Standard com Innistrad: O jogo de pedra, papel e tesoura

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Standard com Innistrad: O jogo de pedra, papel e tesoura

Hoje falaremos sobre os principais decks do Standard: Mono Green, Mono White e Izzet Turns, que estão gerando um dilema de dominância.

By Thiago, 10/05/21, with help from our readers

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Olá! Hoje vamos adentrar no maravilhoso mundo do Standard e os principais decks do formato no momento. Mais especificamente, falaremos do dilema da pedra, papel e tesoura que vem ocorrendo, tendo 3 decks que dominam os top 8 e basicamente precisamos escolher um deles para ganhar. Com o lançamento de Innistrad: Midnight Hunt e a rotação das coleções até Zendikar, novos arquétipos surgiram e outros se atualizaram, como o caso do Izzet Dragons, Mono White e Mono Green. Vou falar um pouco das mudanças ocorridas no formato até então e mostrar algumas decklists em alta (no momento, as listas do mundial ainda não foram divulgadas).

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Três decks parecem despontar nesse início de formato, o Mono Green Aggro, Izzet Turns e o Mono White Aggro vem recebendo destaque como um anti-mono Green que é, sem dúvidas, o principal baralho do Standard. Eles receberam ótimas adições de Innistrad, como Malevolent Hermit, Burn Down the House, Wrenn and Seven, Briarbridge Tracker, Intrepid Adversary e Brutal Cathar // Moonrage Brute. Os maiores torneios até então, tanto no Arena quanto no Magic Online, foram completamente dominados pelo Mono Green, chegando a ser uma disputa para ver quem joga primeiro Esika’s Chariot para Wrenn and Seven e acaba ganhando – geralmente, quem começa na play faz essa combinação primeiro e vence. Todavia, acredito que o Izzet Turns tem potencial para ser um deck quebrado no formato. Esse deck se utiliza de duas formas de ganhar: a soma de Galvanic Iteration com Alrund’s Epiphany e/ou o copia mágicas com Burn Down the House. Ter a possibilidade de conjurar 2 turnos extras por 8 manas me parece suficiente para que o deck seja olhado com atenção (2 manas da Galvanic + 6 do turno extra com foretell) e é essa jogada que geralmente vence os jogos que não são mirrors com muitas anulações.
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De qualquer forma, a habilidade de flashback da Galvanic torna o arquétipo viável um dos melhores do formato por permitir usarmos turno extra + cópia, jogando 3 turnos seguidos e depois Burn Down the House + cópia para lotar a mesa de fichas, tornando a vitória iminente. Além disso, Hall of Storm Giants sempre dá as caras para bater quando jogamos 3 ou mais turnos seguidos, ou seja, precisamos estar com ao menos 1 de vida com 8 terrenos na mesa para combarmos e o jogo nunca mais voltar para a oponente. Mas não adianta continuar tentando falar sobre os decks sem termos ideia das listas que estão rodando. Vejamos a seguir:
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A lista do Mono Green foi a campeã do último SCG Championship, a do Mono White fez top 4 no mesmo torneio e o Izzet fez top 8. Peguei as listas deste torneio não casualmente, mas porque foi, até então, o principal campeonato do formato, já que o mundial ocorrerá dia 08/10. E no que consiste o jogo de pedra, papel e tesoura do formato? O Izzet Turns ganha de basicamente qualquer deck midrange do formato, impossibilitando esses arquétipos de verem jogo no competitivo — às vezes algum deck de Storm the Festival faz resultados em torneios, mas muito pouco.
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Para ganhar de decks com Epiphany, o Mono Green é sem dúvidas a melhor opção porque consegue rushar oponentes facilmente com Werewolf Pack Leader, Old-Growth Troll e Esika’s Chariot que talvez seja a melhor carta do formato. A carroça, além de sempre fazer uma troca de 2 para 1 ou 3 para 1, pode copiar fichas de criatura do Wrenn and Seven e, a partir daí, o jogo sai completamente de controle. A carroça sempre faz esse 2 ou 3 para 1 porque, ao entrar em campo, gera 2 fichas de gato 2/2, ou seja, são 3 jogadas com uma carta e, para responder, normalmente são utilizadas 2 ou 3 remoções. O único caso de 1 para 1 é anulando – Disdainful Stroke e Negate são as cartas mais utilizadas no momento.
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Outra carta que é 2 para 1 exceto quando anulada e gera muita vantagem no late game é Ranger Class. Faz uma ficha 2/2 ao entrar em campo e faz alguma criatura crescer toda vez que ataca, aumentando a pressão progressivamente turno após turno e muito sinérgica com criaturas com atropelar. Com boa parte das pessoas querendo ganhar de decks com turnos extras, o Mono Green naturalmente é a melhor opção e a mais usada nos torneios e isso nos leva a próxima carta que vem surpreendendo no formato: Unnatural Growth.

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Ela é a principal mirror breaker por tornar qualquer combate horrível para o outro lado. É simplesmente impossível atacar quando as criaturas da oponente dobram de tamanho em toda fase de combate e aumenta demais a pressão de mesa em qualquer partida. E o melhor de tudo é ser um encantamento, sendo respondido pelo Izzet somente com counters. A última parte do pedra, papel e tesoura é o Mono White. O deck conta com muitas criaturas pequenas para fazer trocas cedo com o Mono Green ou inviabilizar ataques nos primeiros turnos. Também tem cartas que quebram demais o jogo, como Reidane, God of the Worthy, fazendo todos os terrenos nevados entrarem virados para quebrar a curva, Skyclave Apparition, conhecida como a melhor criatura branca do Magic, lidando com qualquer permanente não terreno de custo 4 ou menos, Brutal Cathar exilando qualquer criatura até que ele saia de campo e Adeline, Resplendent Cathar, que tem 4 de resistência e gera fichas toda vez que você ataca, ou seja, chump blockers infinitos. Maul of the Skyclaves torna quase qualquer ataque inviável devido ao first strike do artefato e somente a ficha do W7 tem alcance na configuração atual do deck. Isso que nem cheguei a citar Portable Hole, remoção para lidar com a Classe, Werewolf ou fichas... E qual o problema do Mono White? Ele não é bom contra o Izzet, por mais que consiga taxar com Reidane e Elite Spellbinder porque as remoções vermelhas são extremamente eficientes contra criaturas pequenas. Até mesmo contra os decks de Festival a match é problemática, pois o Mono White não consegue responder mais de uma ameaça por vez, ou seja, não tem como lidar com uma ou mais bombas por turno como esses midranges fazem. O que vai ser do metagame do mundial ainda não sabemos, mas não acredito que vá ser tão diferente do que já ocorre em grandes torneios Standard. Outro detalhe é que o mundial terá somente 16 pessoas, então provavelmente veremos poucos decks, talvez alguma inovação e com certeza muitas techs para esses principais decks. Por hoje é só. Quaisquer dúvidas, comentários ou feedback estou disponível nos comentários abaixo. Abraços e até a próxima!
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Thiago

Economista, jogador de Standard e Historic. Faço streams na Twitch de MTG Arena.

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