Modern - Guia de Deck: Jeskai Scepter Chant

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Isochron Scepter é um velho conhecido do controle no Modern, nos permitindo acesso a algumas das melhores mágicas do formato de forma recursiva. No artigo de hoje, veremos como ele trabalha atualmente no formato.

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Revisado porTabata Marques

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Sobre o Jeskai Scepter Chant

No artigo de hoje iremos dar uma olhadinha em uma lista de Jeskai Scepter Chant no Modern, uma construção de controle que usa ferramentas brancas, azuis e vermelhas em conjunto com o sempre divertido Isochron Scepter de forma a gerar valor de jogo colocando algumas mágicas relevantes sempre disponíveis a nosso alcance.

Isochron Scepter, a Peça Central

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Isochron Scepter e Orim’s Chant são os cards principais que veremos hoje. O artefato é conhecido há muitos anos por permitir linhas de controle bem incômodas, usando cards como Silence. Nesta lista, a recorrência do efeito de não deixar o oponente conjurar cards se repete com Orim's Chant, uma versão mais versátil da carta anteriormente usada para esse lock.

Essa interação óbvia não significa que o deck seja apenas um combo de duas cartas; pelo contrário. A lista tem toda uma estrutura de controle ao redor do Scepter, com counters, remoções e um bom card selection. Isso é importante porque um plano baseado apenas em encontrar e resolver Isochron Scepter e torcer para que ele fique em campo seria frágil demais para o Modern. Aqui, o artefato funciona como uma peça que amplifica a shell de Jeskai Control na qual ele se encontra.

A melhor forma de entender essa lista é pensar que nosso Isochron Scepter é como uma fábrica de efeitos repetidos, mas que pode fazer muitas coisas diferentes. Com Orim's Chant, ele trava o oponente, de forma mais geral, mas linhas de jogo com outras opções, como Counterspell, ajudam a criar diferentes travas ao longo do jogo. Estamos falando de um deck muito interativo e capaz de trazer muita dor de cabeça.

O Deck

O deck que vamos ver aqui hoje foi usado pelo jogador stefansson30952 para conseguir uma ótima colocação em um Challenge Modern. É um Jeskai Control bem tradicional, mas que usa do Isochron Scepter para amplificar alguns de seus melhores outs.

O deck que veremos hoje é o seguinte:

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O pacote de Scepter

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Orim's Chant é a carta mais importante para entendermos o motivo de Isochron Scepter estar aqui. Sozinha, ela já é uma interação forte, segurando combos e ataques oponentes, abrindo janelas de jogo e atrasando o oponente. Com o Scepter, ela se torna bem mais constante, obrigando o adversário a responder o artefato ou encontrar forma de contornar essa trava. Counterspell no cetro é outra forma de desarmar o oponente, nos dando mais acessos a counters clássicos. Quando imprintado no Scepter, ele pode criar uma posição bem difícil para o oponente.

Galvanic Discharge é bem divertido, permitindo que sempre tenhamos um removal fácil à mão. O card também nos deixa acumular energia a ser gasta para remoções cada vez maiores, como Wrath of the Skies. Consult the Star Charts, por fim, é outra peça muito bem vinda de ser imprintada, permitindo que nós disponhamos de muito card selection constante, que melhora sempre ao longo dos turnos, tudo o que um controle de verdade quer.

Compra e consistência

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Wan Shi Tong, Librarian nos permite muitas abordagens. Ela tem Flash, evasão e potencial de comprar cartas quando o oponente procura o deck, o que é maravilhoso junto a Fetch Lands, tutores e terrenos como Field of Ruin, essa habilidade pode render mais do que parece, especialmente porque o próprio corpo da coruja cresce em resposta a essa ação. Não é uma condição de vitória tradicional de controle, mas oferece uma ameaça em velocidade instantânea que conversa bem com a postura reativa do deck e pode se transformar em uma beater de pouco em pouco.

Teferi, Hero of Dominaria segue sendo uma das melhores formas de um controle transformar estabilização em vitória. Ele compra cartas, desvira terrenos e eventualmente toma conta da partida se permanecer em campo para ultar. Nesta lista, o fato de desvirar terrenos é ainda mais relevante, já que permite avançar o plano sem abandonar completamente a possibilidade de ativar Scepter ou segurar uma interação.

Interações e remoções

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Galvanic Discharge é a principal remoção vermelha do deck. Ela lida bem com criaturas pequenas e médias, além de ser bastante eficiente no começo do jogo, se comportando como um Lightning Bolt. Como o Jeskai não quer perder os primeiros turnos para bichinhos e dar um Bolt em um Birds of Paradise da vida sempre é bom, ter uma remoção barata é fundamental para que as jogadas mais pesadas possam entrar depois sem que a mesa já esteja fora de controle.

Solitude cumpre a função de resposta emergencial e também de remoção limpa para criaturas maiores. Em decks de controle, a possibilidade de interagir sem mana é muito importante, porque nem sempre conseguimos manter mana aberta para tudo. Ao mesmo tempo, quando conjurada normalmente, Solitude ainda deixa um corpo relevante e ajuda a estabilizar a mesa.

Prismatic Ending é uma cópia única, mas cobre uma faixa importante de permanentes problemáticas. Ela é especialmente útil contra peças de custo baixo que escapam das remoções tradicionais, como encantamentos, artefatos ou criaturas que precisam sair do campo imediatamente. Já Wrath of the Skies é um board wipe ajustável da lista, ele escala com energia e é bastante importante contra decks que colocam vários bichinhos pequenos em campo antes que o controle consiga estabilizar.

Os Teferis

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Teferi, Time Raveler tem um papel bem claro nesta lista. Ele dificulta a interação do oponente no nosso turno, protege a resolução de cartas importantes e ainda pode devolver uma permanente para a mão enquanto compra carta. Teferi, Hero of Dominaria, por outro lado, é a peça de late game. Ele não precisa entrar cedo, mas quando o jogo chega a um ponto mais estável, tende a ser uma das melhores cartas do deck. Comprar uma carta por turno e ainda desvirar terrenos faz com que o Jeskai consiga continuar interagindo, mantendo pressão de recursos sem se expor demais.

A presença dos dois Teferis ajuda a lista a não depender exclusivamente do Scepter para vencer. Em alguns jogos, o plano será travar o oponente com Orim's Chant. Em outros, o caminho será apenas jogar uma partida longa, responder às ameaças certas e deixar que os planeswalkers façam o resto.

A base de mana

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A base de mana do Modern, como sempre é perfeita para equilibrar três cores sem abrir mão de terrenos utilitários e sem passar aperto. Flooded Strand, Arid Mesa e Scalding Tarn organizam as cores, enquanto Hallowed Fountain, Steam Vents, Elegant Parlor e Thundering Falls garantem o acesso às combinações necessárias ao longo da partida.

Field of Ruin é importante porque lida com terrenos problemáticos e ainda conversa com Wan Shi Tong, Librarian, já que obriga o oponente a procurar no próprio deck caso escolha fazer isso. Hall of Storm Giants oferece uma condição de vitória na base de mana, algo que controles sempre gostam de ter, enquanto Otawara, Soaring City funciona como uma resposta flexível através do Channel, sem ocupar um slot de mágica.

Meticulous Archive e Monumental Henge também ajudam a base a fazer um pouco mais do que apenas produzir mana. O Surveil de Archive pode melhorar draws em partidas longas, enquanto Henge entra como mais uma peça que reforça a consistência do baralho.

Sideboard

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O sideboard é bem direcionado para os problemas clássicos do Modern atual. Consign to Memory aparece como quatro cópias, reforçando bastante as partidas contra mágicas incolores, habilidades desencadeadas e permanentes difíceis de lidar na pilha. Mystical Dispute ajuda contra decks azuis, nos ajudando em uma guerra de anulações e a lidar com outras problemáticas comuns na cor. Além disso, pode ser um counter emergencial contra outras mágicas.

High Noon é uma carta muito relevante contra decks que tentam conjurar muitas mágicas em sequência, como Burn e Storm, além de conversar bem com a própria postura do Jeskai, que normalmente quer jogar uma mágica importante por turno e manter o jogo sob controle. Rest in Peace e Surgical Extraction entram contra estratégias de cemitério, oferecendo respostas bem diretas para um problema que o maindeck não cobre com tanta força.

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Voice of Victory parece entrar para proteger melhor os turnos importantes e dificultar a vida de oponentes que querem interagir no nosso turno. Já a segunda cópia de Supreme Verdict reforça partidas contra criaturas, principalmente quando as remoções pontuais não são suficientes para acompanhar a mesa adversária.

Considerações Finais

Como sempre, gosto muito de ver listas de decks existentes adaptadas com ideias menos usuais. Como eu disse no comecinho do artigo, a ideia de travar o oponente com o Isochron Scepter não é nova, vindo bem antigamente com o card Silence. Contudo, Orim’s Chant performa muito melhor numa lista assim, uma vez que esse pode ser conjurado da mão com Kicker para parar ataques em momentos de sufoco. O Modern é bem dinâmico perante novas adições e essa lista se encaixa muito bem nessa discussão, nos trazendo uma clara evolução de um deck passado.