Os comandantes mais divertidos de The Hobbit + DecklistsCom The Hobbit podemos finalmente explorar a parte da história de Tolkien que ficou de fora de The Lord of the Rings. Diferente das últimas coleções UB das quais eu apenas falava "Não conheço muito desse mundo, que pena", com as aventuras de Bilbo eu tenho um pouco mais de familiaridade, mesmo que nem tanta.Lembrando que as criaturas lendárias aqui apresentadas estão fora de qualquer ordem específica, ou seja, não se trata de nenhum ranking ou top tantas posições.The Chief WargThe Chief Warg é um comandante Golgari bem direto para estratégias de Big Mana, recompensando o simples ato de atacar enquanto controlamos alguma ameaça com poder 4 ou maior. Como a condição de Ferocious é fácil de cumprir nas cores verde e preto, meio que garantimos essa card advantage naturalmente ao longo do jogo, fazendo com que o comandante funcione como uma fonte consistente de recursos sem exigir uma construção muito específica e permitindo que apelemos um pouco para o goodstuff.O que queremos aqui são cards como Goreclaw, Terror of Qal Sisma, Garruk's Uprising, Guardian Project, Old One Eye e Hunted Troll, todas opções que ajudam a manter criaturas grandes em campo tanto para nossos ataques, quanto para a própria habilidade de The Chief Warg, que é beneficiada pelo seu Menace, que dificulta bloqueios simples.O comandante é uma opção interessante para quem gosta de decks Golgari mais voltados ao combate, e menos para o midrange, que usa bastante corpos bem chamativos em campo e depende menos das linhas tradicionais de cemitério comum na combinação de cores.The Sackville-BagginsesThe Sackville-Bagginses é quase como um Sephiroth, Fabled SOLDIER do condado, sendo um comandante mono black que transforma sacrifício de fichas em uma fonte constante de dano, enquanto aproveita de Tesouros, Comidas, Clues e qualquer outro token que já tenha alguma utilidade natural ao ser sacrificado. Sua habilidade ETB ajuda a começar nesse plano, transformando uma criatura ou artefato em compra de carta e um Tesouro, enquanto a segunda habilidade passa a punir os oponentes por cada ficha sacrificada ao longo da partida.Cards como Deadly Dispute, Fanatical Offering, Marionette Apprentice, Academy Manufactor e Skullclamp ajudam a manter o fluxo de recursos, permitindo que o deck avance mesmo sem depender diretamente do combate. O que temos aqui é um comandante simples, mas que aproveita muito bem o take diferente em tokens que o preto recebe atualmente, transformando ações que o deck já gostaria de realizar em uma condição de vitória divertida e com muitas linhas de jogo.Thranduil, the ElvenkingThranduil, the Elvenking é um comandante Sultai de Elfos, com um certo foco em Elfos lendários, transformando cada nova criatura importante em compra e filtragem de cartas. Comprar dois cards e depois descartar um sempre que outro Elfo lendário entra ajuda a manter a mão cheia, enquanto também abastece o cemitério com criaturas que podem se tornar relevantes para a habilidade principal do comandante.É justamente aqui que esse comandante fica mais interessante, já que ele passa a ter todas as habilidades ativadas dos Elfos presentes no cemitério, permitindo montar uma espécie de caixa de toolbox com cards que geram mana como Elvish Archdruid, Priest of Titania, ou uma máquina de combos como Devoted Druid. Quanto mais elfos diferentes acabam no cemitério, mais possibilidades o comandante acumula, criando uma lista de elfos menos focada apenas em Go Wide e mais interessada em aproveitar seus orelhudos de outras formas.Thranduil, Sindarin LiegeTemos outra versão desse último personagem como Thranduil, Sindarin Liege, que dessa vez é uma opção Simic bem mais direta para Elfos, funcionando ao mesmo tempo como lorde e gerador de criaturas conforme nossos terrenos triggam Landfall. Cada terreno cria um novo Elfo 1/1 que já recebe o bônus do comandante, o que faz com que fetch lands, ramp e efeitos que colocam múltiplos terrenos por turno contribuam diretamente para aumentar a presença de mesa.Além disso, o comandante tem um lado Adventure, que também ajuda bastante a preparar esse plano antes mesmo de Thranduil entrar, colocando terrenos na mão enquanto abastece o cemitério. Aqui iremos usar estratégias que ajudam a manter o deck funcionando entre ramp, criação de fichas e card advantage, criando um deck de Elfos com uma pegada de Landfall bem diferente das versões tradicionais de ambos os arquétipos.Beorn the FierceBeorn the Fierce é uma nova opção de comandante para deck de ursos, depois de muitos anos, funcionando ao mesmo tempo como lorde e motor de card advantage. Sua principal habilidade concede um bônus de +2/+2 a seus ursos, transformando criaturas tradicionalmente pequenas em ameaças bem mais relevantes.Além disso, com Beorn the Fierce, não é necessário montar seu deck apenas com ursos enquanto dispensa outros tipos de criaturas apenas por não se encaixar nesse tipo. A lenda é capaz de transformar qualquer criatura em Urso no início de seu combate, abrindo espaço para incluir peças utilitárias sem abandonar a sinergia principal do deck.As opções de sempre dos peludos, como Ayula, Queen Among Bears, Goreclaw, Terror of Qal Sisma e Wilson, Refined Grizzly entram naturalmente sob esse comandante, enquanto sua habilidade permite comprar dois cards sempre que controlamos três ou mais Ursos resolve uma das maiores limitações de decks focados em criaturas.Belladonna TookBelladonna Took é minha comandante favorita da coleção, mas também é bastante simples, recompensando muito bem decks capazes de colocar várias fichas em campo ao longo de um mesmo turno. A primeira vez em que sua habilidade resolve ganhamos 1 de vida; na segunda compramos um card e, na terceira, colocamos um marcador +1/+1 em cada criatura que controlamos, fazendo com que cada nova ficha criada ajude a construir uma escadinha de valor ao longo do turno.O interessante é que Belladonna não exige um tipo específico de ficha, então criaturas, Tesouros, Comidas, Clues e qualquer outro token podem contribuir para completar as três etapas da habilidade, abrindo bastante a construção do deck, já que podemos trabalhar tanto com uma estratégia Go Wide tradicional de criaturas quanto aproveitar permanentes que geram artefatos utilitários ao longo do turno, buscando maneiras diferentes de chegar consistentemente no último modo da habilidade da comandante.Myrel, Shield of Argive encaixa muito bem nesse plano por conseguir criar várias criaturas durante o combate, enquanto Ojer Taq, Deepest Foundation triplica as fichas produzidas, automatizando todo o processo, onde qualquer efeito de ficha desencadeará as três habilidades de Belladonna Took. A partir daí, Belladonna se torna uma máquina, sempre adicionando algum tipo de retorno substancial para estratégias que já querem ocupar a mesa naturalmente. Comprar o card é o mais importante aqui, permitindo que pulemos a maior fraqueza da cor, sem precisar abandonar a simplicidade característica dos decks mono white.The Great GoblinThe Great Goblin é um comandante vermelho e preto que mistura muito bem duas coisas que Goblins já gostam de fazer: entupir a mesa com sua presença e morrer aos montes para gerar algum tipo de vantagem. Sempre que colocamos um ou mais marcadores em um Goblin, Orc ou Army, ele adiciona dano direto nessa ação, criando uma forma de pingar dano nos oponentes sem depender apenas do combate e fazendo com que efeitos de marcadores passem a ter uma função bem mais ofensiva dentro da lista.A segunda habilidade completa muito bem essa proposta, já que qualquer outro Goblin, Orc ou Army que morra transforma o topo do deck em uma carta a mais até o fim do próximo turno, fazendo com que o comandante consiga se situar bem em partidas mais longas sem perder tanto fôlego, principalmente porque essas criaturas naturalmente costumam ser usadas como recurso em bloqueios, sacrifícios e trocas de combate. Goblin Bombardment e Skirk Prospector ajudam bastante nesse plano, permitindo controlar quando suas próprias criaturas morrem e convertendo esses corpos em dano ou mana antes que sejam perdidos.O resultado é um comandante que consegue unir duas linhas que normalmente aparecem separadas, crescimento por marcadores e aristocratas, sem abandonar completamente o plano agressivo característico dos Goblins, com a presença de Orcs e Armies no texto ainda abrindo espaço para uma construção menos presa ao tradicional.Bilbo, Thief in the NightPor fim, falaremos do terror do Modern e Legacy, Bilbo, Thief in the Night, um comandante mono blue que trabalha muito bem com mágicas jogadas de meios não muito tradicionais, reduzindo seus custos e transformando o cemitério em uma extensão da mão. Sempre que ataca, Bilbo permite conjurar um artefato, instantânea ou feitiço do cemitério, fazendo com que cards descartados, sacrificados ou simplesmente utilizados anteriormente possam voltar a gerar valor.A redução de custo também ajuda bastante efeitos com flashback, rebound, foretell e outras formas de conjurar mágicas de formas alternativas, deixando a construção bem mais aberta do que parece em um primeiro momento. Cards como Emry, Lurker of the Loch e Mystic Forge ajudam muito aqui, ajudando a aproveitar esse espaço, enquanto artefatos baratos podem ser reciclados pelo próprio Bilbo sem a mesma limitação de exílio aplicada às instantâneas e feitiços.Considerações FinaisCom a adição de diversas versões do personagem Smaug e as estranhas escolhas de Universes Beyond que estamos tendo, andamos lentamente para um mundo onde poderemos fazer um comandante Rule 0 com partner entre Doctor Strange, Surgeon, Sheoldred, the Apocalypse em sua versão Star Trek e alguma versão do dragãozão. Uma ideia que eu posso vir a tentar um dia...
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