Legacy - Selesnya Birthing Death and Taxes: Deck Tech e Sideboard Guide

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Existem poucas certeza no Legacy, mas que Death & Taxes sempre deixa a sua marca no Metagame é uma delas. Mas mesmo um deck tão tradicional quanto esse ainda exibe espaço para inovação e é o que vamos investigar nessa lista: a inclusão de Birthing Ritual, um Encantamento meio que esquecido de MH3.

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Revisado porTabata Marques

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Apresentação

No final de semana de 14 de Junho, tivemos o 4Seasons, um torneio gigante abrangendo vários formatos, incluindo o Legacy. A porção dedicada ao nosso formato envolveu 330 jogadores e foi vencida por um deck inusitado, porém tradicional do formato: Dredge. Mas quem me chamou a atenção foi uma variação de outro deck tradicional; uma versão Selesnya do Yorion Death and Taxes (DnT) pilotada por Niccolò Fioletti usando uma carta até então esquecida de Modern Horizons 3, Birthing Ritual, demonstrando o nível de poder dessa edição, que rende inovação até os dias de hoje.

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Construção do Selesnya Birthing Death and Taxes

Fundamentalmente, a base do deck é a mesma da maioria das listas de Yorion Death and Taxes: 4 de cada Stoneforge Mystic, Swords to Plowshares, Recruiter of the Guard, Solitude e Aether Vial, além de 3 Skyclave Apparition, uma carta que geralmente aparece em números máximos na lista.

Temos também a caixa de ferramentas de Equipamentos da Stoneforge: Pre-War Formalwear, Meteor Sword e Lion Sash. Curiosamente, nenhuma cópia de Kaldra Compleat. A partir daí, começam as inovações.

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A grande atração/inovação é a adição de Birthing Ritual. O que esse Encantamento fornece é uma maneira de continuar gerando valor de suas Criaturas com habilidades desencadeadas mesmo depois delas terem gerado seu efeito. Recruiter of the Guard, em particular, é o sacrifício mais apetitoso para ser renascido, já que seu corpo 1/1 não tem praticamente nenhum uso em jogo, mas sua habilidade é central para o deck. Assim, puxar até mesmo uma Witch Enchanter no Ritual já representa um ganho. Outro detalhe que chama a atenção pela ausência da Kaldra Compleat é que o deck não precisa da ativação da Stoneforge Mystic e pode sacrificá-la sem dó.

Decks são retratos do Metagame, e claramente três escolhas de Criaturas são um reflexo da ascensão do Trini Tron: Thalia, Guardian of Thraben, White Orchid Phantom e Esper Sentinel.

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Thalia, antes uma figura-chave no arquétipo, foi sendo deixada de lado até sumir de vez das listas, mas é uma verdadeira dor de cabeça tanto para a ameaça incolor quanto para decks de combo, que são taxados em basicamente todas as suas cartas.

Phantom é basicamente uma Wasteland com pernas não apenas contra o Tron, mas também contra uma quantidade significativa de decks que usam apenas 1 ou 2 Terrenos Básicos. Ele também representa a possibilidade de acelerar seus terrenos ao atingir suas próprias Flagstones of Trokair.

Esper Sentinel é outra carta que taxa o oponente e se você conseguir aumentar o poder dele, geralmente via Pre-War Formalwear, é basicamente garantido que ele gere 1 carta extra por turno. E se ele não estiver cumprindo sua função, pode sempre ser trocado por algo extra no Ritual.

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Gaddock Teeg é também uma opção tutorável que pega esses decks incolores de jeito.

Flickerwisp por um tempo era uma carta-chave do arquétipo mas que perdeu algum espaço. Ainda é útil, mas a lista opta por usar apenas 2 cópias.

Fechando o deck, temos Canoptek Scarab Swarm, uma resposta contra cemitério que é particularmente eficiente contra o Lands e uma cópia perdida de Disruptor Flute, que pode parecer meio sem propósito num deck de 80 cartas e nenhuma maneira de tutorá-la, mas, na verdade, é uma maneira de liberar um espaço no sideboard, onde o restante do kit se encontra. Como a Flute nunca é uma carta morta, foi a escolhida para abrir esse espaço no sideboard.

Por Que Jogar com o Selesnya Birthing Death and Taxes no Legacy?

Death & Taxes tem sido fundamentalmente o deck Aggro mais consistente do Legacy a não depender de Force of Will, oscilando períodos de ascensão e declínio sem nunca sair de cena. Por isso, possui uma clientela fiel que está sempre tentando fazer o arquétipo funcionar conforme novas cartas e estratégias entram em circulação.

A proposta de adicionar Birthing Ritual à estrutura conhecida é mais uma maneira de inovar e procurar novos caminhos para o deck.

Além disso, é um deck relativamente budget dentro da realidade do Legacy.

Mulligan

Um dos custos de se jogar com Yorion, Sky Nomad é o peso que ele gera na consistência da mão inicial devido às 20 cartas extras. Assim, você acaba sendo um pouco mais leniente com as mãos que está disposto a manter. Geralmente, quase qualquer mão que inclua Aether Vial é um indicativo de manutenção, mas mãos que tenham jogadas nos primeiros turnos já devem ser consideradas.

Exemplos de mãos:

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Mão tranquila de se manter, tem jogadas no 1 e no 2, além da Solitude para emergências, embora se beneficiasse de mais um Terreno. Veredito: Keep.

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Já essa é uma mão mais tênue. Ainda dá para manter contando com Marsh Flats para Lush Portico para aumentar as chances de achar o terceiro Terreno e Thalia deve comprar tempo. Veredito: Keep um tanto quanto relutante.

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Essa aqui não dá para manter, lenta demais. Veredito: Mulligan.

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Mão com Vial e coisas para fazer. O único ponto negativo é que se não comprar algum Terreno que entre desvirado, não dá para fazer Vial no 1 e Thalia no 2. Veredito: Keep.

Construindo o Sideboard

Decks de Yorion, com suas 80 cartas, procuram usar 2 tipos de cartas no sideboard: cartas que podem ser tutoradas ou cartas redundantes. Cartas que não se encaixam nessas definições possuem uma chance reduzida de serem efetivas.

A lista apresentada busca seguir o segundo caminho: exceto pelo Companion Yorion, o sideboard é bem direto com 4 de cada Leyline of the Void, contra cemitérios, e 4 Wrath of the Skies, uma resposta ampla tanto contra decks agressivos como contra decks de muitos Artefatos.

Levando em conta a Disruptor Flute no main deck, ele tem acesso a um total de 4 dessa carta também, uma resposta de amplo alcance contra vários combos no formato e, por fim, apenas 3 Deafening Silence, mas esses são em parte cobertos pela Thalia, Guardian of Thraben.

Guia de Sideboard

Izzet Tempo

O Death & Taxes costuma jogar bem contra decks Tempo por alguns fatores: base de mana resiliente, Aether Vial, remoção eficiente para ameaças. Ao contrário do Dimir, que pode lidar com ela facilmente com Orcish Bowmasters, Thalia, Guardian of Thraben causa bastante problemas para o Izzet.

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Show and Tell

Embora eles possam gerar muita vantagem se resolverem a sua carta-chave, ao menos o DnT tem cartas para resolver tanto os monstros (Solitude) quanto Omniscience (Witch Enchanter), e Meteor Sword resolve ambos. O importante aqui é ganhar tempo com suas cartas de taxação para que eles não possam carregar o jogo de uma só vez.

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Boros Aggro

Dependendo de como eles vierem, você pode ser engolido por uma mão explosiva, especialmente pelo fato de que tanto Esper Sentinel quanto Thalia, Guardian of Thraben serem bem menos eficientes aqui.

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Trini Tron

Esse foi o deck para o qual esse DnT foi moldado para encarar, com várias cartas no main e no side colocadas ali para atrapalhar a vida do deck. Wrath pode parecer estranha, mas ela combate a linha de jogo via Urza’s Saga, além de conseguir acertar mesas dependentes de Chaves, Candelabra of Tawnos e Grim Monolith.

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Turbo Reanimator

Se eles tiverem uma mão muito explosiva, não há muito o que fazer além de tentar conter o dano de um monstro reanimado; o bom é tentar torcer para que seja um Raph & Mikey, Troublemakers e você possa exilar antes do ataque. Pós-side, você traz mais problemas para eles e conta com a inconsistência do deck.

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Sai:

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Conclusão

O Legacy nos mostra que mesmo um deck eterno como o Death & Taxes sempre tem espaço para inovação. Jennifer Walters é uma carta que vale a pena o teste no futuro.

É isso por hoje, um abraço taxado e até a próxima!