Introdução
Nós já analisamos lista de cards banidos no Duel Commander, que atualmente é bastante estável, neste artigo. Agora vamos falar um pouco sobre os outros cards, aqueles que são banidos apenas como comandante!
Sobre Esses Cards
Duel Commander é um formato incrivelmente variado. Os cards principais do formato são todos muito recentes e extremamente sinérgicos. Existe uma brincadeira (não analisada, mas provavelmente real) de que todos os cards jogáveis de Duel Commander foram super quebrados em 1998, ou então foram impressos após 2019.
Obviamente isso não é literal, mas é muito próximo disso. O power creep recente fez com que as 99 sejam cada vez melhores e o comandante cada vez menos relevante. Os comandantes banidos realmente são muito fortes e modificam completamente a forma como a partida seria jogada. Então faz sentido que sejam banidos, pois o acesso a ele em todos os jogos é simplesmente forte demais.
Separei estes cards em algumas categorias, sendo elas:
1. Erros de Design
Alguns comandantes simplesmente foram feitos com outro tipo de jogo em mente. Um jogo com mais jogadores, um jogo com 40 pontos de vida. No Duel Commander, esses cards não funcionam.
2. Custo de Mana e Power Level
Alguns comandantes quebram o sistema de mana do Magic de uma forma que impacta demais. Eles têm níveis, e alguns eventualmente podem até sair da lista, como foi o caso de Tasigur.
3. Combo Pieces
Muitos comandantes abusam de combos em que eles são uma das peças. Quando esses são muito consistentes, rápidos ou algo do tipo, podem acabar sendo banidos.
4. Broken / Game Warping
Alguns comandantes são simplesmente bons demais, sem explicações adicionais. Eles sufocam a existência de outros decks, simplesmente porque esses decks são “versões pioradas” deles, ou algo do tipo.
5. Inexplicáveis
Ok, chamar de inexplicável é clickbait. Mas alguns comandantes foram banidos antigamente e poderiam perfeitamente estar livres agora. Ou pelo menos é o que esse autor acredita e defende.
Comandantes Banidos do Duel Commander e seus motivos
Erros de Design

Ah, eminência. Essa mecânica, por definição, só existe em partidas de Commander - ou seja, tem em mente um número maior de jogadores e 40 pontos de vida. Nessas condições, é completamente justo imaginar uma partida contra um Arahbo ou um Edgar.
Em partidas 1x1 com 20 pontos de vida, no entanto, esses comandantes são explosivos demais, e de uma forma que não podem ser controlados. Vale lembrar que existem eminências liberadas no formato, como Sidar Jabari of Zhalfir, mas ela não afeta o campo de batalha.
Oloro é exatamente o argumento oposto, mas convenhamos, um Aggro não consegue ganhar de uma forma de lifegain não-interativa e que começa no turno 1.
Veredito: Banidos, e devem ficar assim para sempre.
Custo de Mana / Power Level

Comandantes estão sempre disponíveis em nossa zona de comando, e assim sendo, as formas de trapacear (cheatar) o custo de mana sempre serão julgadas.
Yuriko com seu Commander Ninjutsu é simplesmente errado, e eu cheguei a ficar em dúvida se o lugar dela não seria na categoria anterior.
Eris e Hogaak são casos diferentes. Esses comandantes parecem ser (e são!) assustadores, mas não são tão diferentes de Tasigur. Eu cheguei a achar que seria um erro liberar Tasigur antes de Hogaak, uma vez que Hogaak exige muitos sacrifícios a mais do que Tasigur, e após seu unban nas 99, ele ainda não é visto em deck nenhum.
Eris, apesar de ser o mesmo caso, é bem diferente em termos de play pattern. A existência de cards que mudam o custo de mana real, como Dead // Gone (mas tem várias mágicas desse tipo), Magma Opus e Lorien Revealed, faz com que Eris custe consistentemente 2 manas e praticamente tenha uma habilidade de ETB, usando uma cantrip para conseguir um dragão.
Rograhk tem um mana cheating diferente, muito mais baseado em aumentar o storm count e habilitar a existência de coisas erradas como Culling the Weak e Infernal Plunge. Rograhk parece ser justo, mas repetidamente quebrou o formato de uma forma na qual é confortável dizer que não existem usos justos para ele.
Veredito: Yuriko, Eris e Rograhk banidos conforme deve ser.
Hogaak pode ser novamente testado.
Combo Pieces

Todos esses cards foram banidos por serem pedaços específicos de um combo. Vamos explicar cada um deles.

O combo exige duas peças para funcionar, mas o Flicker pode estar no cemitério. O maior problema é que quando você não está combando, você está colocando criaturas grandes no seu cemitério enquanto ganha 4 tesouros (o que é quase o melhor Ritual do mundo).

Dá muito trabalho explicar o loop completo, mas um Spellseeker são tudo que você precisa para ganhar o jogo. O deck é forte demais e certamente não pode existir no meta. Tenho minhas dúvidas se esse deck seria tão bom sem Spellseeker, mas a verdade é que eminência é um erro de design, e não vale a pena tentar mexer em outros lugares.

Esse é o combo. Reanime o Ooze e ganhe o jogo. O deck também usou Trazyn the Infinite e, quando ambos foram banidos, trocou o combo para Hoarding Broodlord. Eventualmente perceberam que a parte mais quebrada realmente é nosso querido Stickfingers.

Prime Speaker Vannifar foi um “ban relâmpago”. Basicamente em pouquíssimo tempo o deck ganhava o jogo com uma ativação de Vannifar. Assim como Nadu (que não consta aqui pois também é banido nas 99), o deck foi banido muito antes de ter sido refinado.
Veredito: Todos esses cards foram adequadamente banidos e não devem nunca mais ver a luz do dia.
Broken / Game Warping
Aqui nós temos 13 comandantes na lista, e por esse motivo vou quebrar a análise em alguns blocos que tenham certa “similaridade”.
5c Aggro

Esses comandantes são 5colors good stuff, mas são criaturas muito fortes. Esses decks são imprevisíveis; você não sabe se eles são tempo ou super agressivos, mas com a possibilidade de ignorar a identidade de cor, efetivamente usando splashs das cores não principais do deck, os cards precisaram ser banidos. Se quiser jogar de 5c, recorra aos comandantes menos úteis, como Kyodai ou Jenson Carthalion.
Unbeatable by Aggro

De formas totalmente diferentes, esses comandantes são imbatíveis por decks agressivos. Ajani simplesmente desliga a fase de combate, porque não existem formas de um aggro vencer esse Ajani flipado. Isso tirando a possibilidade de você mesmo transformar, usando uma Fury ou algo do tipo.
Já Omnath simplesmente ganha vida recorrentemente, em um comandante que já tem uma habilidade de ETB e acesso a 4 cores. Ele ainda tem outras virtudes, como o tempo que ele ganha quando você tem uma fetchland, mas apesar de forte, não foi essa a virtude que levou ao seu banimento.
Estratégias Muito Fortes

Cada um de sua forma, todos esses comandantes são muito mais fortes do que suas opções alternativas. É óbvio que nenhuma carta “ganha sozinha”, afinal, você ainda pode anular um Shorikai, remover múltiplas vezes uma Tamiyo/Winota ou qualquer outra coisa do tipo. Mas caso você não o faça, todos esses decks são eficientes demais para encontrar um contraponto interessante.
Não há muito o que explicar... basta ler a carta. Algumas delas são all-stars nas 99 dos decks em que podem jogar (como no caso de Minsc and Boo e Raffine), outras não fazem sentido nas 99 porque seus decks exigem planos específicos (vide Edric, que usa cartas como Flying Men).
???

Derevi foi banido em 2014 e nunca mais foi solto. Faz tanto tempo que é difícil imaginar como ele funcionaria hoje. Um problema muito grande é que ele não pode ser interagido com counters, pode ser jogado indiscriminadamente da zona de comando e tem algumas sinergias muito fortes, por exemplo, com Winter Orb.
Não consigo pensar em nenhum deck interessante ou divertido com Derevi. Ele parece muito forte forçando interações, por exemplo, fazendo ele no passe e virando um terreno do controle, para depois atacar e virar outro terreno. Mesmo que você destrua ele, isso te custa mana, e o fato de você se fechar seria o bastante para que eu pudesse colocar alguma ameaça muito forte, como um Teferi.
Urza, por sua vez, tem o mesmo abuso com Winter Orb, além de ter um power level muito alto... o que faz sentido no design de um card de um personagem tão icônico.
Veredito: A maior parte desses cards realmente deve permanecer banida. Omnath, Vial Smasher e Urza são os que têm mais chances de serem honestos, e francamente, o que eu mais tenho vontade de ver solto é nosso goblin vândalo. Mas o metagame provavelmente é melhor sem eles.
Inexplicáveis
Ok, existe um pouco de exagero no título, mas escutem meus argumentos sobre esses 3 cards…

Geist é um comandante ótimo. Ele tem hexproof, o que permite que ele se defenda da maior parte das spot removals. Ele ataca 6 por turno, o que é muito. As últimas listas de Geist usavam algo entre 6 e 10 criaturas, todas elas com flash/utilidade, e o deck era uma espécie de control/voltron, com o Geist carregando espadas.
Mas Geist foi banido em 2017. De lá para cá, um monte de criaturas ótimas foram lançadas, e bloquear o Geist se tornou mais fácil do que nunca. Force of Will, Balance, Lotus Petal e Wasteland foram banidas (todas cartas excelentes nesse deck).
Eu não acho que Geist seria irrelevante no meta, mas eu não ficaria surpreso se o deck fosse um tier 2 ou abaixo (com boas chances dele ser um dos tiers 1 do formato, mas certamente não opressor).
Alô, Comitê, desbane nosso fantasminha!

Emry é um caso complicado. Defender qualquer carta com o texto “Afinidade por artefatos” é pedir para ser criticado mais tarde…
A questão é que Emry meio que não faz nada. As melhores perspectivas dele são comprar algumas cartas usando Baubles ou alguma recursão do tipo, mas esse efeito é bastante fraco. No próprio anúncio de ban dele em 2019, se fala de como ele é banido por poder burlar a taxa de comandante, assim como o Tasigur. Se Tasigur pôde ser desbanido, não tenho dúvidas de que Emry poderia estar solto no meta, e talvez ele nem visse jogo.

Krark foi banido em 2021 junto com inúmeros outros comandantes de custo baixo com a habilidade de Partner. Dos comandantes banidos na época, todos foram desbanidos (Keleth, Ardenn, Ludovic, Reyhan e Rograhk - que acabou sendo banido novamente recentemente).
Krark é uma opção divertida, que troca tempo por valor. Qualquer carta na sua mão é efetivamente 2 delas, contanto que você aceite a condição de pagar seu custo mais de uma vez. Ele funciona de forma interessante com heroic.
Acho que o maior problema de Krark é que ele tem potencial para ser um card realmente bom, e pessoas poderiam ficar frustradas de perder, quase que literalmente, num coin flip. Dado o quão repetitivo é (ou seria) esse efeito, ele deixa de ser “uma jogada de moeda” e sim um RNG menos impactante que a carta comprada a cada turno (diferente de Invert Polarity, por exemplo, que realmente define jogos em um único lance de moeda).
Veredito: Esses comandantes não são realmente inexplicáveis em termos de ban, mas todos poderiam ser testados no meta atual.
Possíveis Bans
E comandantes passíveis de serem banidos, será que temos algum?

Acho que esses são os únicos candidatos de verdade a serem banidos. Aragorn dominou o meta como “aggro com azul” (Tempo) por muito tempo. Ele foi quase completamente destronado pelo Spiderman, que atualmente é o deck mais jogado.
Isto posto, eu não acredito que nenhum dos dois realmente tenha chances de ser banido. São decks consistentes e fortes, mas não apresentam um winrate fora do normal, existem formas “simples” de combater esses decks, e mesmo decks que não foram feitos para bater eles, conseguem jogar essas matches em pé de igualdade.
Outros comandantes que já tiveram presença forte apresentam chances ainda menores…

Acredito que algumas peças pontuais desses decks possam eventualmente ser banidas (como Glacial Chasm ou alguma das cartas que representam jogadas de tempo muito fortes, como Fury), mas nenhum desses comandantes.
Conclusão
São muitos comandantes banidos, e a maioria por uma boa causa. Acredito que alguns poucos mereciam uma nova chance após muito tempo fora, pois quanto mais enxuta a lista de banimentos for, melhor será para o formato (uma informação a menos a ser mapeada).
E se você acha que a lista deveria ter alguma outra alteração, não deixe de comentar! Até a próxima!












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