Uma nova coleçãoParece disco riscado, né? A pior parte das constantes novas coleções é que necessariamente vamos falar de power creep, ou então de cartas irrelevantes. Conforme analisamos, muitas cartas tem suas pequenas qualidades e frequentemente são versões levemente melhoradas de um card que não é lá muito jogável. Dessa forma, podem começar a jogar o formato (de forma eventual ou mesmo virando uma staple, porém uma staple “não muito importante”). Screaming Nemesis é um card maravilhoso, mas em um número enorme de situações, ela é um Hulking Bugbear. Enquanto Nemesis é uma staple, ninguém nunca jogou Duel com Bugbear.Nessa análise e nas próximas, estou fazendo o possível para ignorar os cards que ficam entre a Nemesis e o Bugbear. Elas podem até ver jogo eventualmente, mas não devem fazer muito barulho.Quais são, então, as minhas 10 apostas para Marvel Super Heroes?10 Apostas de MSH para Commander10 - Hellcat, Undying VigilanteNão temos muitas criaturas com haste na cor verde. A diferença primordial entre um Grist, the Hunger Tide e um Slimefoot and Squee é a forma como Slimefoot consegue ser muito agressivo, não só porque seu comandante é “maior”, mas também por todo o haste que vermelho oferece.Só que isso tem mudado, e bastante. Strangleroot Geist e Questing Beast já estão no formato há muito tempo, mas entre Frenzied Baloth, Axebane Ferox e tantos outros, cada vez menos precisamos da cor vermelha para garantir essa agressividade.Broadside Bombardiers faz falta? Com toda certeza. Mas conforme mais (e melhores!) criaturas com haste vão sendo lançadas, cada vez mais você precisará se preocupar com criaturas com haste.9 - Night Nurse, Healer of HeroesDepois de toda a minha introdução, é meio frustrante colocar Night Nurse nessa lista, pois ela parece muito com uma versão de Samwise the Stouthearted. Eu acredito que Lifelink seja muito melhor que The Ring Tempts You, mas o que realmente me fez colocar ela nessa lista é o from anywhere. Ela pode pegar permanentes milladas, criaturas anuladas, além de todos os alvos já conhecidos do Sam (fetchlands e elementais).8 - Hawkeye, Master MarksmanUma criatura 2/2, por 2 manas, vermelha e sem haste. Via de regra, mesmo com alguma habilidades, ela precisa ser muito boa para ter chances de ver algum jogo.Hawkeye tem 3 habilidades relevantes. Não deixar uma criatura bloquear pode garantir que o resto do seu time passe. Causar 2 pontos de dano por 1 mana é muito bom (principalmente porque esse dano passa mesmo que ele seja bloqueado/morto), e fazer um looting também é relevante, principalmente em um formato que usa o cemitério com diversas cartas.O card não tem potencial para comandante (muito pouco e muito lento), e francamente eu não sei quais decks querem “um Inti, Seneschal of the Sun piorado”, mas Inti é uma staple muito forte, e Hawkeye lembra ele o bastante para que seja citado no nosso top10!7 - Jennifer WaltersO design de cards “anti-counters” está ficando cada vez mais agressivo, e o verso da Jenny Walters é bastante relevante!Se esse card tem algum problema, é essa mana . Em outros formatos construídos você poderia usar como uma Voice of Victory adicional e um upside leve, mas no Commander, você vai precisar que seu comandante tenha verde na sua identidade.Isto posto, existem vários decks atualmente que fariam bom uso dela. Listas de Brigid, Thrasios/Ravos, Peter Parker e outras viúvas de Nadu (salvo engano, hoje o combo adotado é Cephalid Illusionist com Shuko para self-mill) vão adorar a cópia extra.6 - Mole Man, Moloid MasterEu ainda estou com dificuldades de avaliar Mole Man, mas me parece que ele é a melhor versão já vista de Ramunap Excavator. Os Moloids são excelentes bloqueadores, mas a temática de self-mill em decks verdes (que tem Shifting Woodland e já jogam terrenos do cemitério naturalmente) é bastante útil.Vi pessoas cogitando ele na zona de comando. No final das contas, as engines envolvem efeitos de Exploration e efeitos de Crucible of Worlds. Não há respostas certas ou erradas sobre qual dos efeitos tem mais redundância (mentira - tem sim, mas é um levantamento super chato de fazer, e francamente não é muito importante).Eu não acho que o potencial do card seja tão alto, mas Mole Man certamente será uma staple desses arquétipos, que só melhoram com a quantidade de cartas power creepadas que saem para esses arquétipos.5 - The Wondrous WaspUma carta perfeita para o deck de Spiderman 2099, e perfeita contra o deck de Spiderman 2099. Remover as habilidades de uma criatura é uma habilidade completamente forte contra os diversos tipos de Barrowgoyf (eu me sinto mal assumindo que ele é a referência no lugar do ancião Tarmogoyf). Existem outras criaturas interessantes de serem desativadas (um número grande de triggers de morte como Chaos Defiler, algumas boas criaturas como Broadside Bombardiers...) e quando você coloca tudo isso em uma criatura 2/1 com flash e fly, a carta não deve mudar nenhum deck de patamar, mas deve virar uma staple bastante relevante.4 - Loki, God of MischiefAs pessoas chamaram o Loki de “Nadu consertado” em um primeiro momento. Sem sombra de dúvidas, sem a limitação de “uma vez por turno”, Loki seria banido em uma velocidade imensa.Com a limitação, Loki se torna uma carta confusa. Eu não acho que você precise abusar dele, usando, por exemplo, Shuko e garantindo um draw todo turno. Acredito que uma sequência natural de jogadas do e do , como Duress, Lightning Bolt, Fatal Push e Galvanic Discharge possa tornar Loki uma inclusão automática em diversos decks simplesmente pelo valor que ele proporciona.Infelizmente a cor interage muito melhor com mágicas no stack do que com criaturas ou jogadores, o que não deve permitir que Loki veja jogo na zona de comando. Ainda assim, existem alguns decks (uma boa parte deles não é tier 1) que devem incluir automaticamente Loki nas suas 99, e eu apostaria que com bons resultados.3 - Black Widow, Super SpyFinalmente dentro do top 3, vou começar a análise confessando que Black Widow deveria provavelmente estar na primeira posição; porém, vou tomar riscos colocando uma certeza nessa posição e as maiores dúvidas lá na frente.Black Widow é simplesmente fantástica. O fato de ela ser um slith com menace (referência a Slith Firewalker, mas sendo justo, os sliths já eram referências de Whirling Dervish) já é relevante por si só, mas o “draw a card” que ela tem embutido é simplesmente ridículo. Em um formato limitado por não ter cópias adicionais de cada card, todo recurso ganho por você ainda é um recurso permanentemente tirado do seu adversário. Você pode tirar diversos alvos de tutores, acessar efeitos que seu deck normalmente não teria (por exemplo, uma peça de gravehate jogando com um Rakdos), e ainda por cima você só decide entre o marcador ou o cast depois.A carta é sensacional no , e apesar de ter poucos decks que gostariam dessa carta atualmente (penso, principalmente, no Deadpool), acredito que a carta tenha poder o bastante para definir jogos em que ela seja jogada.2 - Vision QuestAh, eu tenho a sensação de que estou desperdiçando a segunda posição com uma carta que não vai jogar nada. Mas se eu acho isso, então por que essa carta está aqui?O raciocínio é simples: esse card é novo e único. Finale of Devastation é uma staple do formato, e Vision Quest tem potencial parecido. Antigamente as criaturas artefatos eram bastante overcosted - uma forma de compensar o fato de elas não exigirem manas coloridas. O mundo não é mais assim. Breya, Etherium Shaper é artefato, Etched Champion também. Existem mais de 1200 criaturas artefato, e você tem até peças de combo interessantes como Painter’s Servant.Adicionar marcadores faz com que você possa também buscar uma Walking Ballista, e o ímpeto faz com que essa carta possa realmente funcionar como um finisher.Talvez o deck que possa querer essa carta ainda não tenha massa crítica de efeitos porque precisa de mais versões de Chromatic Sphere para ajudar na afinidade, mais tutores parecidos para ser consistente, etc etc… Mas esse lançamento, junto com os vários outros, sinaliza para um novo arquétipo nascendo... tornando dessa uma excelente aposta.1 - Baron Helmut ZemoComo um card pode fazer tanto sem fazer nada? Esse card foi completamente balanceado com a habilidade existindo no boast em uma criatura sem ímpeto, oferecendo assim, normalmente, um turno inteiro para que você possa interagir. Isto posto, há uma lista grande de agressores:Baron Zemo tem potencial real como um comandante, porque ele faz sentido. Um deck dele ia querer jogar com remoções e descartes (as formas de interagir da cor, que acabam alimentando o cemitério), gostaria de fazê-lo eventualmente para filtrar algumas cartas com sua habilidade de connive, atingiria big mana com Cofres de Cabala e provavelmente tentaria fechar o jogo com Tendrils of Agony, sendo uma das linhas (possivelmente a principal?).Eu não sei se ele vai jogar, mas o que é um artigo de apostas da nova coleção sem uma boa presepada? De todos os combos , Baron Zemo é o que parece melhor aceitar linhas alternativas, pois suas peças de combo não têm uma utilidade tão específica.Menções HonrosasNossa joia do infinito é um pouco mais interessante do que The Soul Stone, mas não o bastante a ponto de merecer comentários. Mas ela certamente verá um pouco de jogo, na posição de “pedra de mana colorida que entra de pé” (e até tem upside!).Captain Marvel, Earth’s Protector tem flash e lifelink. Ela tem possibilidades de ter indestrutível (apesar do power-up ser caríssimo), mas o fato de colocarem um falso ímpeto em Baneslayer Angel me choca. Em uma partida qualquer, você colocar um block com lifelink em instant speed, que na volta bate mais 5, te dando 10 pontos de vida nesse ciclo (com um swing de 15; seu adversário perdeu 5), fora o dano da criatura que ela bloqueou… isso é grande.Em um mundo em que as pessoas tem jogado com decks Esper Tempo (que sofrem muito para a velocidade dos aggros com vermelho) ou com UWs Tempo (tipo Aang, Swift Savior), eu devo dizer que acredito que essa carta possa ser testada em diversos decks, com boas chances de overperformar.Por fim, The Sentry, Golden Guardian é uma carta muito interessante. Existem mundos em que você vai ter seu sentinela removido (por um Sheoldred's Edict ou uma Swords to Plowshares) e você simplesmente perdeu o jogo por doar um Void pro seu adversário. Mas normalmente, você bloqueará o void enquanto ataca (ficando efetivamente na frente na corrida), além de poder lidar com o vácuo de diversas formas, muitas delas que talvez nem custem uma carta, como usando uma Phelia, Exuberant Shepherd ou algum efeito marginal de devolver para a mão ou fazer waterbend. O corpo é grande demais para ser ignorado, e apesar de essa aposta normalmente não ver jogo em ambientes competitivos, o poder de The Sentry foi empurrado o bastante para levantar uma dúvida.ConclusãoVi muita gente reclamando do power level da edição. Apesar de não ter visto nenhuma carta que vá completamente chacoalhar o meta, acredito que o poder da edição está até um pouco acima do que costumamos ver, e diversas cartas devem ver uma quantidade decente de jogo.E você, gostou de quais cartas? Não deixe de falar aquelas que esqueci, e até o próximo artigo, onde continuo a série de top 10 cartas de cada cor!
— Comentários 0
, Reações 1
Seja o primeiro a comentar