Standard: Review de The Hobbit

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The Hobbit pode ser a mais poderosa entre as expansões colaborativas lançadas em 2026 para o Standard. Resta saber se o Metagame atual tem espaço suficiente para absorver suas novidades.

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Revisado porTabata Marques

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O Standard está em uma situação estranha se não tivermos uma atualização de Banidas e Restritas no próximo anúncio. O Metagame parece, apesar das staples definidas, diverso e com variedade suficiente de estratégias, mas a mescla de rotação de três anos com uma pool de cartas que já possui um leque amplo de peças poderosas faz cada novo set ter mais dificuldade de impactar o ambiente competitivo.

Pode ser o caso com The Hobbitlink outside website. A nova colaboração com a Terra-média tem muito potencial em alguns cards pontuais, mas todos vêm com a mesma dúvida: "ele faz algo melhor do que o que já está sendo feito?". Em tempos passados, essa resposta era mais fácil de alcançar, mas hoje, o design do card game dificulta bastante que cada nova expansão tenha um impacto significativo no ambiente competitivo; o pêndulo hoje pende muito para a estabilidade em detrimento da inovação, e um set de 190 cartas acaba tendo menos chances.

Não significa que a expansão seja ruim. Pelo contrário: comparado a Marvel Super Heroes ou Teenage Mutant Ninja Turtles, acredito que essa expansão de Universes Beyond tem cards individualmente mais poderosos para o Standard. Abaixo, apontamos nossas principais apostas para o formato!

Branco

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Eu estou profundamente dividido quanto à viabilidade de Bilbo's Gambit no Standard. Consigo imaginar partidas em que, de Selesnya Offense, eu mantenho a mana branca desvirada com um dork para anular um Sunderflock e ganhar o jogo na volta, e essa mesma possibilidade existe para uma dúzia de partidas devido à natureza de algumas cartas de serem excessivamente de alto impacto. Por outro lado, ele significa também perder alguns turnos se formos um deck proativo, e estratégias mais reativas não capitalizam tanto em cima dele quando já existem cartas como Aven Interrupter ou Aang, Swift Savior no Azorius Tempo.

Tem potencial, é inegável. Mas o quanto de potencial é algo que ainda precisa ser definido.

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A melhor maneira de enxergar The Eagles Are Coming! é como um 4/4 por duas manas e Flying que não pode atacar no ciclo de turnos em que ele entra e protege uma das suas criaturas de remoções ou permite reutilizar seu ETB. No late-game, podemos virar alguns jogos com um exército de fichas, mas a carta foi projetada para evitar potenciais hit-kills inesperados.

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Com tantas listas Izzet disponíveis e Jeskai Control sendo um arquétipo viável, The Queen of Dale pode facilmente filtrar a mão a cada ciclo de turnos e potencialmente aumentar o poder na mesa, mas o corpo 2/1 troca mal contra os Aggros e existem partidas em que ela não fará nada além de ser um two-drop lendário.

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Settle the Wreckage segue o espectro contrário: excelente contra os go-wide Aggro com Practiced Offense ou Ouroboroid, decente contra Mardu Looting, mas terrível quando tudo o que você precisa responder são uma ou duas criaturas. Potencial staple de Sideboard.

Azul

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O melhor Bilbo da expansão é um Dreadhorde Arcanist com passos extras de Snapcaster Mage que podem ser benéficos no atual estado do Standard. Ele está mais próximo dos slots de atrito e pode não encontrar espaço em Prowess, mas listas Dimir podem utilizar um ou dois para conjurar Duress e remoções uma segunda vez enquanto dispõem das ferramentas para protegê-lo.

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Elrond, Moon-Reader tem tudo para ser quebrado, mas talvez o Metagame atual não tenha espaço para otimizar seu uso. Ele transforma até mana dorks em fontes de vantagem em cartas e pode garantir dois draws a cada ciclo de turnos, e os decks da atualidade utilizam uma quantidade significativa de mana dorks para interagir com Badgermole Cub. A dúvida é se existe, de fato, um arquétipo que possa abusar da sua habilidade para fazer algo além do que os demais arquétipos de Cub já fazem.

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Você deveria testar The Lord of the Eagles no Azorius Tempo e Azorius Momo, mas sem altas expectativas. Por vezes, ele será absurdo em uma sequência de Momo, Friendly Flier e Sage of the Skies ou Quantum Riddler, mas também será o pior topdeck possível se seu oponente controlar a mesa.

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É um pouco difícil avaliar o quanto um 2/2 com Flying por Magic Symbol U faz diferença no Standard atual. Alimentar o cemitério com a Aventura facilita o cast de cartas como Eddymurk Crab e Hearth Elemental, então talvez Most Decrepit Old Bird faça sentido visto que ela não gera valor negativo se voltada para a mão com Sunderflock. Ela também é um beater agressivo que alimenta o cemitério para Accumulate Wisdom nas listas de Lessons, mas o arquétipo está mais voltado para o espectro de Control.

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Slickshot Show-Off e Drake Hatcher são Magos cujos triggers dobrados podem fazer diferença absurda. Adicione o novo Gandalf, Goblins' Bane e você tem material para considerar uma lista de Izzet Wizards, seja mesclando com Stormchaser's Talent ou o pacote de Gran-Gran.

Preto

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Gollum oferece bastante valor de longo prazo se tivermos previsibilidade quanto ao custo dos cards do oponente. Se gerar um draw e um life drain no mesmo turno, ele já fez o suficiente, e se repor caso tome um Requiting Hex ou Burst Lightning significa que ele nunca é uma troca negativa. Merece testes, mas precisa encontrar um lar que o comporte quando os Midranges pretos estão em baixa.

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Por falar em preto, Inside Information pode virar jogos se resolver em uma mirror de Excruciator/Control. Potencial one-of de Sideboard que pode crescer se tivermos um Metagame mais devagar no futuro.

Vermelho

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Boros Dragons é um arquétipo real no Standard e Desolation of Smaug sequencia para Smaug the Magnificent ou Magmatic Hellkite enquanto limpa a mesa de dorks e criaturas pequenas do oponente. Pode servir como nivelador a um arquétipo que hoje conta apenas com os sequenciamentos explosivos de Momo, Friendly Flier ou Sarkhan, Dragon Ascendant para conseguir se manter a par do Metagame.

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O Vivi Ornitier em casa troca o absurdo de gerar mana e ser copiado com Agatha's Soul Cauldron por um "Draw 2" que funciona se você controlar um mago e serve de Setup para sua própria habilidade. Com Wizard's Staff e outros Magos, tem potencial suficiente para impactar o Metagame em mais uma variante de Izzet.

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Enquanto falamos de Smaug para o Boros Dragons, sua habilidade de criar Tesouros todo turno é essencial para Midranges tradicionais. O problema é que eles praticamente sumiram do Metagame, e as únicas versões com bons resultados atualmente nem sequer usam vermelho entre suas cores. Talvez seja motivador para um retorno de um Mono Red Aggro com curva um pouco mais alta.

Verde

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Quero dizer coisas excelentes sobre Bejeweled Warg porque ele gera valor incrementado a cada turno e é um excelente alvo para Practiced Offense. O problema é que, como two-drop, ele deixa a desejar se comparado com Badgermole Cub. Pode complementá-lo, pode vir em uma lista mais agressiva, mas ainda está abaixo em qualidade de deckbuilding.

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Beorn é mais uma na longa série de míticas que soterram o oponente em bola-de-neve se ficar em jogo e demanda resposta imediata. Potencial staple que merece slots tanto nos decks de Ouroboroid quanto nos de Landfall.

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Gigantic Big Bear tem uma função específica em partidas de Control onde o oponente possui poucos ou nenhum bloqueador. O custo alto não é um problema para Landfall/Cub se o jogo se estender.

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Proteção, evasão e remoção contra Sunderflock e Slickshot Show-Off no mesmo card devem garantir um ou dois slots de Sideboard para Warg Tactics.

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Menção honrosa de que Wood Elves pode buscar Shock Lands, Surveil Lands e, se em algum momento retornarem, Triomas. Pode não significar muito hoje, mas se transforma em manafixing e staple se tivermos um deck de Goodstuff/Ramp no futuro.

Multicolorido

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Havia um tempo em que um card que criava 2/2 a cada turno seria motivo suficiente para virar uma staple. Hoje, tenho dúvidas se Chief Warg's Company justificaria seus slots no Golgari Midrange, mesmo custando menos do que Huntmaster of the Fells.

Artefatos

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Um deck baseado em Lendas fez resultados em Challenges recentes com Celestial Reunion. The Arkenstone não coloca a criatura direto no campo de batalha, mas oferece um Glorious Anthem e uma fonte recorrente de vantagem em cartas no meio da partida. Pode merecer alguns testes.

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Uma criatura equipada com My Precious se torna quase impossível de remover sem sweepers, e o Village Rites de duas manas garante que o equipamento não seja um topdeck morto. Tem potencial, mas ainda carece de um lar.

Terrenos

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Podemos ignorar o tema de equipamentos e considerar The Lonely Mountain um terreno que entra virado e coloca um 2/2 em jogo sempre que pagamos seis manas. Parece o tipo de card que entraria como um one-of em decks de late-game.

Concluindo

Isso é tudo por hoje!

Em caso de dúvidas, fique à vontade para deixar um comentário!

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