8 comandantes divertidos de Spider-Man + DecklistsAssim como acontece em toda nova coleção, iremos avaliar alguns dos comandantes mais interessantes para se construir um deck. Em Marvel's Spider-Man temos um número de criaturas lendárias expressivo, cada uma carregando um pedaço de lore de um dos heróis mais famosos dos quadrinhos.Para este tipo de análise, vamos tratar apenas dos comandantes presentes na coleção principal. Não temos produtos exclusivos de Commander, mas temos o que é chamado de Marvel's Spider-Man Eternal, que virá nos decks de boas-vindas usados para ensinar iniciantes no jogo. Os cards exclusivos destes produtos ficarão de fora.Também é importante reforçar que não se trata de um ranking objetivo, em que uma carta é melhor do que a anterior. Nossa meta aqui é destacar alguns dos comandantes que mais chamam atenção, seja pela proposta de jogo diferenciada ou pelo lugar que ocupam no contexto geral da coleção, ou do Magic em um geral.Agora, com tudo isso esclarecido, podemos finalmente sair do multiverso do Magic e nos aventurar na Nova Iorque do mundo moderno.Spider-Ham, Peter PorkerComeçando o artigo no tom mais bem-humorado possível, temos Spider Ham, Peter Porker: um comandante verde barato, que já entra colocando uma Food em campo e, ao mesmo tempo, funciona como lorde para uma lista bem específica de tipos de criatura. Sua segunda habilidade cobre com um buff praticamente todos os tipos de animais relevantes presentes no Magic, transformando uma pilha de bichinhos em um exército comandado por Peter Porker.A base 2/2 por duas manas é simples, poderíamos até dizer que ele é um "urso", mas, nesse caso, ele é um porco. A ficha de comida é pouco para dizer que ajuda a segurar contra decks agressivos, mas pode abrir espaço para sinergias de artefatos ou efeitos que se importam com ganhos de vida. O verdadeiro atrativo, porém, está em montar um “kindred de animais” onde pode-se usar bastante da fauna do jogo para criar situações mais divertidas, com estratégias mais stompy.SP//dr, Piloted by PeniSP//dr, Piloted by Peni não é necessariamente uma comandante muito boa pelos padrões atuais da comunidade, que busca criaturas lendárias que carreguem seu plano de jogo nas costas, sem as quais a estratégia é incapaz de fluir. Peni e seu robô, por sua vez, são um card um pouco mais Win More, que premia uma boa construção de deck e board. Ela faz mais pelo deck do que o deck faz por ela, como é comum nos comandantes mais populares atualmente.O principal atrativo de SP//dr, Piloted by Peni é transformar cada criatura modificada em fonte de card draw, sempre que elas dão dano. E ela até ajuda isso, colocando um marcador +1/+1 em uma criatura quando ela entra. “Criaturas modificadas” são aquelas equipadas, encantadas por auras ou com algum tipo de marcador depositado nelas. Assim, a comandante, mesmo que não sempre, pode ajudar a perpetuar o motor em uma board sem opções, após um Farewell, por exemplo.Dito isso, a sinergia deste líder é perfeita com cards como Chasm Skulker, The Ozolith e Costume Closet que sempre estão aumentando de tamanho conforme o jogo progride e dando opções a se fazer com os marcadores perdidos. É uma comandante bem simples, mas que consegue evoluir muito ao longo do jogo.Spider-Man 2099Spider-Man 2099 tem um temperinho todo especial como comandante, devido à sua habilidade que o restringe de ser jogado nas etapas iniciais da partida, lembrando muito Serra Avenger. Vigilância e Double Strike, somados, criam uma criatura aterradora tanto no ataque quanto na defesa, que ficam ainda melhores quando percebemos que o que queremos para Spider-Man 2099 é crescê-lo para utilizar sua principal habilidade.Sempre que você joga um terreno ou conjura uma mágica de fora da mão, ele dá, a qualquer alvo, dano igual ao próprio poder. Vermelho e Azul é uma combinação de cores que abre espaço para sinergias com efeitos de exilar e jogar cards de lá, flashback, adventure e muitos outros, permitindo até um crossover com The Tenth Doctor.E, claro, um Basilisk Collar sempre é divertidíssimo em um comandante como esse.Norman OsbornQuando jogamos com cards de coleções Universes Beyond, sempre queremos utilizar alguns de nossos personagens favoritos. Norman Osborn chama a atenção por ser o vilão do primeiro filme do Aranha, interpretado por William Dafoe, o que garante certo interesse dos fãs mais casuais, como eu.Como card, Norman é um 1/1 por duas manas que não pode ser bloqueado e garante praticamente sempre a chance de conectar dano, o que desencadeia sua habilidade de connive, gerando fluxo de cartas e aumentando o próprio corpo do comandante, representando seu corpo melhorando, o que resulta sua transformação em Green Goblin. Norman não precisa tomar nenhum supersoro no jogo, apenas pagar , na velocidade de feitiço, para que a transformação seja concluída.Como resultado, além do acesso às cores Grixis, temos palavras-chave relevantes como menace e flying, que vão se aproveitar muito dos marcadores conseguidos pela habilidade connive de Norman, além de uma habilidade estática que reduz o custo das mágicas jogadas do cemitério, como com a mecânica Flashback, por exemplo. Mas, a principal habilidade deste comandante é a de dar a habilidade mayhem para todos os cards que não são terrenos em seu cemitério, permitindo conjurá-los da zona. E, sim, o custo deles é reduzido pela habilidade de Green Goblin.Norman Osborn é um dos raros comandantes dupla face dessa coleção que pode ser jogado em qualquer lado. Contudo, não há motivos para jogar o vilão pelo lado do Green Goblin. Não só o duende é uma opção muito mais cara e com três cores de mana distintas no seu custo, como também o connive de Norman é essencial para abastecer o cemitério com os cards que você irá querer conjurar pelo custo de Mayhem. Além disso, os marcadores vindos do Connive são muito bem vindos.Cosmic Spider-ManPara quem acompanha meus artigos de Commander não é surpresa a minha cruzada contra comandantes de cinco cores. Apesar de parecerem complexos de se montar, esse tipo de criatura lendária nada mais é do que um convite a encher decks com as melhores estratégias good stuff, com pouquíssima imaginação para aquele que é o formato mais rico do Magic.Na sopa de letrinhas do nosso comandante, temos: flying, first strike, trample, lifelink e haste, habilidades que poderiam transformá-lo em uma Akroma, Angel of Wrath do mundo dos quadrinhos. No começo do combate de cada turno, Cosmic Spider-Man também dá essas mesmas habilidades para todas as nossas aranhas em campo, fazendo um verdadeiro exército.O que me entristece neste tipo de efeito é o fato de que ele não favorece suas criaturas com o tipo “Spider Hero”, ou algo assim, e sim qualquer aranha que você tenha colocado no seu deck, não obrigando-as a serem outros homens aranha. Seja a criatura um Spider-Man Noir, uma Ishkanah, Grafwidow ou até um Avian Changeling, todos os nossos aracnídeos se beneficiam desses buffs, deixando o deck bem preguiçoso.Iron Spider, Stark UpgradeIron Spider, Stark Upgrade é um comandante que chama atenção por ser simples na teoria, mas extremamente versátil na prática. É uma carta que funciona de forma extremamente similar à Steel Overseer, mas com um range bem maior, abrangendo também veículos e tendo a vantagem de ter a mecânica de vigilância, que permite que o amigão da vizinhança possa ser usado para cadência de jogo.A outra força do deck é a possibilidade de converter os marcadores colocados em suas criaturas e veículos em compra de cartas. É aqui que Iron Spider, Stark Upgrade se destaca, porque até mesmo alguns decks Izzet focados em artefatos costumam sofrer com consistência a longo prazo. Ter no próprio comandante um motor de vantagem de cartas significa não depender tanto de engines externas, o que dá mais estabilidade para listas voltadas a veículos ou a criaturas artefato menores. Além disso, também te permite tirar proveito de criaturas prestes a morrer, fazendo uso desses marcadores e impedindo que eles se percam.No fim, o Iron Spider é ao mesmo tempo uma fonte de crescimento e um comandante de setup, que transforma turnos de cadência investidos em recursos. Para quem gosta de estratégias de artefato que vão escalando com o tempo, eu recomendo fortemente essa versão do Parker.Kraven the HunterKraven the Hunter aparece como uma proposta bem direta, capitalizando em cima das maiores ameaças do oponente. Sempre que a criatura de maior poder daquele jogador é destruída, Kraven cresce com um marcador +1/+1 e ainda gera compra de carta. Esse efeito lembra muito Chevill, Bane of Monsters, um colega de caça de Ikoria e que também explora a mesma lógica de conseguir uma recompensa com o abate de uma criatura específica.A proposta com Kraven é a criação de um midrange em moldes bem parecidos com o que vemos em formatos X1, capaz de lidar com as maiores ameaças inimigas enquanto fortalece seu próprio jogo num cenário de mesa com múltiplos oponentes, o comandante tende a escalar rápido, principalmente com mágicas de múltiplos alvos, como Hex. Kraven, the Hunter reforça que sempre haverá uma nova presa a ser caçada e, mesmo simples, vale a pena ser citado como um comandante altamente divertido de se montar.Jackal, Genius GeneticistPor fim, indo para aquele que eu julgo ser o comandante mais divertido desta coleção, Jackal, Genius Geneticist é um comandante Simic que traduz bem a ideia de experimentação genética, tal qual um Momir Vig, Simic Visionary que se perdeu de Ravnica. Jackal em si não impressiona muito sozinho, com um corpo 1/1 com atropelar, lembrando muito um Charging Badger, mas a habilidade de copiar criaturas é onde a carta se destaca. Sempre que você conjura uma criatura com valor de mana igual ao poder do Jackal, ela gera uma cópia não lendária em forma de token e ainda fortalece o próprio comandante com um marcador +1/+1.Esse tipo de design cria uma curva de crescimento natural, quase como um Birthing Pod, onde seu ritmo de jogo é um puzzle em que você deve sempre cadenciar os cards certos, incentivando uma construção voltada para criaturas em diferentes pontos da curva, planejadas de modo a acompanhar a evolução do poder do seu comandante, em uma verdadeira bola de neve mutante verde.Considerações FinaisNo fim, esse Universes Beyond não é mesmo minha vibe. Os cards são legais, mas não consegui ter uma afeição grande como a de Final Fantasy, por exemplo. Agora, tudo o que precisamos é um gostinho do Magic clássico na próxima coleção.Como assim, a próxima coleção é mais um Universes Beyond? Avatar?!Bem, vou ficando por aqui. Até o próximo artigo!
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