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Arthur

Analisando as artes de Magic: Cartas Alteradas / Full Art

Se tratando de arte alternativa, quais tipos temos? Quais são válidos no competitivo?

Um dos grandes diferenciais e “tabus” do Magic físico são as cartas alteradas. Ao todo, se tratando de arte alternativa, temos três tipos de modificação, que são: *Arte alternativa criada pela própria Wizards* [image](https://static.cardsrealm.com/images/cartas/en/eld-throne-of-eldraine-murderous-rider--swift-end-97.jpg) [image](https://static.cardsrealm.com/images/cartas/en/celd-eld-collector-boosters-murderous-rider--swift-end-287.jpg?2288) Vemos aqui duas versões da carta [card](Ginete Homicida // Fim Célere), produto oficial. *A “proxy”, arte alterada por impressão paralela* [image](https://static.cardsrealm.com/images/cartas/en/dom-dominaria-tatyova-benthic-druid-206.jpg) [card](Tatyova, Benthic Druid) original [image](https://static.cardsrealm.com/images/uploads/1582305851.jpeg) [card](Tatyova, Benthic Druid) proxy, alterada por impressão não original *Arte alterada manualmente, pintada à mão* [image](https://static.cardsrealm.com/images/uploads/1582305894.jpeg) Só pra frisar, existem inúmeros outros tipo de artes alteradas em todos os seguimentos e estilos citados acima. Falando rapidamente sobre as artes alternativas oficiais produzidas pelas Wizards, são basicamente versões da mesma carta com o desenho e frame diferentes. Isso existe desde os primórdios do jogo com as cartas promocionais, tais como as de juízes, promo DCI e de pré release. Tá, mas qual a grande diferença aqui? Eu posso usar essa carta alternativa no meu deck? Basicamente a diferença é só estética mesmo, ah, e o valor também. Normalmente são cartas mais raras e consequentemente mais caras, pois são voltadas à coleção. Se essa carta com arte alternativa respeitas os padrões de jogo (nome da carta e custo de mana, resistencia/poder e etc), pode sim ser usada no deck e joga os mesmos formatos que a carta “normal” joga. Nos últimos anos a Wizards começou a investir mais nesse seguimento de cartas com a arte alternativa, seja em produtos exclusivos como o Secret Lair ou nas próprias coleções em boosters de colecionador e também nos boosters normais, podendo ter a sorte de obter uma carta diferente. A carta “proxy” gera muita polêmica e discussão, pois normalmente são cartas paralelas impressas com outro material e não oficial, sendo assim uma maneira de até mesmo piratear o jogo. Vou falar aqui somente da proxy como alternativa de arte, ok? Bora. Como dito antes e mostrada no exemplo acima, a proxy normalmente altera a carta como um todo, respeitando ou não os padrões de regras do jogo. Tem quem as use para treinar, tem quem faça essa alteração somente para coleção e tem quem as use para jogar, porém com a importante ressalva que uma proxy só entra em um jogo totalmente por diversão entre amigos, nada oficial, pois esse tipo de carta é totalmente inválido em todo e qualquer formato oficial. Bem, e chegamos na carta alterada manualmente, pintada à mão (essa na qual eu faço e trabalho com, hehe). A “Alter” ou “Altered” e até mesmo “Full Art” feita à mão temo como objetivo trazer uma perspectiva diferente ou melhorada da carta original. A grande diferença desse estilo para a proxy, por exemplo, é que a arte sempre é feita em cima de uma carta original. Expandindo a arte original da carta, trazendo um novo desenho pra ela ou até mesmo os dois juntos (assim como a Wizards também faz em algumas cartas e produtos). Tá, mesmo sendo um pintura em cima de uma carta original, eu posso usar no meu deck? Ela vai valer mais? A resposta para ambas é sim e não. As cartas customizadas entram em um tipo de comercialização diferente, podendo sim valer mais na maioria das vezes. Pra poder usar uma carta alterada em um torneio oficial e/ou maior ela precisa estar nos padrões e nas regras, que são: - Ter a “barra de cima” limpa, mostrando o nome da carta e seu custo de mana. - Ter o texto de efeitos (se a mesma possuir). - Ter o o poder/resistência (se a mesma possuir). Agora, vamos às ressalvas; Se a Alter for um terreno, ela precisa ter sua “barra superior” com a descrição em evidência, normalmente essas cartas possuem um certo relevo saliente devido às camadas de tinta aplicadas, por mais quase imperceptiveis que sejam enquanto estiverem dentro do sleeve ainda assim precisam de double sleeve, ou no português claro, dois protetores. Ah, o deck inteiro precisa ter dois protetores, caso contrário, sem chance. Não é recomendável usar uma carta assim em um torneio grande, deixa pra exibí-la em um torneio local ou num mesão para os amigos. Eai, o que achou do artigo sobre cartas alteradas? Já possui alguma? Gostaria de um terreno full art diferente? Siga minhas redes sociais e entre em contato, ficarei muito feliz em tirar qualquer dúvida! *SORTEIO* E como em todo artigo meu: teremos mais um sorteio de terreno com arte alterada! Para participar é só seguir os passos abaixo. <a class="e-widget no-button" href="https://gleam.io/h0UUJ/terreno-full-art-de-magic-the-gathering" rel="nofollow">Terreno Full Art de Magic: The Gathering</a> <script type="text/javascript" src="https://widget.gleamjs.io/e.js" async="true"></script> Semana passada o vencedor foi Alexander, ele ganhou o seguinte terreno abaixo: [image](https://static.cardsrealm.com/images/uploads/1582466035.jpeg) Não percam mais um sorteio!

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Arthur

Artista Músico Atleta de MTG pela equipe Cards Hall (Sorocaba - SP)

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Arinaldo

Entendendo as Cantrips do Pauper


Quero começar esse artigo explicando a definição de cantrip: Esse termo teve origem em Dungeons & Dragons, e lá as cantrips são mágicas que podem ser castadas sem custo nenhum. No Magic a definição simplista que encontraremos nas enciclopédias on-line é a seguinte: "Mágicas que compram uma nova carta além de seus outros efeitos". Seguindo essa linha, temos cantrips de qualquer cor ou custo no Magic, e isso é no mínimo curioso, pois muitos jogadores associam o termo apenas à mágicas azuis, que manipulam o topo do deck e dão um draw. [image](https://static.cardsrealm.com/images/cartas/en/lrw-lorwyn-needle-drop-186.jpg) Mas não é por acaso essa associação acontece, cartas como [card](Ponder), [card](Brainstorm) e [card](Preordain) possuem um grande diferencial: Realizam um card selection muito eficiente. Todos sabemos que o Magic é um jogo de estratégia, mas que também inclui uma parcela de sorte, e o que torna o card selection tão importante é a capacidade que ele possui de reduzir o impacto desse fator. É exatamente por isso que a Wizards anda mais cuidadosa com o power level desse tipo de recurso no jogo. Uma das características do nosso formato é que as estratégias baseadas em card advantage acabam se destacando. Não é por acaso que o Tron é o control mais relevante do formato atualmente. Por ser um Big Mana, o Tron pode se dar ao luxo de apostar em cartas mais pesadas como o [card](Mystical Teachings) para realizar um card selection preciso, mas eu gosto de dar o exemplo do Snow Jeskai para explicar a importância das cantrips, uma vez que o Jeskai era um Boros com splash azul, e quem jogou essa match se recordará da importância do [card](Preordain). Certamente as poderosas cantrips do Pauper fariam muito estrago em outros formatos, mas elas funcionam bem em um formato que não possui grandes ameaças, capazes de ganharem jogos sozinhas. Talvez num futuro onde o power level das mágicas e criaturas cresça significativamente, essas cantrips possam se tornar um problema, mas por enquanto prefiro entender que é um privilégio para os jogadores do Pauper terem essas cartas à disposição [image](https://static.cardsrealm.com/images/cartas/en/c18-commander-2018-brainstorm-82.jpg) É natural que os jogadores se sintam perdidos em algumas decisões de jogadas envolvendo as cantrips, principalmente quando possuem pouca experiência com o deck que estão pilotando. Por mais que existam algumas convenções, a verdade é que esse é um assunto muito subjetivo, por exemplo, já li em fóruns a seguinte afirmação: Se você possui um [card](Ponder) e um [card](Preordain) na mão, jogue primeiro o Ponder, compre o que você considera útil, e depois faça o [card](Preordain) para colocar o que não tem utilidade no fundo do grimório. Essa afirmação pode até ser verdade para um grande número de situações, mas cuidado ao levar isso como uma regra, pois certamente existirão momentos em que essa não será a jogada mais correta, porém acho válido citar algumas heurísticas já publicadas na internet. Segundo a Wikipedia, heurísticas são processos cognitivos empregados em decisões não racionais, sendo definidas como estratégias que ignoram parte da informação com o objetivo de tornar a escolha mais fácil e rápida. *[card](Brainstorm)* O ideal é ter uma forma de embaralhar ou jogar para o fundo do grimório (ou para o grave) os cards sem utilidade que você devolveu com o Brainstorm. Cartas que podem fazer isso: Fetch Lands, [card](Preordain), [card](Thought Scour), [card](Augur of Bolas). Não mantenha mãos de uma land se sua única cantrip for um [card](Brainstorm). Você correrá o risco de tomar um lock do próprio [card](Brainstorm) e ficar varios turnos sem ocomprar um terreno. Tenha em mente que o [card](Brainstorm) pode ser útil para Flipar um [card](Delver of Secrets) ou potencializar um [card](Augur of Bolas). Também é valido lembrar que te permite esconder cartas de sua mão em resposta à um [card](Duress) por exemplo. Então leve isso em consideração quando estiver castando um [card](Brainstorm) somente pelo fato de ter uma mana disponível. *[card](Ponder)* Geralmente você vai querer fazer um [card](Ponder) antes de um [card](Preordain), mas em situações críticas, em que você precisa imediatamente de uma carta específica, castar um [card](Preordain) antes do [card](Ponder) te permite cavar potencialmente até sete cards do teu deck. E por que não castar o [card](Ponder) primeiro já que também cavaríamos a mesma quantidade de cartas? Parece óbvio, mas no calor do momento podemos não levar em conta que ao fazer o Ponder e embaralhar o deck, é possível que as mesmas cartas continuem no topo do deck. Masssss como eu disse, não existe uma receita de bolo, tudo é muito situacional. Vamos supor que você tenha jogado seu único [card](Swirling Sandstorm) para o fundo no inicio do jogo pois precisava encontrar sua segunda land. Sabendo que a carta que você necessita está no fundo, a opção será primeiramente embaralhar o deck com [card](Ponder), contar com o [card](Preordain) e um pouco de sorte. *Sideboard* Não é comum fazer o side-out de cantrips, por mais que você tenha muitas opções para subir, é recomendável que você deixe de fora algo "apenas ok" para manter uma cantrip que poderá te ajudar a encontrar uma resposta que seja melhor do que apenas ok. Uma abordagem interessante para entendermos as cantrips do Pauper é conhecermos um pouco mais da função que elas possuem em cada arquétipo. *Relação Cantrip x Arquétipo* *Tempo:* O plano de jogo de um deck Tempo é jogar uma ou duas ameaças no campo e conseguir proteger essas ameaças enquanto atrapalha o plano de jogo do oponente. Nesse arquétipo a função das cantrips é encontrar essas ameaças, os meios de protegê-las e o meios de atrapalhar o jogo do oponente. O Mono U e UB Delver possuem essas características e abusam das cantrips, mas enquanto o Mono U utiliza [card](Ponder) e [card](Preordain), o UB opta por [card](Brainstorm) por conta das [card](Evolving Wilds) e [card](Ash Barrens). Confesso que não sou muito fã de [card](Brainstorm) no Mono U. Há quem considere um erro jogar com o card no deck, e existem aqueles que preferem ter mais uma opção para garantir o flip do [card](Delver of Secrets). Se um dia eu fosse utilizar essa tech, certamente seria em uma lista com quatro [card](Augur of Bolas) para potencializar a carta no deck. [deck](31201) *Mid Range / Control:* Geralmente esses são decks que levam o jogo para o late game, a função das cantrips nesse tipo arquétipo é oferecer mais qualidade nos draws, normalmente não queremos floodar, mas também precisamos manter o nosso land drop funcionando. [card](Preordain) acaba sendo unanimidade nas listas. *Combo:* Geralmente são nesses decks que se concentram a maior quantidade de cantrips. No Tribe por exemplo, além da trinca ([card](Ponder), [card](Preordain) e [card](Brainstorm)) também temos a presença de cartas como [card](Shadow Rift), [card](Inside Out) e até mesmo o próprio [card](Augur of Bolas). A principal função das cantrips neste arquétipo é encontrar as peças do combo e as formas de executá-lo em segurança. Acho válido notar que as listas mais combocêntricas de Tribe acabam abrindo mão de jogar com quatro cópias de [card](Preordain), justamente porque essa cantrip cava menos cartas no deck. Atualmente os combos estão em baixa no formato e apesar do Tribe estar ganhando cada vez mais características de um deck Mid Range, as cantrips acabam desempenhando funções adicionais como por exemplo buffar o [card](Seeker of the Way). [deck](31212) Para finalizar o artigo, contaremos com a participação do Jonathan Jansen que já pilotou o Tribe por muito tempo e cordialmente topou escrever um pequeno texto para compartilhar sua visão sobre as cantrips do Pauper - Obrigado! "Uma cantrip é uma facilitadora pro seu plano de jogo. Ela é uma ferramenta pra que você gerencie seus recursos avaliando como seu jogo está, e para onde você quer levá-lo. Fazer uma cantrip envolve muito mais caminhos do que somente buscar uma carta ou manipular o topo do deck. E agora você pode estar pensando “O que diabos ele quer dizer com isso?”, bora lá: Avalie sua mão e veja como seu jogo se desenvolve com os recursos que têm. Imagine seu próximo draw: e questione o que você está procurando. Isso é essencial para que ao fazer uma cantrip, você extraia o máximo dela. Durante muito tempo joguei de combo no Pauper, isso me fez refletir muito sobre as possibilidades de compra, probabilidades de manter a carta no topo ou tentar um embaralhamento. Essa experiência me fez ter uma clareza maior sobre como e quando utilizar os meus recursos, muitas vezes precisamos ter calma e esperar um momento mais oportuno. Cantrip é privilégio! E entender isso é o primeiro passo para desenhar as melhores estratégias dentro do seu jogo. A grande mensagem, é que no fim, cantrip é uma ciência, e cada jogador pode levantar sua tese e provar sua própria teoria. No magic, todos somos cientistas." Vou ficando por aqui, espero que tenham curtido a leitura e que o artigo tenha sido útil de alguma forma, mas reforço que a melhor maneira de entender as cantrips do Pauper é jogando muito! Portanto, bora praticar ;D Fiquem à vontade para utilizarem a seção de comentários para qualquer dúvida, crítica ou sugestão. Até a próxima. *Referências* [link](https://magic.wizards.com/en/articles/archive/latest-developments/magic%E2%80%99s-zero-level-spells-2006-08-04)(Magic’s zero-level spells) [link](https://www.reddit.com/r/Pauper/comments/9f85rp/brainstorm_deck_heuristics/)(Brainstorm Deck Heuristics)

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Arinaldo

Analista de Sistemas em São Paulo. Jogador e produtor de conteúdo sobre MTG. Criador e apresentador do Canal e Podcast Mana Delver. Apesar de ser apaixonado pelo Pauper, também joga e aprecia todos os outros formatos.

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