Os Arquétipos do cEDH #04 - Aetherflux Storm

Magic: the Gathering

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Os Arquétipos do cEDH #04 - Aetherflux Storm

hoje venho defender que o arquétipo baseado em Aetherflux Reservoir ainda não morreu.

Por Thiago, 27/05/20

Este artigo pertence à série Os arquétipos mais populares do cEDH:

1. Os arquétipos do cEDH #01 - Food Chain

2. Os arquétipos do cEDH #02 - Demonic Consultation

3. Os Arquétipos do cEDH #03 - Underworld Storm

4. Os Arquétipos do cEDH #04 - Aetherflux Storm

5. Os Arquétipos do cEDH #05 - Hatebears

6. Os Arquétipos do cEDH #06 - Thieves & Wheels

7. Os Arquétipos do cEDH #07 - Taking Turns

8. Os Arquétipos do cEDH #08 - Extra Combats

9. Os Arquétipos do cEDH #09 - Birthing Pod Lines

10. Os Arquétipos do cEDH #10 - Curiosity

11. Os Arquétipos do cEDH #11 - Mana Infinita, e Agora?

Olá, meus queridos! Tudo bem com vocês? Meu nome é Fogaça e estou aqui para falar sobre Commander. Na semana passada, nossa série rumou para uma combinação de dois artigos, sendo que o de hoje fechará este ciclo. A ideia foi tratar como

Underworld Breach

conseguiu entrar no meta do cEDH e praticamente substituir as antigas variações de Aetherflux Storm. Pensando nisso, hoje venho defender que o arquétipo baseado em

Aetherflux Reservoir

ainda não morreu.

O COMBO

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Como no caso da Ruptura, nossa caixa d'água também não está associada apenas a um combo, mas representa um arquétipo completo onde seu valor pode ser extraído com maior consistência. Sua presença como finisher nas builds storm do formato dos generais marca a eficiência de efeitos de escala geométrica se comparados aos de escala aritmética (uma vez que abater três oponentes com um

Grapeshot

é uma tarefa árdua), porém, como vimos,

Underworld Breach

corrigiu este problema, fazendo com que nos questionemos sobre motivos para utilizarmos

Aetherflux Reservoir

, uma vez que o encantamento de duas manas gera muito mais valor individual. Vamos desenvolver essa argumentação por partes. Não há dúvida que o valor gerado por

Underworld Breach

é maior do que o de

Aetherflux Reservoir

, mas isso não quer dizer que um arquétipo seja, necessariamente, superior ao outro. O que quero dizer é que reaproveitar o cemitério promove uma certa redundância na questão da utilização de instantâneas e feitiços, mas, se nosso storm não é derivado de uma build spellslinger, a coisa muda de figura.

COMANDANTES

Para exemplificar o que estou querendo dizer, nada melhor do que tratar sobre alguns comandantes que se beneficiam da presença de

Aetherflux Reservoir

, desta forma, poderemos diferenciar o modo de jogo de cada um dos dois arquétipos.
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Iniciando por

Zur the Enchanter

, vou propor três situações onde, ao meu ver, Aetherflux Storm se destaca em relação a Underworld Storm. Para nosso querido tutor de encantamentos que habita nossa zona de comando, temos uma build chamada Shimmer Zur, onde usamos o general para buscar

Necropotence

e converter toda nossa vida em draws, afim de termos o máximo possível de cartas em nossa mão. Assim que o efeito do encantamento permitir que coloquemos nossas quase 40 cartas na mão (momento também conhecido como end step), aproveitaremos um efeito como o de

Shimmer Myr

ou de

Raff Capashen, Ship's Mage

, para conjurarmos nossas mágicas antes de nosso turno acabar. Após isso, a ideia é usar um redutor de custos (como

Etherium Sculptor

ou

Helm of Awakening

) para jogarmos

Sol Ring

e/ou

Mana Vault

por um custo nulo, dando espaço para o

Aetherflux Reservoir

propriamente dito. Nesse ponto, o que teremos que fazer é jogar o máximo de pedras de mana seguidas, gerando uma grande quantidade de storm, e, quando estas acabarem, poderemos reiniciar o processo com efeitos semelhantes ao de

Retract

até que atinjamos o 151 crítico de vida. Um detalhe interessante sobre essa opção é o fato de que nossas pedras de mana serão essenciais para a continuidade de nosso storm, sempre gerando mais mana, de uma forma que

Underworld Breach

não poderia propor.
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Nosso segundo caso não consiste necessariamente em um combo como no exemplo anterior, mas se assemelha no ponto de precisarmos da geração de mana. Um cast de qualquer pedra vinda depois de uma cascata de Yidris, Maelstrom Wielder, já é suficiente para gerar valor com

Aetherflux Reservoir

, diferente de

Underworld Breach

, que necessita de múltiplas conjurações para caracterizar seu storm.
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Por fim, falaremos sobre a dupla T&T na sua versão Powered Scepter, onde nosso foco é a combinação de

Isochron Scepter

e

Dramatic Reversal

. Como no caso de Yidris, o valor de nosso artefato é significativo, mas aqui, também unimos o fator combo citado em Zur para um melhor aproveitamento da mecânica de storm no seu mais alto nível.

VARIAÇÕES

Pensei muito em como poderia preencher essa sessão, e, após esse tempo, concluí que, na verdade, tanto Aetherflux Storm quanto Underworld Storm se complementam, sendo variações um do outro. O ponto seria entender os tipos de mágicas pelas quais o general tem maior afinidade e qual das variações melhor se encaixa nesse cenário.

CARTAS NOTÁVEIS

Se nosso objetivo é jogar um número ótimo de mágicas em um turno, podemos destacar as pedras de mana de custo baixo, desde

Mana Crypt

e as Mox de custo zero, até os talismãs e sinetes de CMC 2. Outros all star em builds feitas para o Reservatório são os combos de storm infinito, bem representados pela já citada combinação de Cetro + Reversão.

ALTERNATIVAS BUDGET

Parando para analisar as cartas na base do Aetherflux Storm, nenhuma tem um valor monatário absurdo. Se pensamos em gastar pouco para desenvolver algo nesse arquétipo, podemos trocar peças que otimizam nossa jogabilidade por outras que tenham um efeito semelhante (como, por exemplo, trocar uma

Mana Crypt

por uma

Lotus Petal

).

CONCLUSÃO

No artigo passado tentei deixar claro que

Underworld Breach

não serve apenas para combos, e, neste, tentei mostrar que o valor que

Aetherflux Reservoir

gera pode ser melhor aproveitado do que o da própria Breach, dependendo da construção em que estes estão inseridos. Tendo isso em vista, podemos, pois, concluir que cada arquétipo tem seu lugar, não necessariamente sendo superior ou inferior a outro qualquer, e, além disso, que também não podemos apenas colocar várias staples aleatóriamente em uma build e esperar que elas joguem - cada carta tem seu valor, mas este pode ser maximizado se cada uma estiver em seu devido lugar. Por hoje ficamos por aqui. Peço que deixem seu feedback para que possamos melhorar sempre. A série tem como objetivo abordar apenas uma parte de toda uma esfera que abrange um formato de extrema diversidade, sendo assim, convido vocês para se inscreverem em meu canal no YouTube, onde falo mais sobre Commander, não só competitivo, mas também em outras variedades, bem como falo sobre outros formatos. Até a próxima, meus queridos!
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Nota

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edh commander
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Thiago

Jogador de Magic desde Tarkir, sou apaixonado por interações e sinergias que quebram a curva do jogo. Para mim, o cEDH é o teste máximo para o jogador de Magic, tanto para deck build, quanto para gameplay. Para me acompanhar no YouTube, acessem meu canal.

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