Novos Ares no Commander – Kykar, Wind's Fury

Magic: the Gathering

Multiplayer

Novos Ares no Commander – Kykar, Wind's Fury

Tive uma bela surpresa quando vi o escolhido de hoje pela primeira vez durante os spoilers de M20, e por isso, tenho atualmente ele como meu deck, de modo que hoje mostrarei a vocês minha construção de [card](Kykar, Fúria do Vento).

Por Thiago, 07/08/19

Olá, meus queridos! Tudo bem com vocês? Meu nome é Fogaça e estou aqui novamente para falar sobre Commander. Quando pensei sobre o que falar hoje, pensei em tudo que está acontecendo com a comunidade geral do EDH; começou com Modern Horizons e o surgimento de cartas como

Urza, Grão-Lorde Artífice

, seguido pelo banimento de

Motor do Paradoxo

e o lançamento próximo da coleção de Commander 2019. Tudo está mudando, os comandantes com Parceiro estão dominando o formato, antigas lendas estão caindo na lista de tiers e tudo isso é somado com o claro interesse que a Wizards of the Coast está demonstrando pelo formato dos generais.

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Vou dizer a vocês que este artigo terá um cunho mais pessoal do que o costume, pois, além das mudanças já citadas, também tive alterações em meu grupo de jogo, em minhas próprias listas e nos métodos que uso para construí-las. O resultado de tudo isso foi chegar a um comandante que me desse exatamente o que eu queria, seja para jogar de maneira eficiente ou para aproveitar as mecânicas que mais gosto – tive uma bela surpresa quando vi o escolhido de hoje pela primeira vez durante os spoilers de M20, e por isso, tenho atualmente ele como meu deck, de modo que hoje mostrarei a vocês minha construção de

Kykar, Fúria do Vento

.

CONCEPÇÕES INICIAIS

Comecei minha vida no Magic no bloco de Tarkir, na longínqua era das fetch lands reprintadas no Standard; logo, desenvolvi afinidade com as mecânicas de jogo do Khan Jeskai, abusando de mágicas e interações. Um tempo depois montei meu commander para jogar, escolhendo, assim, Narset, Mestra Iluminada, como minha general. Quando vi Kykar, sabia que o potencial estava ali e podia desenvolvê-lo até um ponto otimizado. Usei todo meu estudo baseado na construção de Narset e meu amor pelas cores Jeskai para bolar um gameplan consistente para nossa grande galinha; necessitava aproveitar as habilidades de meu pássaro para maximizar a lista, diferenciando de uma idéia que apenas usa staples como Reservatório do Fluxo de Éter, Cetro Isócrono e Reversão Dramática para criar muitas fichas e finalizar apenas com os artefatos combinados – essas, portanto, foram minhas concepções para iniciar esta jornada.

CONSTRUÇÃO DO DECK

Recentemente, estava testando uma idéia parecida com

Zur, o Encantador

, onde uso nossa Caixa d’Água em conjunto com artefatos e bounces para atingir o storm necessário, mas, o que me fez pensar naquele mesão não foi meu próprio deck; a construção de Urza de um de meus oponentes finalizava o jogo comprando o grimório, assim tendo a combinação de

Visão do Futuro

,

Tampo de Adivinhação do Sensei

e

Escultor de Etherium

. Ao pensar em como aquilo era possível em meu deck, percebi que os próprios espíritos de Kykar beneficiavam algo assim – a partir do momento que poderia jogar o Tampo do topo de meu deck, poderia pagar seu custo de mana sacrificando um espírito, de modo a iniciar um loop onde meu baralho se tornaria minha mão. O fato de que poderia ter espíritos “infinitos” ao possuir um redutor de custos para os artefatos em meu campo me fez pensar em um modo de aproveitar a mana gerada e evitar que minha condição de overdeck fosse prejudicial; imaginei a carta Guia da Destruição, a qual seria embaralhada no grimório e poderia ser comprada novamente, mas ainda não havia mana suficiente para finalizar o jogo. Meu próximo passo foi desenvolver a mesma mecânica de shuffle com Guia dos Amanhãs, permitindo que haja turnos infinitos ao meu favor e, consequentemente, haja a criação de espíritos infinitos – o único empecilho seria a necessidade de mana para sua conjuração inicial. Desta forma, combinada com Nexo do Destino, minha wincon estava definida, e meu desenvolvimento estava iniciado. Prontamente, adicionei a minha lista cartas como

Abolidor-Mor

e

Teferi, Manipulador do Tempo

, para impedir que meu combo fosse respondido. Junto a elas, diversas de anulações e remoções foram colocadas, a fim de poder responder ameaças potenciais para meu jogo – destaco que nenhuma delas deve afetar Kykar, o qual entra na mesa o quanto antes. Agreguei, também, outras opções para Visões do Futuro, aproveitando, assim, as mecânicas de

Forja Mística

e

Frenesi Experimental

, além de complementar meu Escultor com

Elmo do Despertar

.

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Apenas me faltavam tutores e modos de comprar cartas. Uma observação interessante que fiz foi sobre a interação de

Mentor dos Humildes

com meu comandante; quando um espírito é criado, ele desencadeia a habilidade do Mentor, podendo ser usado para gerar a mana e pagar o custo na pilha, assim, gerando um draw auto-suficiente. Outra coisa que notei foi o potencial que cantrips vermelhas geram ao poder ser pagas com o sacrifício de uma ficha, de forma a gerar uma compra e a criação de um novo token.
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Para concluir nossa construção, as pedras de mana de baixo custo são aproveitadas tanto para nos acelerar no inicio do jogo, quanto para gerar um novo trigg da Fúria do Vento, potencializando sua geração de mana.

SUBSTITUIÇÃO DE CARTAS DE ALTO VALOR

Ao revisar a lista, notei que não há muitas cartas com valores absurdos; talvez uma

Força de Vontade

ou uma

Mox de Cromo

esteja fora de seu orçamento, mas elas não influenciam diretamente na jogabilidade. Não havendo alteração na condição de vitória do deck, as cartas inacessíveis podem ser substituídas por outras de igual função.

POR ONDE COMEÇAR?

Assim como comecei explicando a condição de vitória e meu raciocínio até ela, as cartas que a compõe devem ser as primeiras a serem adquiridas, seguidas de tutores, compras e proteções para manter a consistência da lista. As pedras de mana e efeitos adicionais podem ser adquiridas em outro momento.

CONCLUSÃO

A conclusão de hoje é diferente do costume, assim como o próprio propósito deste artigo. Creio que desta vez podemos determinar que a competitividade não deva estar acima de sua vontade de jogo; se você gosta de um arquétipo, ele poderá tornar-se competitivo, mesmo que não seja com um comandante que você queira. Quem sabe, em um futuro próximo, a Wizards lance criaturas lendárias o suficiente para suprir a necessidade de jogadores que não se sentem representados de modo a estabelecer uma build otimizada. Por hoje ficamos por aqui. Agradeço a todos que tem acompanhado essa série de artigos e peço que sempre deixem seu feedback para continuarmos melhorando. Até a próxima, meus queridos!

Nota

0

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Thiago

Jogador de Magic desde Tarkir, sou apaixonado por interações e sinergias que quebram a curva do jogo. Para mim, o cEDH é o teste máximo para o jogador de Magic, tanto para deck build, quanto para gameplay. Para me acompanhar no YouTube, acessem meu canal.

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