As prévias de Avatar: The Last Airbender chegaram ao fim, e seguindo um padrão iniciado na colaboração de Magic com Final Fantasy, a coleção traz um novo ciclo de terrenos utilitários monocoloridos, reminiscente dos terrenos utilitários do bloco original de Innistrad, em que todos possuem uma habilidade ativada além de gerar mana.

Historicamente, os terrenos utilitários de Innistrad viram jogo no Standard e no Modern durante muitos anos com cards como Desolate Lighthouse, Moorland Haunt e Gavony Township, que foram eventualmente apagados pelo Power Creep, e também Slayers’ Stronghold, que permanece sendo uma peça relevante junto de Primeval Titan.
Os novos terrenos são um pouco mais condicionais, pois requerem uma básica em jogo para entrarem desviradas, mas compensam essa “perda” gerando mana colorida e tendo custos de ativação de apenas uma cor, que facilitam sua usabilidade em alguns arquétipos sem torná-los “livres demais” de ser usados em qualquer lista, como as Channel Lands.
Abaixo, fazemos uma análise específica para cada uma delas para os principais formatos competitivos de Magic: The Gathering.
Abandoned Air Temple

Abandoned Air Temple parece a melhor do ciclo para o Standard e o Pioneer. Sua habilidade ativada adiciona marcadores +1/+1 em cada criatura do seu controlador, sendo uma peça essencial para arquétipos agressivos de go wide ou decks Midrange que se importem com posição de mesa e criaturas em jogo.
Para o Standard, decks como o Azorius Aggro utilizando one-drops baratos, Warden of the Inner Sky e Cosmogrand Zenith são exemplos de estratégia que se beneficia com facilidade do novo terreno branco, visto que uma Spyglass Siren 2/2 ou 3/3 já faz um ótimo trabalho em pressionar a mesa até em jogos mais longos.
O mesmo pode ser mencionado de outros Midranges que também utilizam Cosmogrand Zenith como o Orzhov Bounce, e até uma lista de Azorius Bounce pode aparecer após a Banlist e o lançamento de Avatar utilizando Boomerang Basics e Aang, Swift Savior.
No Pioneer, decks como Humans e Boros Convoke já costumam utilizar Shefet Dunes para ampliar a pressão no campo de batalha por um turno, e Abandoned Air Temple é quase um upgrade gratuito para este tipo de efeito, garantindo mais poder permanente na mesa que também deve perpassar estratégias como Selesnya Company, Angels, e outros decks Aggro.
Também não podemos desconsiderar estratégias com Raffine, Scheming Seer e algumas potenciais lendas e Hatebears, aos moldes de como o arquétipo se portava na temporada anterior do formato.
O Modern possui alguns arquétipos que podem se beneficiar do terreno, daqueles que já utilizam Gavony Township por alguma razão até a possibilidade de incluí-lo nos slots flexíveis de Boros Energy como outro meio de ampliar a pressão na mesa com as fichas de Ocelot Pride e Voice of Victory.
Energy também pode ser o lar de Abandoned Air Temple no Legacy, onde arquétipos como Death & Taxes também podem se interessar no card como parte dos seus slots flexíveis, visto que este gera e possui uma condição relativamente fácil de habilitar em listas monocoloridas.
Agna Qel’a

Agna Qel’a possui o mesmo efeito de Desolate Lighthouse com um custo menos restritivo. Lighthouse foi, durante anos, um one-of recorrente nas listas de Jeskai Control/Jeskai Tempo/Izzet Twin do Modern e teve seu momento de glória no Standard também.
Com menos restrições e diante da baixa probabilidade de Proft’s Eidetic Memory também levar um banimento, Agna Qel’a deve ter um lar certeiro nos decks de Izzet Midrange que permanecem relevantes após a banlist, além de servirem também para a maioria dos arquétipos mais reativos de duas cores, e talvez até mereça um slot em listas como Jeskai Oculus e Jeskai Control.
Izzet Phoenix, do Pioneer, também pode desejar este card como um one-of utilitário, traço que compartilhará com Azorius Control. Outras estratégias, entretanto, devem tratar o novo terreno como reativo demais ou lento para seus planos de jogo, exceto se estes tiverem interações com efeitos de looting.
Para os demais formatos, Agna Qel’a parece lento e justo demais. Decks como Dimir Oculus já possuem habilitadores mais eficazes no Modern e as concessões necessárias no Legacy a tornam redundante e até perigosa de ser utilizada no formato.
Realm of Koh

Em outros tempos, Realm of Koh seria uma condição de vitória em alguma lista de hard control abarrotada de interação e fontes de vantagem em cartas. Enquanto essa opção ainda existe, é provável que este card seja transformado em mais uma ferramenta de atrito para as listas de Midrange.
Não devemos subestimar o potencial de um terreno que cria fichas que, em tese, não podem ser bloqueadas com facilidade e geram mais alimento para Fountainport ou interações com efeitos que requerem criaturas. Além disso, sua habilidade pode ser ativada em velocidade instantânea, permitindo jogar de maneira reativa e, se necessário, botar mais um ponto de dano recorrente em jogo.
Potencial staple para Orzhov Ketramose em ambos Standard e Pioneer, ferramenta útil para Mono Black Midrange em ambos os formatos e não surpreenderia se ele complementasse Hive of the Eye-Tyrant nos terrenos utilitários no Pioneer.
Realm of Koh também pode merecer alguns testes no Modern pela produção constante de fichas difíceis de bloquear, mas o arquétipo específico em que ele se encaixa é um pouco difícil de prever porque estamos falando de cinco manas para ativá-lo e nenhum arquétipo reativo o suficiente existe no Metagame atual que possa comportar esse custo sem ter opções mais eficazes.
O card também é uma possível condição de vitória para listas de Lands Control e Smallpox no Legacy, onde o acesso recorrente a Life From the Loam pode garantir resiliência e a mana necessária para esse card funcionar — exceto que há outro terreno no ciclo que pode ser mais benéfico para esses arquétipos.
Fire Nation Palace

Fire Nation Palace é difícil de avaliar porque a habilidade de Firebending é mecanicamente única em diversos aspectos: em essência, estamos pagando três manas para adicionar quatro que só estão disponíveis durante o combate e, portanto, só podem ser utilizadas em mágicas instantâneas, cards com Flash e habilidades ativadas.
A mecânica de Firebending possui uma interação com Electro, Assaulting Battery, onde Fire Nation Palace garante mana vermelha extra a cada turno, enquanto também funciona para acumular recursos para causar dano ao oponente se Electro for destruído, mas cards como Soulstone Sanctuary e Sokenzan, Crucible of Defiance também são bons cards habilitados pelo “ramp” temporário.
De todos os terrenos do ciclo, este parece ser o mais fraco pelas especificações que a habilidade de Firebending tem e que precisam ser devidamente testadas. Não parece existir, no momento, um lar para Fire Nation Palace nos formatos eternos, mas pode ser que o terreno surpreenda no Standard ou no Pioneer.
Ba Sing Se

Ba Sing Se parece o tipo de card que decks como Amulet Titan do Modern ou Lands do Legacy gostariam de testar pelas possíveis interações com outros cards. Transformar Urza’s Saga para devolvê-lo para o jogo quando o terceiro capítulo desencadear, ou usar uma Fetch Land como pseudo-Ramp, parecem linhas de jogo que merecem atenção nos formatos eternos.
Cards que requerem sacrificar terrenos ou criaturas também podem se beneficiar desse tipo de efeito, e como mencionamos com Realm of Koh, existe uma ressurgência dos decks de Smallpox no Legacy recentemente, onde Ba Sing Se parece um card mais eficaz em garantir ameaças enquanto gera valor com o principal card do arquétipo.
No Standard, este card também pode funcionar como uma condição de vitória lenta e alternativa para arquétipos com verdes, especialmente se houverem mais interações com marcadores +1/+1 em expansões futuras.
De todas as mecânicas exclusivas de Avatar, Earthbending é, provavelmente, a mais fácil de quebrar. Não surpreenderá se algum card com esta habilidade virar uma staple de múltiplos formatos — e dentre elas, Ba Sing Se parece a mais fácil de encontrar espaço em ambientes não-rotativos.
Concluindo
Isso é tudo por hoje!
Em caso de dúvidas, fique à vontade para deixar um comentário!
Obrigado pela leitura!












— Comentários 0
, Reações 1
Seja o primeiro a comentar