Guia de Deck Modern: Orzhov Blink

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No artigo de hoje iremos ver um deck bem legal para o Modern, focado em bastante efeitos de blink e cards com ótimos ETB.

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Revisado porTabata Marques

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Sobre o Orzhov Blink no Modern

Meus queridos amigos, hoje iremos continuar falando sobre decks Modern, aquele que eu considero atualmente o formato mais saudável do jogo.

Assim, no artigo de hoje, iremos discutir um deck bem legal que performou muito bem em um RCQ na França, envolvendo estratégias de Blink e pequenas interações de valor que, juntas, fazem o deck ser uma escolha bem única no formato.

O Deck

A lista que veremos hoje é um Orzhov Blink com um plano bem limpo. O deck quer interagir cedo com Thoughtseize, Fatal Push e March of Otherworldly Light, desenvolver permanentes que geram valor e, a partir daí, usar efeitos de blink para repetir seus efeitos de ETB. É um midrange bem divertido, não sendo tão rápido, mas também sem pender para o controle total.

A lista de hoje é um top 8 do jogador Nobime Michel, que fez um Top 8 em um RCQ na França e é a seguinte:

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Blink

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Phelia, Exuberant Shepherd é uma das cartas mais importantes desse deck, uma vez que ela permite reutilizar nossas criaturas com efeitos de entrada em campo, remover temporariamente permanentes adversárias e ainda acionar Ketramose, the New Dawn durante o nosso turno. Como o efeito acontece ao atacar, Phelia também pressiona o oponente a responder antes que o snowball do valor que geramos seja grande demais.

Flickerwisp é uma carta antiga, mas continua fazendo exatamente o que esse tipo de deck quer, podendo fazer gracinhas como blinkar Overlord of the Balemurk e resetá-lo para criatura, remover uma permanente adversária por um turno ou aproveitar diversos ETBs, como sempre. O corpo 3/1 com voar também não deve ser ignorado.

Ephemerate continua sendo uma das melhores razões para jogar com blink. Com Solitude, ela cria uma das sequências defensivas mais fortes do deck, removendo uma criatura, preservando a Solitude em campo e ainda preparando outro blink no turno seguinte. Com Witch Enchanter, ela pode remover mais de um artefato ou encantamento em partidas específicas. E por aí vai, sempre extraindo valor do ETB de nossas criaturas.

O Motor Principal

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Ketramose, the New Dawn é a carta que melhor resume a direção dessa lista, não sendo apenas um payoff isolado. O deus funciona como motor de compra e recompensa para aquilo que o deck já quer fazer naturalmente. Sempre que um ou mais cards são colocados no exílio a partir de cemitérios ou do campo de batalha durante o nosso turno, Ketramose permite pagar 1 ponto de vida para comprar uma carta.

Isso conversa com todos os meios de exílio do deck, tanto os que blinkam suas permanentes, como Phelia, Exuberant Shepherd, Flickerwisp e por aí vai, quanto os cards que exilam peças oponentes, como Solitude, March of Otherworldly Light e meios de sumir com cemitérios, como Relic of Progenitus e Boggart Trawler ajudam nessa conta.

Ketramose premia bastante esse deck porque transforma jogadas defensivas ou utilitárias em novas cartas, algo bem interessante para uma combinação de cores com bastante interação. Em partidas longas, isso se traduz como nosso principal motor, principalmente contra outros decks midrange e controles, nos ajudando a dar gap de recursos bem fácil contra eles.

Também é importante lembrar que Ketramose não fica para sempre apenas como encantamento. Com sete ou mais cards no exílio, ela se torna uma criatura 4/4 com menace, lifelink e indestrutível. A transformando em uma condição de vitória bem real em jogos travados, já que ele ataca bem, ganha vida e é difícil de remover por meios convencionais.

Overlord como motor de valor

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Overlord of the Balemurk é uma das melhores cartas da lista para transformar o deck em uma máquina de grind. Ao entrar em campo ou atacar, ele tritura quatro cards e devolve uma criatura que não seja Avatar ou um planeswalker do cemitério para a mão. Estamos com um deck com muitas criaturas utilitárias, onde isso significa recuperar Phelia, Exuberant Shepherd, Flickerwisp, Solitude, Emperor of Bones ou Witch Enchanter, mantendo a mão abastecida sem depender apenas de motores de draw.

O detalhe mais importante é como o Overlord interage com o blink. Quando é conjurado por impending, ele entra como encantamento e só vira criatura depois de alguns turnos. Porém, ao ser exilado e devolvido ao campo por efeitos como Flickerwisp, Phelia, Exuberant Shepherd ou Ephemerate, ele retorna como criatura, permitindo que o deck pule parte dessa espera e ganhe um corpo bem relevante junto com um novo trigger de seu ETB.

Emperor of Bones é outra adição boa a esse deck. Ele exila cards de cemitérios no começo do combate, ajudando a alimentar Ketramose e atrapalhando estratégias que dependem desse recurso. Em algumas partidas, também pode transformar criaturas exiladas em presença de mesa, colocando cards exilados com ele em campo usando um marcador de finalidade. Esses marcadores exilam a criatura caso ela vá morrer, ao invés de mandá-la para o cemitério. Contudo, efeitos de Blink não matam a criatura, além de a devolver sem o marcador para o campo, adicionando uma interação a mais para a mecânica.

Boggart Trawler cumpre uma função mais discreta, mas importante. Ele é interação de cemitério quando entra como criatura, sendo um Bojuka Bog e também pode ser usado como terreno quando a mão precisa de mana. Esse tipo de carta modal é muito relevante em decks midrange modernos, porque reduz a chance de flood e screw, enquanto te dá opções.

Interação

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Thoughtseize é a forma mais simples de garantir que o deck tenha jogo contra estratégias diferentes. Contra combo, tira a peça mais importante. Contra control, remove a resposta que quebraria nossa sequência. Contra decks de criatura, ajuda a escolher quais ameaças realmente precisam ser respondidas depois. Além disso nos dá informações, permitindo modelarmos nossa postura.

Fatal Push é a remoção preta mais eficiente que temos no Modern. Com fetch lands na base de mana, revolt fica on-line com frequência, permitindo lidar com ameaças maiores por apenas uma mana. March of Otherworldly Light complementa esse pacote por ser mais flexível e por exilar, o que tem sinergia direta com Ketramose. Em algumas partidas, a March também resolve permanentes que o Orzhov teria mais dificuldade de responder de outra forma.

Relic of Progenitus é uma das cartas mais interessantes no main deck. Normlamente peça de side, ela é hate de cemitério, mas não está na lista apenas por respeito ao metagame. Com Ketramose em campo, a Relic também vira uma fonte repetida de compra, ou até mesmo se estourar permitindo que o deus ataque. Contra estratégias que usam o cemitério, ela atrapalha o oponente.

Utilidade e base de mana

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Witch Enchanter é outra peça dupla face que pode ser tanto uma criatura quanto um terreno. A face de criatura destrói artefatos ou encantamentos, algo relevante contra várias permanentes do formato, enquanto a face de terreno ajuda a manter a curva funcionando. Em decks de blink, esse tipo de efeito fica ainda melhor, porque não precisa ser usado apenas uma vez.

A base de mana é montada para garantir acesso consistente ao branco e ao preto. Marsh Flats e Flooded Strand buscam Godless Shrine, Shadowy Backstreet, Plains e Swamp, além de habilitarem revolt para Fatal Push. Como a lista usa Boggart Trawler e Witch Enchanter como cartas modais, ela consegue operar com uma quantidade relativamente enxuta de terrenos tradicionais sem perder tanto em consistência.

Como todo deck de Magic, queremos comprar recursos, mas não queremos terrenos demais no late game. Modern Horizons 3 beneficiou demais o formato com mais dessas cartas de terrenos modais, permitindo que a lista tenha mana no começo e efeitos relevantes depois.

Sideboard

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Accursed Marauder entra contra decks que dependem de poucas criaturas importantes ou de ameaças difíceis de responder com remoções direcionadas. Como ele força sacrifício, consegue lidar com algumas criaturas que escapariam de Fatal Push ou March of Otherworldly Light. Além disso, por ter efeito de entrada em campo, também pode ser reutilizado com blink.

Aven Interrupter interage com mágicas na pilha, atrasa jogadas importantes e ainda deixa um corpo evasivo em campo. É perfeito para sumir com alguma mágica oponente por um turno e nos dar ritmo de jogo. Orim's Chant está aqui por motivos parecidos, contra decks de combo, perfeita para ser jogada na upkeep oponente em turnos que ele vai combar, além de proteger contra atacantes.

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White Orchid Phantom é a resposta para bases de mana vulneráveis. O Modern segue sendo um formato em que muitos decks dependem bastante de terrenos não básicos, então ter acesso a esse tipo de punição no sideboard é importante. Além de encaixar bem no plano de blink do deck.

Wrath of the Skies fecha o sideboard como remoção global que podemos escalar no nível que quisermos, lesando mais o oponente do que nós.

Considerações Finais

Blink é uma estratégia bem divertida e que só melhora com o tempo, conforme novos efeitos de ETB vão aparecendo ao longo do jogo. Esse deck é para quem gosta de decks midrange com bastante jogo e margem de decisão, onde você leva bastante tempo para masterizar o baralho, devido ao alto número de decisões. Ele compensa a falta de velocidade com resiliência, flexibilidade e uma engine bem única, mas consistente.