O Commander com Scapeshift - Tatyova, Benthic Druid

Uma comandante que abusa da interação de landfall

• Por Thiago • 29/11/19

Olá, meus queridos! Tudo bem com vocês? Meu nome é Fogaça e estou aqui novamente para falar sobre Commander. Muito tempo atrás, em um dos nossos primeiros artigos, comentei sobre a adaptação de arquétipos dos formatos construídos para o EDH, de uma forma a qual permita que jogadores utilizem decks com estratégias semelhantes às suas favoritas do Standard, Modern, Pioneer, Pauper e/ou Legacy. Para aqueles que acompanham principalmente o Standard e o Modern, sabem que o Amulet Titan está em alta no moderno, bem como tivemos uma breve era das lands no T2 com o surgimento de [card](Field of the Dead) – agora banido no formato padrão –, e, pensando nisso, imaginei como adaptaria esse modo de jogo para uma build do formato dos generais; após muito pensar, consegui buildar uma lista baseada na carta [card](Scapeshift) (um clássico do Modern) e aproveitar suas vantagens para desenvolvê-la com uma comandante que abuse da interação de landfall: hoje o dia é de [card](Tatyova, Benthic Druid). [cardinfo](Tatyova, Benthic Druid) *CONCEPÇÕES INICIAIS* Quando se fala das mesas casuais de Commander, a mecânica de landfall é uma das mais populares, assim englobando generais e bombas que usam da presença de muitos terrenos para criar criaturas de grande impacto ou controlar a mesa após um jogo extenso. No cEDH, não há espaço para esse tipo de mecânica; a realidade pode ser cruel, mas criar vários 5/5 toda vez que um terreno entra no campo não adianta de nada se estes serão removidos, não poderão atacar ou mesmo se o jogo acabará antes de se ter a chance de executar tal proeza. Pensando nisso, devemos extrair o potencial da mecânica para não deixá-la morrer, afinal, ela não é ruim em essência, apenas é difícil de aproveitar – a solução para isso é usar de uma comandante como a própria Tatyova, a qual nos dá o primordial para qualquer deck (compra de cartas) toda vez que baixamos nossos terrenos, assim, transformando cada land que tivermos em um novo draw para girar nossas engrenagens. *CONSTRUÇÃO DO DECK* O princípio ativo de nossa lista será baixar Tatyana o mais rápido possível, de um modo a converter draws considerados mortos em novas compras e possibilitar o abuso de mecânicas que nos dão a possibilidade de jogar lands adicionais a cada turno. Múltiplos efeitos foram adicionados na lista para acelerar nossas manas nos turnos iniciais do jogo, mesmo que não possuam sinergia com o tema em si. Com nossa druida em jogo, poderemos focar em desenvolver nosso gameplan, o qual funcionará com uma postura tempo-control, usando da banida [card](Field of the Dead) para aplicar certa pressão na mesa. Mesmo que o clock não seja grande, ele terá uma boa consistência se considerarmos o fato de que todo land-drop será acompanhado por um zumbi; agregaremos, para tal, os tutores de terrenos, nos permitindo que nossa sétima land seja quase sempre o [card](Field of the Dead). Sei que parece pouco aplicável, mas isso apenas é um pano de fundo para nossas verdadeiras intenções – nos divertir com [card](Scapeshift) e a entrada de inúmeros zumbis também nos dará compra de cartas, de um modo que cavaremos o deck atrás de nosso combo. Para entender o modo como venceremos, quero que se atentem para a carta [card](Oboro, Palace in the Clouds). À primeira vista, parece inocente, ou, para olhos mais atentos, pode significar um modo de sempre termos nosso drop de terreno, mas ela é algo a mais aqui; além de nos permitir uma compra adicional em todos os turnos, ela pode ser buscada por nossos tutores, junto ao [card](Field of the Dead) (o qual encobrirá sua presença), e desenvolver uma grande interação com outras peças importantes individualmente para nós: [card](Retreat to Coralhelm) e cartas com o efeito de [card](Sakura-Tribe Scout). Pensem comigo, se abusarmos das entradas de terrenos para comprar cartas, uma hora nosso grimório acabará, certo? E o que mais combina com isso do que [card](Laboratory Maniac) e [card](Jace, Wielder of Mysteries)? E se caso conseguíssemos condicionar essa compra para termos a partida em mãos? A solução para tudo será a interação de Coralhelm quando uma land entra no campo – cada trigg de landfall poderá desvirar Tribe Scout ou outra criatura de mesmo efeito, permitindo com que baixemos Oboro de nossa mão e condicionemos o seguinte loop: • Viramos Oboro para gerar uma mana azul; • Pagamos o custo de sua habilidade com a mana auto-gerada; • Viramos [card](Sakura-Tribe Scout), [card](Walking Atlas) ou [card](Skyshroud Ranger) para colocar Oboro no campo novamente; • Compramos uma carta pelo efeito de Tatyova, de [card](Courser of Kruphix) ou de [card](Horn of Greed); • Com a entrada de Oboro, o trigg de Coralhelm terá como alvo nossa criatura, de modo a desvirá-la; • Reiniciamos o loop com o efeito de Oboro, agora com uma carta a mais em nossa mão. Em algum momento, compraremos Jace ou Maniac, de modo a permitir uma condição de vitória no caso do loop não ser atrapalhado. Uma opção não usada nessa lista é a adição de [card](Beacon of Tomorrows) e [card](Nexus of Fate), para condicionar turnos infinitos assim que tivermos um deck over. [deck](19728) Notem, em nossa lista, que adicionei grande redundância aos efeitos de entrada de lands, bem como uni sua efetividade a uma maior compra de cartas e à presença de cartas clássicas para controle de mesa ou draw nos turnos iniciais. Toda a build é feita pensando na velocidade e consistência para a entrada de [card](Benthic Druid), bem como o melhor aproveitamento de cada terreno de forma individual para o desenvolvimento da estratégia de jogo. *CONCLUSÃO* Assim, após a análise dos argumentos, pode-se, pois, concluir que mesmo que o meta do cEDH possua seus clássicos, não significa que você precisará abandonar seus arquétipos favoritos para adentrar ao formato. Adaptar decks construídos para o Commander é algo complexo, mas não impossível. Tatyova é uma comandante ideal para aqueles que gostam das interações com terrenos, sendo simples o suficiente para entrar na lista de decks perfeitos para iniciar em um EDH competitivo, portanto, àqueles que desejam entender como começar com o deck ou mesmo como substituir peças de alto valor, teremos tais informações em um próximo vídeo sobre Taty em meu canal no YouTube. Por hoje ficamos por aqui. Agradeço a todos que têm acompanhado essa série de artigos e peço que sempre deixem seu feedback para continuarmos melhorando. [link](https://www.youtube.com/channel/UCyqfJp8MNsmyE89F2ALRYrg)(Para nos acompanhar no YouTube, acessem o link do canal). Até a próxima, meus queridos!

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Thiago

Jogador de Magic desde Tarkir, sou apaixonado por interações e sinergias que quebram a curva do jogo. Para mim, o cEDH é o teste máximo para o jogador de Magic, tanto para deck build, quanto para gameplay. Para me acompanhar no YouTube, acessem meu canal.

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