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Analisando Desbanimentos no Duel Commander 25 de Maio de 2026 + Decks

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Confira a atualização da Banlist de Duel Commander em 25/05/2026, com mudanças importantes no metagame, cartas banidas e desbanidas, impactos estratégicos e análises para jogadores competitivos e casuais.

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revisado por Tabata Marques

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Decisões Bombásticas: Desbanimentos!

Enquanto todo mundo especulava se Spider-Man 2099 seria banido ou não, e discutia sobre o possível unban de alguns comandantes sem muito impacto (banidos muito tempo atrás), o comitê fez um anúncio de 3 unbans:

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Enquanto o unban de Emry era bastante esperado (como eu até disse nesse artigolink outside website), as outras duas foram uma grande surpresa. Vamos comentar sobre cada uma delas, individualmente.

Como cada um deve se encaixar no formato?

Najeela

Nossa amada guerreira foi liberada, e eu honestamente achei a carta magnífica. Antes de eu falar um pouco sobre ela, precisamos falar sobre o que o comitê pensa.

Najeela foi banida “assim que foi lançada”, como se fosse uma aberração. Era um comandante de 5 cores com CMC extremamente baixo, e a lista utilizada na época era repleta de guerreiros e outras pequenas criaturas. Como havia muitos fast combo na época, fazia todo sentido montar um deck super agressivo e com aspecto de combo.

Muitos anos depois, as criaturas melhoraram muito, o formato se adaptou aos comandantes 5c, e na verdade existem tantas cartas boas (graças ao power creep e o lançamento de edições focadas em Modern) que os decks de 5 cores hoje não são mais redutos de good stuff. Esse é um problema frequentemente percebido quando você compara decks semelhantes como Slimefoot and Squee e Grist, the Hunger Tide. Para usar cartas mais “rápidas”, como as criaturas com haste do vermelho, diversas cartas muito boas que jogam no Grist acabam não sendo utilizadas.

Os decks aggro de 5 cores passam pelo mesmo processo, e a ideia de jogar com um tribal em um formato que tanto usa Fury, mas também outras remoções grátis, e tem em Barrowgoyf e outras criaturas um bloqueador tão eficiente não parece assustadora.

Tudo isto posto, eu confesso que não sei se uma lista atual de Najeela se parecerá com um “Warriors Aggro”. A comandante por si só é bem forte, e o deck pode perfeitamente jogar como jogava o Ezio Auditore da Firenze.

Estou muito empolgado para montar o deck, sabendo que inúmeras listas vão aparecer até que uma se firme como competitiva, mas sem dúvidas as listas de Ezio do ano passado servem como linha de base.

E se você não está acostumado com Duel Commander, saiba que linhas de combo com Derevi, Empyrial Tactician ou Sword of Feast and Famine aparecem bastante, afinal, são cartas naturalmente boas (mas eu acho que Nature’s Will e Druid’s Repository não são bons o bastante).

Uma olhada rápida na "última lista" de uma Najeela:

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2019 realmente parece outro mundo. As criaturas utilizadas são praticamente todas tribais, e o deck é extremamente non-good stuff. A lista usa algumas poucas remoções e joga como um Warrior's Aggro.

É difícil saber se uma lista semelhante faria sucesso hoje em dia. Há alguns guerreiros novos que se encaixariam, mas o formato evoluiu muito, e eu não consigo imaginar um deck com Voltaic Brawler ou Glory-Bound Initiate sendo competitivo.

Acho que vendo uma lista de sucesso do passado (não a única, pois algumas versões jogavam com linhas de combo), fica bem claro que o teste é razoável. Um deck competitivo com Tribal Flames é sempre legal, e Nishoba Brawler é um guerreiro!

São tantas opções diferentes que eu acredito que decks completamente diferentes tenham resultados bons até que consigam encontrar a lista ideal.

Winota

Winota deve ser o que mais divide opiniões. Winota é uma criatura de CMC4 que precisa chegar na declaração de atacantes viva, e não sozinha, mas com outras criaturas na mesa. As melhores formas de fazer uma Winota ser forte envolvem cartas bastante ruins:

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Por outro lado, algumas cartas funcionam bem com ela e não são “tão ruins” assim, como por exemplo Goblin Rabblemaster e suas diversas outras cópias.

Quando pensamos no que revelar, temos algumas opções muito fortes e outras extremamente razoáveis:

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O “problema” é que o deck é extremamente linear, com um teto super alto de poder, mas uma consistência certamente menor que a de um Yoshimaru. Encontrar o equilíbrio para que o deck seja broken quando você consegue atacar com sua Winota, mas um deck de verdade quando você não consegue, é uma tarefa bastante difícil.

Isto posto, caso o deck encontre sua forma, ele tem potencial para ser banido novamente. A janela de interação é extremamente curta, e existe uma boa chance de o deck simplesmente ser um Boros aggro com uma comandante de topo de curva que snowballa a board.

Eu tenho opiniões divididas. Em um mundo de Aragorn e Spider-Man 2099 (esses “tempo aggro com azul”), Yoshimaru me parece bem mais forte. Contra um hard control, como uma Atraxa ou um Hidetsugu, também. Contra todo o resto? Winota me parece muito capaz de fechar o jogo do nada, e essa é uma característica que não pode ser ignorada.

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O número médio de criaturas em um deck de Winota era espetacular: 49.7! Atualmente, os decks com mais criaturas do formato são Yoshimaru (uma média de 40.2) ou Slimefoot (média de 36). Talvez esses números, superficialmente, não assustem, mas se pensarmos em quase 40 terrenos por deck, veremos que as listas de Winota tinham aproximadamente metade das interações (non-creature) de um Yoshimaru.

Isso me leva a pensar... será que o sucesso de um deck desses não aconteceu justamente pela ausência de remoções do meta na época? Existe, em 2026, a possibilidade de um deck rodar com uma quantidade dessa de criaturas? Ou será que é possível encontrar consistência em uma lista com um número menor de criaturas? E quanta falta faz Flawless Maneuver e Lotus Petal na hora de tentar conseguir um ataque com sua Winota?

Emry

Ah, após falar de duas peças tão maravilhosas, aparece a Emry.

Quando Emry foi banida, várias cartas que foram banidas ainda existiam: Lotus Petal, Mox Opal e outras.

Por um lado, a quantidade de cartas com “afinidade por artefatos” só aumenta.

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Por outro lado, a lista ainda é pequena e falta algum tipo de sustância. Fazer afinidade funcionar envolve diversas permanentes sem impacto verdadeiro na board, como Arcum’s Astrolabe, Witching Well ou Ichor Wellspring. Outros decks não têm muitos problemas com isso, pois eles sempre podem voltar pro jogo com remoções, mas a cor azul é famosa justamente pela ausência de remoções.

Isto posto, a comandante tem ótima sinergia com os terrenos artefatos (Treasure Vault, Darksteel Citadel e Seat of the Synod), é uma ferramenta de valor interessante com Mishra’s Bauble, tem Ensnaring Bridge e Vedalken Shackles que são cards excelentes contra aggros e consegue fechar o jogo muito bem com o combo de Grindstone e Painter’s Servant. Certamente não pode ser desprezado... embora eu duvide muito que faça grande sucesso.

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A lista de Emry sequer parece um deck de Duel Commander. Entre LEDs e Moxen (hoje banidas), a mana é muito mais rápida e payoffs como Future Sight fazem sentido. Urza me parece mais uma kill condition do que uma simples criatura de valor (há muito tempo não vejo um Urza jogando Duel Commander), e até nos terrenos nós vemos Ancient Tomb e Cavern of Souls.

Francamente? Sem a mana broken (que já foi toda banida do formato), o deck me parece bastante ruim. Talvez seja um pouco melhor do que Lady Octopus, Inspired Inventor, que foi brevemente testada, já que Emry consegue gerar um pouco de valor.

Me alertaram para tomar cuidado antes de falar frases fortes como "esse deck é ruim e não vai jogar", e não me levem a mal, eu adoro a criatura em si, mas não vejo um futuro sólido para ela no Duel Commander (e me surpreenderia mesmo se ela fosse um deck tier 2 ou 3, como Lier).

E o Spider-Man 2099?

O comitê se pronunciou sobre a ausência do card na banlist. O formato “Duel Commander”, historicamente, é dominado por aggros-com-azul. Foi assim com a banida Raffine, Scheming Seer, com Aragorn que dominou o meta por muito tempo, e só caiu quando nossa aranha futurista passou a dominar o meta.

Isso faz sentido porque as cartas azuis sempre foram muito fortes. Em um formato como o Duel Commander, é bem claro que todo deck quer usar uma Brainstorm. E algumas estratégias predominantes do formato têm muita facilidade contra quase todos os decks sem azul - afinal de contas, qual deck consegue realmente interagir com uma Relic of Legends ou um Amulet of Vigor?

Dessa forma, entende-se que derrubar o Spiderman somente colocaria outro “blue aggro” no topo, e ele provavelmente seria tão justo (ou injusto) quanto esse.

Enquanto eu não sou fã desse argumento, eu devo dizer que ele parece muito real. Aragorn tinha porcentagens muito parecidas com as de Spider antes do deck começar a brilhar, e eu não tenho dúvidas de que ele retornaria a esse patamar.

Olhando para o Futuro

Esse foi um shake-up muito grande. Independentemente de ter sido uma boa ideia ou não, afinal de contas, os 3 unbans estão constando como mudanças experimentais, isso demonstra o quão aberto o comitê está para revisitar decisões do passado. Há muitas outras opções que podem aparecer depois dessas (basicamente todas aquelas que citei como “power level alto”). Dihada (agora que Breach foi banida)? Hogaak (um trampler que consegue trapacear o custo de mana)? Talvez até Tamiyo (caso realmente tenhamos outros decks super eficientes)?

Uma coisa é certa: o comitê está ousado, e o meta do Duel Commander tem a garantia de um meta movimentado e divertido pelos próximos meses!

Aguardem artigos específicos sobre Najeela! Foi minha primeira comandante competitiva (“quase um cEDH”), e certamente tem uma profundidade enorme de deckbuilding.