Critérios para o Top 10
Não é fácil dizer “as 10 melhores cartas”. Absolutamente qualquer critério será necessariamente subjetivo, até porque uma mesma carta tem valores diferentes em decks diferentes.
O critério principal utilizado para montar este top foi a quantidade de listas em que ela aparece no mtgtop8 (“repositório oficial” do Duel Commander), porém, houve algumas adaptações feitas pelo próprio autor (eu mesmo!). Isso acontece porque algumas estratégias exigem uma quantidade grande de redundância de efeitos e isso acaba refletindo no top10 com inúmeras cartas que são, na verdade, apenas redundâncias do primeiro efeito.
Como o top 10 começa muito mais óbvio, vou divulgar a lista em ordem decrescente (da “mais staple” para a “menos staple”).
Top 10 Cartas brancas no Duel Commander
1 - Swords to Plowshares

Existem fortes argumentos para que essa seja a melhor remoção já impressa. Custa só 1 mana, é uma mágica instantânea e lida com criaturas indestrutíveis/com recursividade, exilando-as. Absolutamente 0 surpresas ou comentários.
2 - Solitude

Será que Solitude é melhor ou pior do que Espadas em Arados? Ela joga com o fator free spell (ou seja, pode surpreender quando você está tapped out), e seu modo hard cast não é ignorável; um 3/2 lifelink é bastante relevante em um formato em que a fase de combate importa. Não é surpresa nenhuma ver essa carta na lista, disputando a primeira colocação.
3 - Parallax Wave

Embora esteja na terceira colocação, essa é a mais game warping na minha opinião. Parallax Wave é um board wipe unilateral, que inclusive consegue se livrar de criaturas que entram depois. Compra tempo infinito e deixa suas criaturas livres para atacar.
Nas raras partidas em que ela não parece boa, como contra decks sem criaturas, você consegue utilizá-la para recomprar as suas.
Faça suas criaturas e as exile em resposta às remoções do seu adversário. Depois de alguns turnos, quando você perder sua Parallax, veja 2 ou 3 criaturas voltarem para uma pressão imediata.
Não é a mais jogada porque não funciona bem em decks que não tenham criaturas (por exemplo com Atraxa), mas é possivelmente a mais poderosa dessa lista.
4 - Voice of Victory

Nossa primeira criatura! Voice of Victory é tudo que Grand Abolisher quis ser um dia. Não custa , tem 3 de resistência (apesar desse ponto extra não fazer tanta diferença assim) e ataca causando um ponto de dano a mais. É um clock decente que ainda protege todas as suas cartas. Eu achei que essa carta seria presente em arquétipos mais aggro, mas praticamente todos os decks com acesso à cor branca acabam utilizando-a.
5 - Mana Tithe

Ser um counter branco é muito forte, principalmente porque não existem muitos. Convenhamos, quais são as chances de alguém jogar em torno de uma única carta? Se seu deck tem branco e azul, é uma cópia extra de Force Spike. Se não tem, então o fator surpresa vai garantir a partida. Não se iludam, em praticamente todos os jogos você tem janela para usar um Mana Tithe , já que o formato é extremamente curvado e tempo based.
6 -Swift Reconfiguration

Swift Reconfiguration funciona como uma espécie de Espadas em Arados. É uma remoção de verdade, que se por um lado não acaba com habilidades estáticas (por exemplo, de um Hexing Squelcher), por outro lado mantém a criatura na mesa... o que pode ser muito bom quando usado em um comandante.
Acredito, no entanto, que o número esteja inflado por causa do combo com Devoted Druid. Após o banimento de Nadu, o combo piorou bastante, mas ainda é a melhor forma de fazer mana infinita no Duel Commander.
7 - Enlightened Tutor

Surpreendentemente, Enlightened Tutor aparece somente na sétima posição do nosso ranking. Sabendo que Vampiric Tutor e Mystical Tutor são banidos, o power level de Enlightened Tutor é bem evidente. No design atual, artefatos e encantamentos são uma verdadeira toolbox, com remoções (as citadas Parallax Wave e Swift Reconfiguration), peças de combo, equipamentos (Skullclamp ou alguma espada)... Não que a posição de “sétima carta branca mais jogada” seja ruim, mas eu acreditava que o número seria ainda maior.
8 - Reprieve

Precisamos deixar claro: Reprieve é pior do que Mana Tithe, e isso reflete na colocação. Ainda assim, o card é ótimo, e todos os argumentos usados para Mana Tithe valem também para Reprieve, que ainda tem a pequena vantagem de lidar com mágicas que não podem ser anuladas.
9 - Skyclave Apparition

Em inglês, usam a expressão one size fits all. Skyclave Apparition lida com todo tipo de permanente que normalmente não conseguimos lidar (espadas, encantamentos), mas mesmo com criaturas ainda vale muito a pena.
Trocar seu Barrowgoyf por um 3/3 sem habilidades é péssimo. Se for um comandante, então, que simplesmente irá para a zona de comando (e por isso não vai gerar um espírito lá na frente) faz com que efetivamente o melhor Ravenous Chupacabra do formato seja branco.
Bom, o melhor e o segundo melhor. Claramente Solitude se encaixa aqui também.10 - Mother of Runes

Madre das Runas disputa com Ocelot Pride o título de melhor drop 1 branco, mas pela sua versatilidade e presença em mais decks, mereceu ficar nesse top 10. Se a lista de criaturas nesses tops já é pequena, imagine então uma impressa em 1999.
Madre das Runas está presente em praticamente todos os decks com densidade de criaturas por simplesmente inutilizar remoções (bom, custa muito caro remover uma Madre), mas ao mesmo tempo fazer criaturas imbloqueáveis/bloqueadores imortais.
Menções Honrosas

Ok, preciso assumir que Witch Enchanter deveria estar nessa lista, e em uma posição bastante elevada (quarto lugar!). Witch Enchanter é um dos cards pouco relevantes que você pode substituir por uma planície em 99% dos casos, porém quase todas as listas de decks não-controle utilizam uma quantidade alta de MDFCs para garantir land drops sem arriscar necessariamente um flood. Especificamente Witch Enchanter ainda tem a vantagem de conseguir lidar com algumas permanentes super desagradáveis, como a já citada Parallax Wave e alguns equipamentos como Umezawa’s Jitte.
Drannith Magistrate é uma peça de Stax muito chata. Em um formato onde 99.99% das pessoas querem conjurar seu comandante, Drannith oscila entre comprar um turno inteiro (forçando seu adversário a gastar sua remoção) e simplesmente lockar seu adversário (que perde alguns recursos importantes até encontrar uma remoção). Ele costuma ser bem ruim contra decks que não têm pressa de fazer seu comandante e têm muitas remoções (qualquer controle, basicamente) e justamente nessas matches ele é uma péssima fonte de pressão. Acredito que esses motivos façam com que ele acabe ficando de fora da lista.
E por fim, Cathar Commando é uma carta que lembra bastante a pimenta do reino na culinária francesa: você usa em tudo, não faz muita diferença, mas as coisas sempre ficam melhores com ela. É uma ameaça que bate 3 com flash, é um blocker que troca com boa parte dos atacantes do seu tamanho, tem a opção de lidar com permanentes difíceis de interagir, e via de regra, vai carregar o piano para que suas outras cartas “mais poderosas” possam brilhar.
Base de Mana

Existem dois terrenos verdadeiramente úteis na cor branca: Flagstones porque resiste aos efeitos como Ravages of War e Cataclysm, além de ser extremamente elegante quando utilizado junto com Dust Bowl.
Já Eiganjo dispensa comentários. É impressionante como Kamigawa acertou nesse ciclo de terrenos, fazendo todos eles ótimos, mas nenhum quebrado. Eiganjo oscila entre uma planície não-básica e uma remoção medíocre, mas grátis e totalmente funcional. O melhor é que essa remoção passa por cima de proteção, já que o terreno é incolor (só é uma pena que nada com proteção contra o branco jogue, mas…).
As outras opções, como Monumental Henge e Eiganjo Castle infelizmente são tão situacionais que os decks acabam preferindo usar terrenos básicos, fugindo de Ruination, Harbinger of the Seas e outros efeitos do tipo.
Alguns lands incolores acabam vendo jogo no Mono White, é claro. Dust Bowl, War Room, Tectonic Edge e diversas outras, mas elas não pertencem a esta lista.
Faz muito sentido que essa lista tenha muito mais respostas do que ameaças, já que as ameaças são muito diversas, mas as respostas sempre precisam ser amplas e eficientes. Você pode escolher se quer atacar com Ocelot Pride, Phelia, Exuberant Shepherd ou Overlord of the Mistmoors, mas a defesa contra essas 3 cartas é a mesma.
Finalizando
Para quem gosta de montar decks, essa lista dá uma ótima noção de quais são as staples do formato. Só não se esqueça de que a maior parte das cartas douradas acaba não aparecendo aqui, por um acidente estatístico: nem todo deck branco usa Phlage, Titan of Fire’s Fury, embora quase todos os decks usem!
Até o próximo artigo, com uma lista razoavelmente surpreendente das cartas azuis!












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