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Luciano

Novo mulligan e a criação de decks

Várias questões já foram levantadas, mas pouco se falou em como o novo mulligan pode modificar de maneiras drásticas a confecção dos decks.

A nova regra do mulligan só será usada no próximo Campeonato Mítico em Londres, mas várias questões já foram levantadas, sendo a principal delas: *facilitar combos* ou *ajudar a achar o card hate que trava o jogo do oponente*, dependendo do arquétipo em que joga. Apesar dessas questões serem relevantes pouco se falou em como o mulligan pode modificar de maneiras drásticas a confecção dos decks. Ninguém discute a importância da quantidade de terrenos que um baralho Control precisa ter, geralmente com 25. E acredito que esse número irá se manter. Mas isso não é necessariamente correto em decks que requerem poucos terrenos, como Affinity (17), Mono Red Phoenix (18), Grixis Death’s Shadow (17), Dredge (19)... O formato em que a nova regra será estabelecida será o Modern, então nada mais justo que comentar dentro desse formato, que não foi por acaso. Tirando algumas poucas ideias, sem terreno não há como jogar. É o tipo mais importante no começo do jogo e sem dúvida é o tipo que você menos quer comprar do meio para o final, por isso fetch lands são tão importantes não só para buscar o terreno que precisa, mas para tirar o terreno que impede você de comprar a carta que pode salvar o jogo, afinal quanto menos terreno, mais chances de comprar a carta. Tomando como exemplo o [link](https://cardsrealm.com/metagame/modern/Dredge)(Dredge) que conta com 19 terrenos, não seria absurdo a partir da nova regra jogar com 16-17 terrenos e preencher com mais cartas com habilidade dredge. Último deck dredge campeão: [deck](4070) [link](https://cardsrealm.com/metagame/modern/Dredge)(Dredge) é um deck essencialmente de cemitério. Seu nome é sinônimo de uso e exploração de sinergias baseadas em cemitérios. O nome vem, naturalmente, da mecânica Dredge, apresentado em cartas como Life from the Loam e Golgari Thug. A mecânica permite encher o cemitério a um ritmo incrível. Como dito, o deck interage principalmente com o cemitério e se importa pouco com o que se tem na mão. O importante é jogar na primeira oportunidade qualquer carta com habilidade dredge para que a máquina comece a girar. Nesse sentido o novo mulligan pode sim facilitar. O ideal é ter na mão, um terreno que possa gerar mana vermelha; Faithless Looting e uma carta com dredge. Na pior das hipóteses, no turno dois, usar Cathartic Reunion, apesar de que, ainda no turno um, as listas têm usado Shriekhorn; contudo, é imprevisível o que será jogado no cemitério (e aqui já levanto outra questão, será que Shriekhorn ainda será relevante? Será que com o novo mulligan o ideal não seria o retorno de Insolent Neonate?) [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/soi/168.jpg?1517813031) [image](https://img.scryfall.com/cards/large/en/mbs/130.jpg?1517813031) O deck se importa pouco com o que vai ser colocado pra baixo, pois possui fetch land que proporciona embaralhar o deck. Além disso ainda tem cartas como Creeping Chill e Narcomoeba que são muito pouco interessantes de se ter na primeira mão. E o problema do terreno acaba quando se pode conjurar Life from the Loam que permite resgatar os terrenos do cemitério. Considerando isso, o novo mulligan ajuda muito, pois com poucas cartas na mão, as certas, o arquétipo roda muito melhor do que com 7 razoáveis. Apenas para não deixar de mencionar que o novo mulligan, claro, ajuda muito a achar a peça que pode travar a mecânica deck, como, sem dúvida também vai ajudar o próprio deck dredge a ter em mãos a carta que destrava. Olhando por esse ponto o deck se beneficia mais tanto no Game 1 quanto nos posteriores. [deck](4172) É engraçado pensar que a nova regra surgiu tendo, também, como preocupação a falta de terreno, pois é frustrante mulligar e ter que manter uma mão ruim com apenas um terreno e não vir mais nenhum, como aconteceu recentemente no Mundial com [link](https://magic.wizards.com/en/events/coverage/2018wc/semifinals-kowalski-v-stark-2018-09-23)(Ben Stark pilotando Mono Red), em que passou todo o game com apenas um terreno em jogo; o jogo teria sido mais competitivo se houvesse mais terrenos. Mesmo assim acredito que os terrenos irão diminuir em alguns decks para facilitar a estratégia e deixar o objetivo do deck mais sólido, a manipulação do deck será mais agressiva do que nunca, podem apostar.

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Julio

Não haverá cartas de duas faces em Modern Horizon


Modern Horizons, o próximo set de Magic: The Gathering, ainda é uma mistério para todos nós jogadores de magic. Essa edição promete apresentar novas cópias e imprimir cartas ainda não legalizadas no formato Modern. Com apenas duas cartas do set reveladas até agora, os fãs já estão especulando quais reprints no legacy serão legalizadas para o Modern, ainda mais pelo fato que o designer-chefe Mark Rosewater colocou [link](https://twitter.com/maro254)(muita expectativa nesse produto): “Algo que eu disse no meu blog - este produto é o produto de inovação deste ano e foi criado através do nosso primeiro Hackathon. Se vocês não o amarem, eu vou ficar chocado” Quando perguntado por um fã sobre a possibilidade de ver cards de dupla face no Modern Horizons, Rosewater respondeu em seu [link](http://markrosewater.tumblr.com/post/183254039903/mark-can-we-have-double-face-cards-in-modern)(Blogatog): "Não há cartas de dupla face em Modern Horizons. É complicado fazer isso em sets suplementares". Mark Rosewater já explicou os problemas de logística que existem em [link](https://cardsrealm.com/articles/Desabafo%20de%20Mark%20Rosewater:%205%20tipos%20de%20pedidos%20que%20s%C3%A3o%20ignorados)(cartas dupla faces), o que talvez um set suplementar não consiga responder. Se a Wizards of the Coast decidir criar novas cartas de dupla face, ela provavelmente preferiria imprimi-las em um conjunto legal padrão, em vez de incluí-las no primeiro set que irá direto para o moderno. Apesar de ser uma péssima notícias para fãs desse tipo de carta, o mistério sobre a nova coleção vem diminuindo e podemos já começar a pensar nas cartas que serão reprintadas.

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Julio

Ilustrador/Designer da Cards Realm. Jogo Magic desde os 11 anos de idade, quando comecei com o deck de iniciante da sétima edição que vinha com os saudosos Orgg Treinado e Vizzerdrix (que eu achava poderosíssimos!! Hahaha). Venho aqui apenas jogar aquela conversa boa e novidades do Magic.

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