Pioneer: Análise de Streets of New Capenna

Magic: the Gathering

Review

Pioneer: Análise de Streets of New Capenna

No artigo de hoje, apresento os cards mais interessantes de Streets of New Capenna para o Pioneer e o possível impacto que a edição terá no cenário competitivo do formato!

Por Humberto, 22/04/22 - Comment regular icon0 comentários

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Estamos de volta com mais uma análise da nova edição,

Streets of New Capenna

, para os formatos competitivos. Desta vez, apresentarei os cards (e ciclos) mais interessantes para o

Pioneer

. Caso você não tenha checado, meu review sobre Pauper já está disponível e você pode conferi-lo neste link!

Streets of New Capenna e o Pioneer

Durante a preview season de Kamigawa: Neon Dynasty, cometi um grave erro de considerar somente arquétipos existentes no formato da época, não considerando a possibilidade que o set tinha de estabelecer novos decks e estratégias eficientes, especialmente com a inclusão de Oni-Cult Anvil, Fable of the Mirror-Breaker (que, sinceramente, parecia ruim num Metagame que ainda incluía Lurrus of the Dream-Den), e Experimental Synthesizer.

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Streets of New Capenna possui uma complexidade relativamente exclusiva para suas adições ao Pioneer, pois muitos cards são interessantes para o formato, ou pelos seus efeitos, mas não possuem um lar específico ainda no Metagame. Isso pode mudar drasticamente por conta da inclusão de um novo e poderoso ciclo de terrenos:

As Novas Tri-Lands

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O novo ciclo de “triomas” presentes em New Capenna são, provavelmente, os cards mais importantes da nova edição para qualquer formato eterno pelos mesmos motivos dos quais o ciclo de Ikoria se tornaram Staples absolutas por habilitarem diversos arquétipos multicoloridos no Pioneer e no Modern (onde elas ainda contam com o apoio das Fetchlands para uma manabase perfeita). Consigo imaginar que, apesar da diferença que o fato delas entrarem viradas possa fazer para listas mais agressivas (como o Naya Winota, onde Jetmir’s Garden dificilmente passará de uma ou duas cópias de maindeck), arquétipos de Midrange e Control recebem uma poderosa ferramenta que em muito acrescenta a consistência de listas que não contam especificamente com a velocidade, mas com valor. Com esse novo ciclo de lands, listas de Bant, Naya, Jund, Grixis e Esper, além de variantes de quatro e cinco cores recebem um poderoso upgrade na sua manabase que definitivamente fará muita diferença na elaboração de novos arquétipos daqui em diante. É importante ressaltar que, por terem tipos de terrenos básicos, essas novas lands interagem com Checklands e com cards que se importam com tipos específicos, como Nissa, Who Shakes the World. Dito isso e já ressaltando o ciclo de cards mais importante do novo set, vamos para a análise individual de cards separados por categoria de cores.

Branco

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Por poder ser utilizado de maneira mais proativa do que Gods Willing, é possível que Boon of Safety tenha algum espaço em listas de Boros Heroic com Feather, the Redeemed, mas o uso de ambos os cards é contextual: enquanto Boon of Safety é mais eficiente em ser reutilizado durante turnos subsequentes para proteger suas criaturas de remoções, Gods Willing oferece algumas opções mais úteis de combat trick, além de também proteger a criatura de efeitos de exílio, como Fateful Absence ou The Wandering Emperor.
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A nova Elspeth tem habilidades muito interessantes e definitivamente possui espaço em alguma categoria de Midrange. Mas, no Pioneer, ela parece estar competindo com cards mais poderosos em sua curva e não existem decks voltados para criaturas que realmente precisam de suas habilidades por cinco manas.
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Extraction Specialist é um card com um efeito muito específico na tribo certa: Humanos. Recursão no branco em forma de criaturas sempre é muito útil, e jogadas envolvendo o novo card e Thalia’s Lieutenant ou Luminarch Aspirant podem servir para mudar o rumo da partida a seu favor, e um corpo 3/2 com Lifelink por três manas, que pode facilmente se tornar um 4/3 nessas ocasiões, tornam de Extraction Specialist uma opção considerável no Pioneer.

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Giada é uma melhoria

absurda

para um arquétipo que ocasionalmente aparece no Metagame do Pioneer como uma adaptação da versão de Historic, o Selesnya Angels, onde se torna uma ameaça que precisa ser respondida a qualquer custo ou criará uma posição na mesa absolutamente impossível de se combater. Além disso, Giada também ajuda o arquétipo a não perder a oportunidade de conjurar uma ameaça no turno 3, mesmo sob a ausência de um terceiro land drop. Felizmente, sua mana não pode ser utilizada para conjurar Collected Company, mas o seu efeito de Ramp é a parte menos relevante de todas as suas habilidades. Isso fará com que o Selesnya Angels se torne o deck a ser batido no Pioneer? Dado o histórico de matchup ruim que o arquétipo possui contra variantes de Control e Midranges voltados para removals, além de não conseguir interagir bem contra o Naya Winota ou decks de combo, creio que não. Porém, ele com certeza crescerá em popularidade e será um pesadelo para os decks Aggro justos.
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Com uma quantidade absurda de mana branca e Karn, the Great Creator, Ensoul Artifact ou qualquer outro efeito que transforme Halo Fountain em uma criatura, é possível realizar um 2-card combo com Halo Fountain (apesar de ser uma regra um pouco subliminar, você

pode desvirar Halo Fountain com sua própria habilidade caso ela seja uma criatura

), mas suponho que esta combinação requer um setup muito específico para funcionar e o novo artefato não parece fazer o suficiente por conta própria para estabelecer um arquétipo próprio. Eu quero estar errado, e adoro decks de Combo, especialmente aqueles que não são lineares, então estou fazendo uma menção honrosa à nova wincondition alternativa da edição.
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Outra adição interessante para os decks de Feather, the Redeemed, Illuminator Virtuoso oferece um bom corpo com

double strike

por um bom custo, e com um trigger que pode ser utilizado tanto para filtrar a sua mão, removendo cards pouco úteis para a situação, quanto para criar um efeito de bola-de-neve. Infelizmente, suponho que essa nova criatura requer uma tendência muito proativa para ser realmente boa, e o fato dele não crescer instantaneamente para um ponto em que consiga escapar dos principais removals vermelhos do formato é um grande empecilho. Parece valer um teste como 2-of nas primeiras semanas para avaliar sua utilidade, mas não estou confiante que ele tenha o suficiente para ocupar os slots de criaturas do Boros Heroic.
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Mage’s Attendant oferece dois corpos que não são humanos, com um total de 4 de poder, por três manas, e isso importa pro atual melhor deck do formato, Naya Winota. Mas se olharmos para a atual base do Naya Winota, o arquétipo já está muito robusto nos seus drops de não-humanos, e o slot de curva 3 não é muito favorável porque é, normalmente, o turno onde você espera conjurar Esika’s Chariot ou Winota, Joiner of Forces com um mana dork.

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Mage’s Attendant também compete com Fable of the Mirror-Breaker no slot de custo 3, sendo que a saga de Neon Dynasty é muito mais útil no longo prazo do que a nova criatura.
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Menção honrosa. Pode haver um momento em que Patch Up faça parte de um arquétipo onde ele retorna três criaturas de custo 1 que tenham um enorme impacto na mesa (já podemos ter Death’s Shadow no Pioneer, por favor?), tornando-a uma poderosa peça de recursão.

Azul

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Você sempre quis comprar mais cards do que aquele jogador que conjurou Treasure Cruise? Bom, agora você pode! Even the Score não é bom o suficiente para a maioria das ocasiões, apesar de que eu poderia o ver sendo utilizado raramente no Sideboard de alguma lista de Control.
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A Little Chat é uma opção muito interessante de card selection e card advantage pelo mínimo custo de duas manas e uma criatura pequena, oferecendo metade da versatilidade de Memory Deluge, mas não tenho certeza de onde ele se encaixaria no atual Metagame ou qual arquétipo poderia se beneficiar amplamente do seu uso. Como um todo, a nova cantrip parece um bom elemento para Tempo decks que queiram trocar uma de suas criaturas por cavar mais fundo em busca de uma resposta. Parece justo considerar sua inclusão em arquétipos como Dimir Rogues ou decks de Flash, mas exceto pelas variantes de Azorius Flash (onde suponho que existem opções melhores por um custo um pouco mais alto), essa estratégia não tem exercido bons resultados no Metagame.
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Make Disappear segue o mesmo padrão do card acima: é um elemento útil para Tempo decks que não se importem em trocar uma de suas criaturas por um efeito mais eficiente para a ocasião.
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Outra ferramenta para Tempo, Slip out the Back é uma maneira eficiente de proteger sua criatura por um custo baixo. Também não parece ter um lar no momento, mas vale a menção honrosa.

Preto

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Provavelmente estou pensando em Commander aqui, mas se você encontrar uma maneira de dar dano em você mesmo repetidas vezes, Angel of Suffering lhe permite millar todo o seu deck e ganhar o jogo com Thassa’s Oracle enquanto funciona como uma ameaça por conta própria. ... Acho que sinto falta de jogar com Inverter of Truth.
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Grisly Sigil é um design muito elegante, sendo um removal medíocre por conta própria, mas que garante através do seu custo de Casualty a capacidade de causar até 4 de dano a uma criatura ou Planeswalker por apenas uma mana. Pode valer seu uso em listas de Sacrifice, ou em arquétipos que não possuem problemas em retornar criaturas do cemitério para o campo de batalha, como o Mono-Black Aggro.
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O Death’s Shadow que temos em casa. Meu review para este card pode não ser muito parcial por conta do meu longo histórico com Death’s Shadow, e Shadow of Mortality definitivamente possui elementos pouco atrativos quando comparados com o melhor one-drop preto da história do jogo.

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Era realmente necessário que Shadow of Mortality custasse duas manas pretas? Realmente gostei da troca de valores entre o custo e o poder, mas investir duas manas e treze de vida para obter uma criatura 7/7 não é bem onde eu gostaria de estar, especialmente porque essa criatura não crescerá por você perder mais vida. Esse pode ser um bom momento para, novamente, tentarmos elaborar novas listas com Scourge of the Skyclaves e Shadow of Mortality junto de uma estratégia de Suicide, possivelmente Rakdos ou Orzhov se seguirmos os padrões do Historic, mas não creio ser onde um jogador competitivo gostaria de estar num Pioneer onde os melhores decks incluem Naya Winota, Mono Red e Izzet Phoenix.
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Apesar do custo relativamente alto para retornar do cemitério, Tenacious Underdog oferece um bom corpo para um 2-drop numa tribo que pode se importar em ter maior recursão com suas ameaças.

Vermelho

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Menção honrosa porque nunca se sabe que tipo de loucura algum jogador pode fazer com cartas que dobram o seu próprio poder por efeitos que não envolvem investimentos pesados de mana. Entre Secure the Wastes e Rally the Ancestors, consigo imaginar algumas combinações absurdas envolvendo Devilish Valet atacando para 20 ou mais de dano no turno em que entra em jogo.
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Menção honrosa. Além do nome sensacional, Professional Face-Breaker oferece ramp e pseudo-card advantage por atacar com muitas criaturas e causar dano ao oponente, e pode encontrar um lar em listas de Mono-Red, Gruul, ou outras variantes que se importem em encher o campo de batalha ao invés de causar dano direto.
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Não tenho certeza de que é necessário, especialmente porque você precisa

desvirar

com ele para começar a ser útil, mas Pyre-Sledge Arsonist causa uma quantidade absurda de dano ao lado de sac outlets e, principalmente, de Bolas’s Citadel. Mayhem Devil é significativamente melhor nessa categoria, mas é importante saber que existem outras opções no formato.
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Strangle pode se tornar uma variante de, ou substituir Fiery Impulse no Izzet Phoenix, já que também pode ser utilizado para lidar com Planeswalkers, e remove uma Narset, Parter of Veils que tenha utilizado sua habilidade ao menos uma vez por conta própria.
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Menção honrosa. O único sweeper de artefatos vermelho que me lembro de existir no Pioneer é Vandalblast, e Structural Assault possui algumas vantagens relevantes em comparação ao card de Return to Ravnica.
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Unlucky Witness é outro bom suporte para estratégias que envolvam sacrificar criaturas com cards como Deadly Dispute, Witch’s Oven e similares por oferecer mais um payoff, mas não o vejo sendo útil em decks mais agressivos.

Verde

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Menção honrosa. Apesar do custo extremamente alto, Bootleggers’ Stash possui um efeito muito singular e específico para não ser mencionado neste artigo.

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Tal como Luminarch Aspirant, Fight Rigging oferece mais uma maneira de adicionar marcadores +1/+1 em criaturas todo turno, um elemento que pode ser crucial para a elaboração de uma lista de Hardened Scales. Além disso, o novo encantamento também oferece uma maneira de se repor para o seu controlador por meio da habilidade de Hideaway, que pode não ser muito difícil de alcançar caso o plano de jogo do deck funcione como o esperado.
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Realmente gosto da mistura de Elvish Vanguard com Essence Warden e ramp temporário que Gala Greeters oferece. Não sei exatamente

onde

este card se encaixa no formato, mas ele é poderoso o suficiente para merecer uma menção honrosa.
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Titan of Industry pode ser outro poderoso payoff para o Mono Green Devotion, que têm reaparecido nos Challenges. É meio estranho que uma criatura que é, basicamente, um elemental de amontoado de prédios seja verde e não seja um artefato (portanto, não pode ser tutorado por Karn, the Great Creator), mas suas habilidades e versatilidade compensam a inclusão de uma cópia ou duas entre o maindeck e o sideboard.
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A nova Vivien é basicamente Birthing Pod feito do jeito certo: não interage com efeitos de desvirar e não pode ser reutilizada sem ser blinkada antes, e com Felidar Guardian banido devido ao combo com Saheeli Rai, desconheço outras maneiras de fazer com que a nova Planeswalker seja reutilizada repetidas vezes numa única partida. Já temos variantes de pseudo-Pod no Pioneer com Enigmatic Incarnation, e não me surpreenderia se Vivien on the Hunt habilitasse outra variante que, diferente do encantamento, necessita apenas de criaturas para funcionar todo turno, e tem o potencial de se tornar uma staple.
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O Thragtusk que temos em casa. Na verdade, eu gosto de como eles adicionaram Trample e um token mais impactante na mesa pelo custo de uma mana verde e dois pontos de vida a menos.

Multicolorido

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Todos os cards do ciclo de medalhões parecem medianos para o Pioneer, e podem aparecer ocasionalmente em algumas listas, mas nenhum deles é uma staple instantânea. Dentre eles, se destacam Brokers Charm, Maestros Charm e Riveteers Charm por oferecerem opções proativas de card advantage ou card selection, além de seus demais efeitos, e mágicas como Archmage’s Charm e Esper Charm foram ou são Staples de seus respectivos formatos.
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Aven Heartstabber é meu card favorito desta edição por oferecer uma ameaça eficiente, evasiva e gera algum valor caso seja removida do campo de batalha. A dúvida é se temos uma base nas cores de Dimir ou variantes que consiga comportar cinco valores de mana distintos no cemitério sem dificuldades para tornar de Aven Heartstabber uma ameaça que emula o que Dragon’s Rage Channeler é no Modern.

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Brokers Ascendancy é outra adição poderosíssima para os decks de Hardened Scales, além de também ser uma opção eficiente para variantes de Bant Superfriends e similares que possam eventualmente surgir no formato. Parece uma opção forte o suficiente para justificar a criação de um Bant Scales ou até mesmo um Bant Tokens que possa se beneficiar de um acréscimo constante de poder das suas permanentes á cada turno. Provavelmente não será uma opção de Tier 1, mas definitivamente criará uma estratégia divertida.
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Menção honrosa. Endless Detour provavelmente será uma staple do Standard e pode ter potencial o suficiente para o Pioneer também por conta da sua versatilidade.
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Evelyn, the Covetous oferece um efeito relativamente incomum que interage com qualquer Vampiro, e pode ser conjurada apenas com manas pretas por conta do seu custo híbrido. Provavelmente não é o suficiente para tirar o espaço de Kalitas, Traitor of Ghet ou Champion of Dusk do arquétipo, mas merece uma menção honrosa.
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Fatal Grudge é um removal extremamente poderoso para as ocasiões certas, e sacrificar tokens de Oni-Cult Anvil ou tokens de Food com ele para remover uma criatura ou artefato problemático do oponente e ainda comprar um card por duas manas são qualidades que não devem ser ignoradas.
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De todos os reis do crime de New Capenna, Jetmir parece o melhor deles para ver jogo em formatos construídos de 60 cartas porque precisa apenas de uma mesa cheia o suficiente para se tornar uma ameaça que precisa ser respondida enquanto possui também um corpo 5/4 que comumente poderá ser um 7/4 por quatro manas. Pode ver jogo em variantes de decks go-wide sem grandes empecilhos, especialmente ao lado de cards como Esika’s Chariot e outras permanentes que incrementam significativamente a quantidade de criaturas em jogo.
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Menção honrosa. Menção honrosa, meramente porque jogar Lord Xander, the Collector com Sorin, Imperious Bloodlord no turno 3 é uma jogada devastadora. Como não vence jogos por conta própria e o custo do vampiro líder dos Maestros é muito alto, suponho que Xander não faz o suficiente para que este combo seja efetivo.
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Lier, Disciple of the Drowned e Bloodthirsty Adversary viram algum jogo no formato, então Maestros Ascendancy merece uma menção honrosa por reproduzir o efeito de Kess, Dissident Mage com o custo adicional de sacrificar uma criatura.
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O que dizer daquele que muitos consideram o card mais poderoso de Streets of New Capenna? Ob Nixilis, the Adversary é potencialmente perigoso caso seja jogado na base certa, e muitas bases, e não apenas aquelas voltadas para a temática de Sacrifice, são ideais para o novo Planeswalker: decks com criaturas pequenas agressivas ou Midranges também podem se beneficiar de suas habilidades.

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Felizmente, o seu efeito de +1 é extremamente condicional e oferece ao oponente a liberdade da escolha, mas se acumula

muito rápido

quando você conjura Ob Nixilis junto de seu custo de Casualty, e dois cards, 4 de vida ou um card e 2 de vida a menos todo turno é o tipo de efeito que gera uma bola de neve muito rápido em partidas justas. Ob Nixilis também oferece dois corpos para atacar ou bloquear quando entra em jogo (desde que você tenha sacrificado uma criatura com poder 3 ou maior), que também podem se tornar uma bola de neve no longo prazo sem grande dificuldade. Por fim, seu ultimate é uma absoluta bomba de card advantage e, apesar de serem raras as ocasiões onde você poderá conjurá-lo e criar uma cópia que já lhe ofereça os sete cards na mão, o oponente terá sérios problemas caso você alcance essa habilidade, até porque você já terá exaurido a maioria dos recursos dele. Ou seja, o novo Ob Nixilis realmente é um card que necessita ser respeitado, mas requer a shell certa para funcionar: Uma que pressione o total de vida do oponente para que ele realmente precise considerar se é melhor perder 2 de vida ou descartar um card, uma onde seus tokens façam uma diferença na hora de estabelecer o clock, e uma onde sacrificar uma criatura não seja uma perda de recursos.
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Venser, Shaper Savant já foi um card que viu algum jogo no Modern, e Obscura Interceptor é uma adaptação do mago lendário do bloco de Time Spiral. Com a recente ascensão dos decks de Flash com Spell Queller e The Wandering Emperor, é possível que variantes de Esper desse arquétipo se interessem em Obscura Interceptor como um tempo play que oferece filtragem de mão e um corpo 3/1 ou 4/2 com Lifelink.
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Menção honrosa. Algum arquétipo pode eventualmente se interessar em conjurar Rocco como mais um tutor de criaturas ao lado de Chord of Calling e Finale of Devastation, utilizando o novo elfo para obter mais consistência em encontrar os cards certos e ainda obter um corpo 3/1 no processo.
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Phyrexian Revoker existe no Pioneer e vê pouco ou nenhum jogo, mas o subtipo de Humano e a capacidade de copiar as habilidades ativadas do card nomeado podem tornar de Scheming Fence uma opção razoável no Metagame certo.
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Tal como Aven Heartstabber, Tainted Indulgence requer a shell certa para não ser uma versão relativamente melhorada de Chart a Course. Existem inúmeras interações com cemitério que poderiam se beneficiar de um pseudo-looting e é muito provável que o veremos sendo utilizados em algum número em uma variedade de estratégias. Parece ter mais potencial no Modern do que no Pioneer, mas quem sabe?
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Gosto de Void Rend como um removal amplo e eficiente que não permite interações em mirror de Control, e essa sorcery definitivamente merece seu espaço em slots flexíveis em listas de Esper Control, Esper Flash, ou as versões de Doom Foretold nessa combinação de cores que costumam aparecer no Metagame.

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O novo removal também pode ser uma opção útil para listas de Niv to Light para ser tutorado com Bring to Light, apesar de não poder ser colocado na mão com um Niv-Mizzet Reborn.

Artefatos

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Diferente do Modern, não me lembro de termos combos que possam abusar deste equipamento lendário no Pioneer.
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Unlicensed Hearse é um ótimo hate de cemitério para o Pioneer por permitir escolher cards específicos do cemitério do oponente e ficar mais forte a cada ativação. Conjurar este artefato no turno 2 contra um arquétipo mais dependente de cemitérios, ou que conjura múltiplas mágicas de custo baixo eventualmente o tornará uma ameaça que precisa ser respeitada pelo oponente, e não me surpreenderia estar atacando com uma criatura 8/8 ou maior ao utilizar este veículo para remover cards do cemitério do oponente no começo do jogo. Infelizmente, o novo veículo não funciona tão bem quanto Rest in Peace para lidar com mágicas de Delve, mas oferece uma boa resposta para lidar com coisas pontuais, como Arclight Phoenix, Parhelion II, Cauldron Familiar, Kroxa, Titan of Death’s Hunger, Dreadhorde Arcanist, dentre outros e, apesar de ser pior que Grafdigger’s Cage para todas essas ocasiões, poder ser utilizado como uma ameaça complementar durante a partida cria algumas vantagens flexíveis para Unlicensed Hearse.

Conclusão

Esse foi meu review de Streets of New Capenna para o Pioneer e, como pudemos ver, a nova edição traz muitos cards interessantes para o formato e uma melhoria na manabase que pode estabelecer um diferencial significativo na maneira como decks são construídos no cenário competitivo. Os novos Triomas são a maior novidades do formato, Ob Nixilis, the Adversary definitivamente é o card que todos os jogadores ficarão de olho para analisar seu impacto, e há uma dezena de outros cards que podem ter impacto médio ou alto no Metagame, ou capazes até mesmo de estabelecer novas estratégias. O tempo dirá quais são os cards que sucederão em impactar o Pioneer e o que podemos esperar do futuro. Por enquanto, deixo apenas o breve lembrete de todo lançamento: não pressionem o botão do pânico antes da hora, dêem tempo para que o formato se adapte aos novos cards e possíveis novos decks. Como uma última novidade: A Wizards anunciou o formato

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, uma adaptação do Pioneer para o Magic Arena que estará, gradualmente, recebendo os cards importantes que não estejam ainda inclusos no formato, e eu pretendo cobrir e fazer artigos sobre esta nova maneira de jogar na plataforma digital, além de avaliar os seus prós e contras em comparação ao Pioneer no tabletop e Magic Online. Logo, meu próximo artigo

provavelmente

será relacionado ao novo formato. Obrigado pela leitura.
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Humberto

Escritor e tradutor para a Cards Realm e estudante de jornalismo. Jogador de praticamente todos os formatos de Magic: The Gathering.

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