Blue Moon no Commander: Jhoira, Capitã do Bons Ventos

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Blue Moon no Commander: Jhoira, Capitã do Bons Ventos

06/02/19 Comment regular icon0 comments

Nossa construção de hoje trará um arquétipo clássico do Modern para nosso formato de generais – hoje é dia de Blue Moon com Jhoira, Capitã do Bons Ventos.

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Olá, meus queridos! Tudo bem com vocês? Meu nome é Fogaça e estou aqui novamente para falar sobre Commander. Após o artigo da semana passada, continuaremos falando sobre cEDH de uma maneira mais acessível: pensando no formato, uma dificuldade que os jogadores têm é adaptar seus gostos pessoais e as estratégias que lhes agradam para uma construção eficiente, o que muitas vezes os leva a pender ao lado emocional e deixar a otimização necessária em segundo plano. Com essas considerações, nossa construção de hoje trará um arquétipo clássico do Modern para nosso formato de generais – hoje é dia de Blue Moon com Jhoira, Capitã do Bons Ventos.

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CONCEPÇÕES INICIAIS

Iniciando com as habilidades de Jhoira, sua condição de draw nos favorecerá enquanto ela estiver na mesa, o que nos dá a necessidade de colocá-la em jogo com o máximo de velocidade; todo nosso deck será pensado baseando-se no Card Advantage promovido por ela, possuindo, assim, uma curva extremamente baixa. Além disso, também teremos lugar para uma estratégia Stax, dando a característica de Blue Moon. Deixaremos claro que, apesar de haver sinergia, cartas que permitem a utilização do cemitério não serão usadas em nossa lista, uma vez que darão espaço para uma construção all in – isso desconsiderando o fato que usaremos hates diversos para nossa característica stax, o que nos obriga a tornar nossos conceitos mais simples. Todas as cartas que usaremos terão um valor máximo de R$ 200,00, sendo que, todas as que tiverem um valor superior à R$ 100,00 poderão ser substituídas, a partir do momento que não influenciam diretamente na estratégia do jogo.

CONSTRUÇÃO DO DECK

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Com as características definidas, sabemos que nossa build é extremamente sinérgica com o arquétipo Storm, tendo, assim, foco na nossa querida Caixa d’Água; o Reservatório do Fluxo de Éter será peça chave para vencermos, assim como sua combinação com a mana infinita e o storm infinito, ambos promovidos pela dupla Cetro Isócrono e Reversão Dramática. Sabendo como iremos ganhar, temos opções para maximizar nosso gameplan, uma vez que “cuspir nossa mão” iniciará uma cascata potencial, onde será combinado o draw promovido por Jhoira e o baixo custo de nossas mágicas históricas; para aumentar esse efeito, usaremos redutores para tornar o custo de nossos artefatos nulo. Algumas cartas também serão usadas para retornar nossas permanentes para a mão, de modo a continuar o efeito de compra. Tutores nos auxiliarão a obter as peças necessárias de acordo com as necessidades que surgirão.
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Como já dito, velocidade é essencial para começarmos o jogo. Todas as nossas pedras de mana têm custo baixo, sendo que nenhuma entra virada no campo, o que permite utilizá-las para um início rápido ou para nosso efeito de cascata. Para aumentarmos a consistência dessa estratégia, Motor do Paradoxo também será útil, sendo que, muitas vezes, teremos pedras insuficientes no campo, porém, quando combinadas com o Motor, estas nos possibilitarão a mana necessária para seguirmos o jogo. Falando sobre o controle que o deck exerce na mesa, sua estratégia deriva de atrapalhar a base de mana dos oponentes, seja impedindo a utilização de lands não básicas – como no caso de Lua Sangrenta, Magus da Lua e Retorno ao Básico – ou com cartas como Orbe Invernal, que impedem que os terrenos desvirem; também teremos hates para estratégias comuns no Commander (como Totem Amaldiçoado, Jaula do Escavador de Túmulos ou Orbe Tórpida), o que é combinado com a sinergia que essas cartas possuem com Jhoira. Nossa base de mana é adaptada para não sofrermos com a mesa travada: poucos terrenos e uma grande quantidade de básicos auxiliam neste quesito. Não utilizaremos remoções, pois, a partir do momento que a mesa estiver bloqueada, correremos contra o relógio para seguir nosso plano, não tendo tempo para responder os adversários e os forçando a nos responder.

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Para fechar nossa lista, usamos anulações para nos proteger, possibilitando um jogo sem interferências externas; para isso, também temos peças como Perímetro Defensivo e outras que cumprem a mesma função.
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Com a lista em mãos, notamos a presença de cartas diversas que nos permitem um efeito de toolbox, ao mesmo tempo em que são usadas para a compra de cartas com nossa general.

SUBSTITUIÇÃO DE CARTAS DE ALTO VALOR

A maior parte de nossas cartas tem um valor acessível para os jogadores, mas, algumas excedem esse limiar – Força de Vontade e algumas pedras de mana podem ser substituídas por cartas de mesma função. É interessante manter o mesmo CMC ao substituir artefatos diversos na construção, mantendo, desta forma, o balanço da curva de mana da deck build.

CONCLUSÃO

Tendo posse de todas essas informações, concluímos que Jhoira, Capitã do Bons Ventos, adapta os arquétipos de Blue Moon e Storm para uma realidade que utiliza artefatos com maestria. Alguns hates são comuns para combater nossa estratégia, porém, uma saída rápida ou um início que atrase a mesa nos permite progredir no jogo. Para concluir, lembramos sobre a eficiência necessária para o cEDH, mas reafirmamos que ela não está necessariamente associada a gastos absurdos. Por hoje ficamos por aqui. Agradeço o engajamento que nosso primeiro artigo teve. Espero que, cada vez que explorarmos o formato das cem cartas, eu possa ajudá-los a melhorar sua construção. Até a próxima, meus queridos!
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Thiago Fogaça

Jogador de Magic desde Tarkir, sou apaixonado por interações e sinergias que quebram a curva do jogo. Para mim, o cEDH é o teste máximo para o jogador de Magic, tanto para deck build, quanto para gameplay. Para me acompanhar no YouTube, acessem meu canal.

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