O Commander com Transformações Divergentes - Kykar, Fúria do Vento

Como desenvolver as características de um bom general e levá-las a um nível acima

Por Thiago, 23/10/19

Olá, meus queridos! Tudo bem com vocês? Meu nome é Fogaça e estou aqui novamente para falar sobre Commander. Recentemente, tenho me aventurado mais afundo no mundo do deckbuild para encontrar novas respostas e maneiras de desenvolvimento de listas, de modo a potencializar métodos de construção de decks. Uma consequência disso foi a identificação de um fenômeno interessante; percebi que há poucas linhas eficientes para uma boa montagem, porém, entre elas, há uma grande derivação de métodos para atingir tais objetivos. O que estou dizendo, em síntese, é que as condições de vitória normalmente são semelhantes, mas o modo como se chega até elas pode variar muito, e aí fica o ponto onde cada comandante agregará para seu jogo – o artigo de hoje servirá justamente como um guia para encontrá-lo.

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Não é segredo para ninguém que jogo com

Kykar, Fúria do Vento

, desde seu lançamento, bem como já trouxe um artigo contando sobre como desenvolvi sua tese inicial. Hoje, mesmo que repetindo um comandante já abordado, venho para trazer minha experiência enquanto player sobre como desenvolver as características de um bom general e levá-las a um nível acima, tendo em vista uma estratégia já consagrada, para isso, usarei minha lista e conceituarei os pontos que me levaram até ela.

CONCEPÇÕES INICIAIS

Não gostaria de ser repetitivo nas explicações durante este artigo, portanto, peço que confiram o outro texto que fiz discorrendo sobre Kykar (isso permitirá que tenham ciência da idéia primordial do deck e dos combos inclusos, dando a chance de tratar aqui apenas sobre sua otimização). Mesmo que o preceito dessa série de artigos seja atingir o melhor rendimento possível, ainda vejo que alguns jogadores apegam-se a cartas em suas listas, portanto, digo que, para essa análise, esse costume seja esquecido.

CONSTRUÇÃO DO DECK

Começaremos falando sobre a carta que inspirou este artigo.

Transformações Divergentes

é um efeito de Polimorfismo o qual permite que duas criaturas sejam exiladas e “trocadas” por outras que estejam no baralho de seu controlador, nos dando as possibilidades de usá-lo de forma defensiva ou ofensiva. O poder de exilar criaturas do oponente muitas vezes favorece a opção de utilizar nosso grande tutor como uma remoção, mas, seu propósito será primordialmente aproveitar a combinação de duas criaturas (as quais normalmente serão as únicas na lista) que levem à vitória; efeitos como os de

Kiki-Jiki, o Estilhaçador de Espelhos

, permitem inúmeros combos, portanto, apenas devemos encontrar algo semelhante e que se encaixe em nossa estratégia para retirar o potencial de Transformações – em nosso caso, as criaturas escolhidas serão

Mago das Quinquilharias

e

Elsha do Infinito

.
Conhecendo a interação de Elsha,

Tampo de Adivinhação do Sensei

(o qual será buscado por

Mago das Quinquilharias

) e Kykar, sabemos que compraremos todas as nossas cartas e possibilitaremos um grande tutor para todas as nuances contidas em nossa build. Uma vez que temos o objetivo de colocar todas as cartas em nossa mão, vamos ao primeiro conceito: você não precisará de inúmeros combos para vencer, apenas de uma quantidade suficiente para finalizar o jogo mesmo em condições adversas; é interessante que seus finalizadores saiam do mesmo lugar (no caso, da interação de Sensei, Kykar e Elsha), porém, que tenham mecânicas diferentes, de modo a não sofrerem com um hate em comum (usamos Cetro + Reversão,

Reservatório do Fluxo de Éter

,

Tremores de Impacto

e a combinação de

Nexo do Destino

ou

Guia dos Amanhãs

com uma biblioteca vazia, preenchendo, assim, quesitos diferentes que não são travados pelos mesmos efeitos). Nosso próximo conceito terá base na possibilidade de tutorar as cartas que desencadeiam nossa vitória (

Transformações Divergentes

). Quando unificamos nossos esforços para simplificar todo um combo em uma única mágica, podemos fortalecer a build com slots de controle e respostas para os oponentes, além de formas de progredir nosso jogo de maneira linear e criar presença de mesa. Não estou dizendo para ter apenas um modo de obter a vitória, mas sim para focar na busca por um atalho para tal.

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Por fim, para escolher suas maneiras de vencer, foquem em cartas que individualmente agreguem para o jogo. Pensemos em

Cétro Isócrono

e

Reversão Dramática

para explicar isso – a combinação tem um potencial de finalização altíssimo, mas individualmente, ambas as cartas permitem interações com a board e com nosso comandante, tendo assim, uma relação de 2 para 1, não limitando sua utilização a apenas um momento da partida. Sei que soltar conceitos avulsos é algo pouco didático, mas, para compensar, peço que se atentem à lista e a alguns tópicos sobre ela: • Não há outras criaturas no deck além das peças de combo; • A maior parte das mágicas tem a função de compra ou de aceleração de mana, sendo que estas aproveitam a geração de mana de nossa galinha para terem um custo praticamente nulo; • É raro encontrar efeitos que exijam duas manas azuis para sua realização, o que aproveita a geração vermelha que temos; • Efeitos de roda sempre renovam mãos esgotadas e possibilitam um storm considerável, assim como a utilização de

Passado em Chamas

. Todos esses pontos derivam de uma cuidadosa análise e de testes de jogo – um processo lento e necessário para atingir o máximo de um general.
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O acabamento de glacê desse nosso bolo de mágicas é dado pelas remoções e anulações que seguram o jogo e são recicladas pela habilidade de mana da galinha.

CONCLUSÃO

Como já realizei um guia sobre como iniciar e como substituir as cartas do deck no outro artigo, deixo aqui apenas a conclusão. Assim, após a análise dos argumentos, pode-se, pois, concluir que o playtest é primordial para atingir o máximo de seu jogo. Está equivocado aquele que joga duas ou três vezes com máximo da lenda escolhida, contrastando com os casos em que um player joga duas ou três vezes com esta e já afirma que ela não serve ou que não há potencial ali, o processo para tal é mais lento e delicado do que isso. Por hoje ficamos por aqui. Agradeço a todos que tem acompanhado essa série de artigos e peço que sempre deixem seu feedback para continuarmos melhorando. Para nos acompanhar no YouTube, acessem o link do meu canal. Até a próxima, meus queridos!

Nota

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Thiago

Jogador de Magic desde Tarkir, sou apaixonado por interações e sinergias que quebram a curva do jogo. Para mim, o cEDH é o teste máximo para o jogador de Magic, tanto para deck build, quanto para gameplay. Para me acompanhar no YouTube, acessem meu canal.

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