate-los, como é o caso do Dredge.
Análise de Desempenho
Já que o

Modern Royale

ocorre toda sexta-feira e eu gosto da ideia de lançar esse artigo no final da semana, optei por lança-lo antes do torneio, tendo como sample size somente meus resultados no Tournament Practice. Um ponto a se considerar é que

Force of Negation

está absurdamente cara no Magic Online, bem além do valor que me é viável pegar em aluguel e, portanto, optei por trocá-lo por mais duas cópias de

Izzet Charm

e duas cópias de

Negate

, o que provavelmente prejudicou o resultado do deck contra arquétipos mais competitivos. Meus resultados foram: 2-1 vs Goblins 0-2 vs Grixis Shadow 1-2 vs Rakdos Pyromancer 2-1 vs Eldrazi Tron 2-0 Burn O deck claramente brilha contra decks que não possuem grande quantidade de interação e tentam jogar um plano linear pois você tem os elementos mínimos necessários para interagir bem até conseguir colocar um Emrakul na mesa, mas ele sofre significativamente quando seu oponente joga de maneira disruptiva ou quando seu oponente possui um clock impactante demais para você interagir. De muitas formas, pilotando esse deck eu me senti pilotando uma versão pior do Jeskay CopyCat, um deck que utiliza uma base muito parecida para combar com

Saheeli Rai

e

Felidar Guardian

, gerando tokens infinitos com ímpeto, o que finaliza o jogo imediatamente onde este deck ainda deixa, na maioria das vezes, uma janela de resposta para

Emrakul, the Aeons Torn

por parte do oponente, que pode ser de um

Supreme Verdict

ou um efeito de édito, a simplesmente tentar te ganhar no combate porque sua vida está baixa o suficiente para que ele possa apenas ignorar o Eldrazi.

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Por outro lado, apesar dessa sensação, o Jeskai Polymorph mostrou-se um deck bem divertido de se jogar e um que deixa os oponentes sem reações quando o combo encaixa, especialmente se os oponentes desconsideram que

Dwarven Mine

é uma montanha e pode ser buscada com fetchlands. O grande MVP da lista sem dúvidas são as

Leyline of Sanctity

no sideboard, que muitas vezes salvou meu jogo e me permitiu não ter um resultado tão ruim quanto poderia ser, especialmente na matchup contra Burn onde o encantamento simplesmente inviabilizou tudo o que o oponente tinha para fazer após eu remover suas primeiras criaturas. No final das contas, o deck possui sim o potencial para crescer e se tornar um competidor no Metagame do Modern, mas eu sinto que suas cartas do combo são parcialmente cartas mortas em muitas ocasiões e possivelmente seria melhor apenas criar uma outra shell de Jeskai ou Four-Color CopyCat e tentar ganhar com fichas de Felino infinitas no turno 4 ou 5 ao invés de tentar fechar o jogo com um Eldrazi 15/15 no turno 4 pois demanda muitas cartas que são tecnicamente mortas, apesar de ocasionalmente terem me servido de removal.
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Por outro lado, a grande vantagem deste combo é que ele se trata quase de um 1-card-combo, já que com 12 fetchlands no deck, as suas chances de poder colocar um

Dwarven Mine

na mesa no mesmo turno em que você casta o

Polymorph

é muito provável e adiciona muita redundância e consistência na forma com qual você consegue realiza-lo, o que é um enorme ponto positivo se comparado ao combo de CopyCat, onde você precisa de dois cards específicos e dificilmente tutoráveis para fechar o combo, sendo assim um grande ponto positivo. Talvez, uma ideia seja jogar de maneira mais próxima com a utilizada no antigo Jeskai Fires do Standard, já que o combo é essencialmente o mesmo do utilizado naquela época, e a adição de cards como

The Raven's Warning

poderia ser uma grande inclusão como uma forma de manter uma peça do combo sempre disponível no Sideboard enquanto o encantamento também cria um token para ser alvo de

Polymorph

ou

Transmogrify

.
Por outro lado, o Modern é um formato muito diferente do Standard ou do Pioneer, com uma cardpool muito mais ampla e respostas/ameaças bem diferentes e bem mais eficientes. Portanto, talvez não haja tempo/meios o suficiente para incluir o combo de uma forma menos all-in como é feito atualmente, mas vale o teste e o experimento. Apesar disso, não me sinto confortável o suficiente para fazer mudanças significativas no deck e elaborar uma nova lista em cima da atual pois sinto que toda mudança que eu fizer vai acabar cobrindo uma base e deixando outra mais vulnerável, e o Modern é um formato volúvel e diverso demais para decidir qual é a melhor concessão a ser feita.
Conclusão
Esta foi minha análise do deck da semana, o Jeskai Polymorph do Modern. Na próxima semana, estarei de volta com mais um deck que tenha surgido nos formatos competitivos para vocês!

Nota

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análise deck modern mtg
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Humberto

Organizador de eventos do Rio de Janeiro, como o Pauper Masters e o Pioneeiros e produtor de conteúdo nas horas vagas . Joga praticamente qualquer formato em que seja possível montar um deck.

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