Retornaremos a Lorwyn?

Magic: the Gathering

News

Retornaremos a Lorwyn?

MaRo (Mark Rosewater) resolveu presentear um de seus seguidores com a revelação do fato de que esteve fazendo playtests com Fadas nos últimos meses.

By Arinaldo, 05/03/19

Fala galera o/ Aqui é o Ari e o tema do artigo desse mês foi inspirado no trecho de um episódio do Rakdos Cast, onde o MP (Host do Podcast) especula uma possível revisita ao plano de Lorwyn baseado em uma declaração de Mark Rosewater (Head Designer da Wizards) em sua conta do Thumblr. MaRo (Mark Rosewater) resolveu presentear um de seus seguidores com a revelação

do fato de que esteve fazendo playtests com Fadas nos últimos meses

.

Ad

Em nenhum momento MaRo cita Lorwyn em seu post, mas é natural que ao falarmos das fadas no Magic automaticamente o mundo de Lorwyn nos venha a mente. Apesar das fadas estarem no jogo desde a coleção de Alpha, não existem dúvidas de que este foi o plano mais relevante para a tribo. Além disso, para alimentar ainda mais as suspeitas, MaRo também andou perguntando para as pessoas o que elas mais gostavam em Lorwyn... Lorwyn foi uma coleção marcante de diversas maneiras na história do Magic, foi nessa coleção que os Planewalkers foram introduzidos ao jogo após toda a expectativa para que isso acontecesse na coleção anterior, Visões do Futuro. Apesar de tudo que o Planeswalkers representam para o jogo hoje, de fato, o que mais me chamou a atenção nessa coleção foi o conceito adotado pela equipe de desenvolvimento na criação de um mundo de conto de fadas totalmente diferente do que eu já havia visto até então. Hoje, 12 anos após o lançamento da coleção, eu acho fantástico ver como tudo começou a ser projetado, posso sentir como toda a magia presente nas mecânicas, artes, lore e outros tantos aspectos foram detalhadamente pensados naquela época. Lorwyn é um set tribal que foi lançado em 2007, e segundo MaRo ser um set Tribal foi a primeira coisa que eles haviam definido sobre a coleção, eles queriam repetir o sucesso que as tribos obtiveram na coleção de Investida, mas eles também queriam inovar, queriam que Lorwyn fosse uma evolução em relação à Investida da mesma forma que Ravnica foi para Invasão. Nas primeiras reuniões a equipe de desenvolvimento buscou definir quais seriam as tribos do plano. Cada escolha teve sua justificativa, e algumas delas eu achei bem interessante, por exemplo, eles decidiram deixar os humanos de fora, pois a tribo apresenta algumas restrições ao se projetar um set tribal. Um texto contendo "Sacrifique um humano" soaria bem estranho não é mesmo? Os Tritões foram um exemplo de que reclamar funciona. Sim, a Wizards havia anunciado o fim dos Tritões no Magic, mas após tanta repercussão negativa eles perceberam que estavam errados e voltaram atrás com os Tritões de Lorwyn.

Ad

As Fadas e Ents são tribos que não se encaixam facilmente em qualquer plano, mas Lorwyn era perfeito para usá-las em grande quantidade. Eles não deixariam escapar essa oportunidade.
Image content of the Website
Goblins e Elfos não poderiam ficar de fora de uma coleção tribal! Apesar da dominância dos Goblins em Investida, nunca foi cogitado deixá-los de fora. Mudanças radicais estavam sendo pensadas para essas tribos. Após algumas reuniões... Foi definido quais seriam as 8 tribos de Lorwyn: - Goblins - Elfos - Kithkin - Elemental - Tritões - Fadas - Gigantes - Ents Um dos objetivos do time de designers era criar um mundo inspirado na fantasia tradicional para essas tribos, eles queriam abandonar totalmente o clima caótico apresentado em Espiral Temporal. Eles buscavam um mundo simples, com uma calma que o Magic não via há muitos anos. Lorwyn é um mundo em paz, onde o sol está sempre presente, nunca tão quente, nunca ausente. As florestas geralmente são calmas e tranquilas, os campos são frescos e arejados. Ao invés de oceanos, um emaranhado de rios com águas cristalinas e temperaturas agradáveis. Mesmo os pântanos, por mais fedorentos e escorregadios que sejam, não possuem o tipo de ameaça que os pântanos de outros mundos possuem. Não há dragões saqueadores, nem mortos-vivos famintos por carne, nem humanos egoístas que exploraram a terra e seu povo. Claro, só porque não há ninguém para destruir o mundo não significa que não haja nenhum conflito. Com a grande variedade de raças e atitudes ao longo deste plano, é inevitável que não existam batalhas, mas existe uma diferença de contexto entre uma disputa entre vizinhos e uma guerra mundial. Eu acho fantástico a maneira como o trabalho artístico se comunicou muito bem com os objetivos que os designers tinham para o plano. Quando eu observo as artes dos terrenos dessa edição eu consigo ver as mesmas características que foram citadas acima para as florestas, campos, rios e pântanos. E aquele tom único que eles queriam dar para as tribos de Lorwyn? Isso também está escancarado nos traçados dos artistas! Enquanto os designers brincavam com a color pie e criavam as mais inusitadas personalidades para cada tribo, os artistas traduziam com perfeição tudo o que era definido. Os elfos de Lorwyn são altos e magros e a adição de chifres e cascos representa muito bem a afiliação da raça com as cores verde e preta. Os elfos que são tradicionalmente ágeis, agora pareciam um pouco mais poderosos, com um toque mais brutal e territorialista fundamentado na filosofia da tribo. Os elfos de Lorwyn são aristocráticos, implacáveis e predatórios. Sua sociedade gira em torno das leis da beleza, um código que especifica como a astúcia e atratividade pessoal determinam a posição social de alguém. Se você é apenas moderadamente bonito, você é um elfo de baixa classificação. Se você é feio ou desfigurado - ou um não-elfo, que por definição é uma coisa realmente feia - então você é considerado uma criatura indigna de respeito ou até mesmo de viver.
Image content of the Website
Image content of the Website
Vocês também conseguem notar como as caraterísticas dos elfos não seguem a mesma linha dos elfos dos outros planos? Enxergam como toda essa criatividade e inovação são transportadas diretamente para as artes das cartas? Outra tribo que foge totalmente do usual são os Goblins, que se tornaram um dilema para os designers do jogo, como eles poderiam construir Goblins com as mesmas qualidades que as pessoas adoravam sem recriar o mesmo esterótipo "Super Rápidos e Agressivos". Eles não queriam os Goblins de sempre, mas também se preocupavam com o sentimento dos jogadores que amavam jogar com a tribo. A solução foi criar Goblins mais lentos, porém com outras formas de poderes. Então foi criado, em Lorwyn, o Círculo da Morte Goblin, que remetia toda uma sinergia com cor preta.

Ad

Image content of the Website
Deixando um pouco de lado os conceitos artísticos da coleção e entrando um pouco mais nos aspectos técnicos, também podemos dizer que Lorwyn agradou bastante. Além do fato de que diversas cartas poderosas foram criadas e estão vendo jogo até hoje, podemos destacar outros fatos bem sutis, mas que fizeram toda a diferença para o sucesso da coleção. Por exemplo, misturar as cores foi a solução encontrada para lidar com linearidade que um set tribal representa, ainda nessa linha, Morfolóide (Este card é de todos os tipos de criatura sempre) foi uma habilidade pensada para dar mais opções aos Deckbuilders. Outro ponto bem pensado e que vale a pena ressaltar é que das cinco nova mecânicas, três delas não estavam relacionadas a estratégias totalmente tribais: Confrontar - Clash, Evocar - Evoke, Refúgio - Hideaway. Os jogadores até montavam seus deck tribais, e as criaturas continuavam sendo a principal Win Condition, mas eles também eram forçado a pensar em vários outros aspectos do jogo. Nesse ponto do artigo, e só consigo pensar em repetir o que escrevi anteriormente: Lorwyn foi marcante de diversas maneiras, uma coleção divertida, bem planejada e bem desenvolvida como um todo. Confesso que eu não estava jogando Magic em 2007 e acabei conhecendo a magia da coleção aos poucos durante minhas jogatinas de Pauper, Modern e Commander. Escrever esse artigo é uma forma de mostrar o quão ansioso eu estou para que esse retorno a Lorwyn ocorra o mais breve possível... The Hype is Real e o MaRo está deixando a gente sonhar. Ahhh!!! Caso você faça parte da ala que não curtiu a coleção e todo o conceito que ela nos apresentou, eu confesso que no geral, também prefiro os Goblins e Elfos tradicionais, maaas abro uma enorme exceção para Lorwyn, não vejo a hora de descobrir se será novamente possível montar um UG Elfos, um RB Goblins ou um UB Fadas e torço para que essa espera esteja chegando ao fim... E aí curtiu o artigo? Vamos falar mais sobre ele? Além da seção de comentários, você também me encontra nas redes sociais: -- Arinaldo Ferreira Youtube Twitter: arinaldo87 Insta: manadelver

Grade

0

Profile Main Image

Arinaldo

Analista de Sistemas em São Paulo. Jogador e produtor de conteúdo sobre MTG. Criador e apresentador do Canal e Podcast Mana Delver. Apesar de ser apaixonado pelo Pauper, também joga e aprecia todos os outros formatos.

Social Facebook brands iconYoutube Brands iconInstagram Brands iconTwitch Brands iconTwitter Brands icon

User profile image
More comment
The Vampiric Tutor - Archetypes: Aggro - Introduction & History

The Vampiric Tutor - Archetypes: Aggro - Introduction & History

Starting in Commander: Hallar, the Firefletcher

Starting in Commander: Hallar, the Firefletcher

Pauper Deck Tech: Squirrel Storm

Pauper Deck Tech: Squirrel Storm

More recent articles

Same Author

Bogles on Pauper's current meta - Interview with Gustavo rEPTILIUM_

Bogles on Pauper's current meta - Interview with Gustavo rEPTILIUM_

Pauper, power level and Commander Legends

Pauper, power level and Commander Legends

Highlights from Core Set 2021 to Pauper

Highlights from Core Set 2021 to Pauper

More from same author

Your privacy

We use cookies to ensure the functionality of our website, to personalize content and advertising, to provide social media features, and to analyze our traffic. Find out more about cookies reading our Privacy Policy