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Thiago

Os Arquétipos do cEDH #03 - Underworld Storm

A ideia de Underworld Breach não é necessariamente se atrelar a um combo em si

Este artigo pertence à série Os arquétipos mais populares do cEDH:

1. Os arquétipos do cEDH #01 - Food Chain

2. Os arquétipos do cEDH #02 - Demonic Consultation

3. Os Arquétipos do cEDH #03 - Underworld Storm

4. Os Arquétipos do cEDH #04 - Aetherflux Storm

5. Os Arquétipos do cEDH #05 - Hatebears

6. Os Arquétipos do cEDH #06 - Thieves & Wheels

7. Os Arquétipos do cEDH #07 - Taking Turns

8. Os Arquétipos do cEDH #08 - Extra Combats

9. Os Arquétipos do cEDH #09 - Birthing Pod Lines

Olá, meus queridos! Tudo bem com vocês? Meu nome é Fogaça e estou aqui para falar sobre Commander. Na semana passada, nossa série abordou como um combo compacto e de peças de alto valor pode afetar o metagame, assim como seria quase um erro por não utilizá-lo em meio aos decks mais fortes. Hoje, nosso caminho será pensado para comentar sobre uma das caçulas do cEDH, a qual passou a permitir que os deck consigam maximizar suas melhores mágicas: hoje é dia de falar sobre [[Underworld Breach]]. [image](https://static.cardsrealm.com/images/cartas/en/thb-theros-beyond-death-underworld-breach-324.jpg?3630) *O COMBO* Como eu disse antes, a ideia de [[Underworld Breach]] não é necessariamente se atrelar a um combo em si. Uma vez que nosso encantamento de duas manas nos permite reutilizar nosso cemitério de uma forma que corrija o principal problema de [[Yawgmoth's Will]] e [[Past in Flames]] (o fato de exilarmos as mágicas após a resolução), abrimos um novo espaço para listas onde a consistência passa a ser cíclica, de um modo onde não há pesar para a obtenção de recursos, além de aproveitar detalhes já tradicionais do formato (como a utilização em escala de fetchlands) como combutível para nossos planos. Explicando de maneira prática: poderemos nos millar e descartar sem dó, além de termos a opção de reaproveitar o mesmo efeito seguidas vezes, alcançando todo o potencial de uma carta (afinal, quem não gostaria de usar um [[Demonic Tutor]] seguidas vezes, por exemplo). Se já não bastasse o aspecto de reciclagem e readaptação dos decks advindo de uma carta com tão pouco drawback e tão baixo custo de mana, ainda temos a promoção de alguns loops baseados nela, que, como no artigo anterior, utilizam cartas de ótimo valor individual, de forma a agregar mais uma opção para os players, além de serem métodos de escape durante o jogo. Novamente, indo para a prática, as linhas de Breach com [[Wheel of Fortune]] e [[Lion's Eye Diamond]], por exemplo, promovem a união de uma excelente pedra de mana e um draw eficientíssimo em um combo que, casualmente, acaba acontecendo (o mesmo serve para interações com rituais e tutores). *COMANDANTES* Basicamente, qualquer comandante com vermelho pode aproveitar a adição de [[Underworld Breach]] em sua construção, porém, apenas alguns conseguem desfrutar de seu potencial para o valor e para os combos de um modo sinérgico com a idéia do comandante. [image](https://static.cardsrealm.com/images/cartas/en/m20-core-set-2020-kykar-winds-fury-212.jpg?2039) Quando nossos conceitos são subjetivos, fica difícil explicar o que exatamente tento dizer, mas, nesse caso, [[Kykar, Wind's Fury]] exemplifica o que queremos. Pense em um deck onde jogamos cartas em massa para o cemitério, tendo poucas cartas de real valor individual, com uma build pensada para cavá-las o mais rápido possível. É simples pensar que a geração de mana promovida pelo comandante faz com que ignoremos restrições de explosividade que outros generais nos proveriam, além de fazer com que uma mesma carta possa ser reciclada mais e mais vezes. [image](https://static.cardsrealm.com/images/cartas/en/c17-commander-2017-kess-dissident-mage-39.jpg?7325) Novamente nossa amiga da as caras aqui? Com certeza. A ideia é utilizar uma shell controle, como a que já conhecemos, mas, dessa vez, adicionando mais uma opção para aumentarmos a linearidade do deck e dar redundância para a habilidade de nossa comandante. [image](https://static.cardsrealm.com/images/cartas/en/pz2-treasure-chest-kraum-ludevics-opus-46.jpg?5619) [image](https://static.cardsrealm.com/images/cartas/en/pz2-treasure-chest-tymna-the-weaver-44.jpg?2946) Em algum momento falaremos sobre como as builds de Thieves & Wheels funcionam, mas, como podemos imaginar, uma carta que permita a reutilização do deck e que promova uma linha de combo com uma peça característica do arquétipo (no caso, [[Wheel of Fortune]]), entra em qualquer lista de Opus Thief que se preze. *VARIAÇÕES* Além de podermos usar as rodas ao nosso favor, também facilitamos nossa vida ao substituir o antigo Aetherflux Storm pelo tradicional Storm: uma ideia simples que consiste em relacionar [[Lion's Eye Diamond]] também com [[Grapeshot]] ou [[Brain Freeze]] (esse último combina muito bem como [[Thassa's Oracle]]). *CARTAS NOTÁVEIS * Quanto mais falo de [[Underworld Breach]], mais preciso destacar o papel dos tutores aqui. Vamos pensar na seguinte linha: • [[Demonic Tutor]] para [[Underworld Breach]]; • [[Underworld Breach]], recastando [[Demonic Tutor]] e pegando uma peça de um combo qualquer; • Tutor novamente, pegando outra peça deste mesmo combo; • Fechamos o jogo com o referido combo. Conseguem ver o potencial disso? De uma carta partimos para um vitória fácil e consistente, mesmo que, a um custo considerável de mana. De qualquer forma, o ponto é o potencial de buscarmos qualquer coisa quantas vezes forem necessárias. Nesse ponto, devemos, também, considerar [[Gamble]], já que é indiferente para nós se a carta que finalizará o jogo será jogada de nossa mão ou do cemitério. *ALTERNATIVAS BUDGET* As alternativas de menor custo monetário para combos com [[Underworld Breach]] se relacionam a um maior número de cartas involvidas, normalmente contando com [[Lotus Petal]], [[Rite of Flame]], [[Dark Ritual]], [[Grapeshot]] e [[Brain Freeze]]. *CONCLUSÃO* Sinto que nossos conceitos estão um pouco jogados no artigo de hoje. A sintese do que eu quis dizer é: uma carta com pontencial de combo e um valor tão alto não tem como ficar de fora de um deck que pode tê-la, fato o qual pode fazer com que [[Underworld Breach]] supere, assim, [[Demonic Consultation]] e [[Tainted Pact]] em usabilidade, porém, para isso, cada jogada deve ser pensada, de uma forma que as outras 99 cartas do baralho sejam otimizadas para tal. Por hoje ficamos por aqui. Peço que deixem seu feedback para que possamos melhorar sempre. A série tem como objetivo abordar apenas uma parte de toda uma esfera que abrange um formato de extrema diversidade, sendo assim, convido vocês para se inscreverem em meu [link](https://www.youtube.com/channel/UCyqfJp8MNsmyE89F2ALRYrg)(canal no YouTube), onde falo mais sobre Commander, não só competitivo, mas também em outras variedades, bem como falo sobre outros formatos. Até a próxima, meus queridos!

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Thiago

Jogador de Magic desde Tarkir, sou apaixonado por interações e sinergias que quebram a curva do jogo. Para mim, o cEDH é o teste máximo para o jogador de Magic, tanto para deck build, quanto para gameplay. Para me acompanhar no YouTube, acessem meu canal.

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Luiz

A necessidade de experimentar algo novo no Magic


Há um tempo eu escrevo aqui para a Cards Realm e vou comentar algo que deixa o Magic vivo: a sua adaptabilidade e variedade. Tanto em listas, quanto em bans e novas cartas em formatos. A primeira noção é "insatisfação gera movimento" e o movimento cria novas possibilidades. Eu, por exemplo, por insatisfação ao ver muitas injustiças, algumas que custaram bons amigos de jogo, me movimentei no sentido de trabalhar por novas iniciativas, aqui está uma delas, sou um grande entusiasta e colaborador da Cards Realm. Quando se acha algo errado ou desconexo em um formato, você tem duas opções: ou se conforma e se adapta; ou tente mudar e crie, apoie novas perspectivas e formatos que mais se assemelhem ao seu pensamento. Foi assim que surgiu o pauper, à procura de uma opção de custo acessível no Magic. Assim surgiu o Commander, uma opção mais acessível, com uma pool mais variada e voltada ao forfun. Agora temos o CEDH, a vertente competitiva do mesmo. Alguns formatos surgem pela necessidade da WTC de mudar padrões e explorar novos mercados, como o formato Pioneer, o antigo T4. O próprio Modern foi uma resposta ao nicho extremamente caro e restrito do Legacy e Vintage. Então, hoje os formatos conhecidos não passam de uma união entre a necessidade dos jogadores e a visão de mercado da empresa. Ao jogar Pauper ou Commander entenda que nele está a insatisfação de uma pessoa que colocou aquele formato em prática para que o Magic a atendesse melhor. E deu certo. Por isso toda iniciativa merece respeito. Algumas totalmente fora de controle da empresa como Commander por exemplo e outros mais rédeas curtas como Pionner e Modern, mas invariavelmente vindos dessas iniciativas. Sabe aquele contrassenso no qual todos querem mecânicas e cartas que impactem o jogo, mas quando o jogo é impactado por mecânicas novas as mesmas pessoas reclamam? É assim que eu vejo grande parte dos jogadores. Entenda que a busca por mecânicas novas vai gerar muitos altos e baixos , que isso é normal. E o que eu posso fazer para estimular estes formatos? Simples: *experimente o novo*. Monte decks de acordo com formatos análogos e/ou tente, pois só a sua adesão pode fazer um formato vingar. Seja otimista quanto a novos formatos e não critique novas iniciativas . Afinal, delas que vieram boa parte do que você joga hoje. Entenda que antes a dúvida era: "o Modern pode ser um Legacy piorado ou um formato novo com muito mais acesso", mas a mesma analogia cabe a todos os outros formatos que vieram depois do Vintage e T2. O que muda é só a sua visão que pode ser otimista com quem quer mudar ou um medo da mudança que não evolui o jogo em si. Como na vida, é necessário mudar sempre. [image](https://static.cardsrealm.com/images/cartas/en/por-portal-winds-of-change-156.jpg?2049) Obrigado pela rápida leitura e se você puder nos ajude a ser a maior database de combos da internet, conhece algum não listado? Cadastre-o. Sua participação é muito importante. Acha que o site pode melhorar? Por favor, poste sua opinião.

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Luiz

Luiz Cláudio de Souza Reis Besamat, personal training, jogador de magic desde 1995, ex-jogador de legacy, atual commandeiro, futuro oathbreikeiro, pauperoso de paixão. Louco pelo magic, suas histórias e todas as suas mudanças.

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