Criaturas são um ponto-chave de Magic: The Gathering. É através delas que a maioria dos jogos se desenvolvem e são concluídos, estando presentes na maioria dos decks e sendo comumente avaliadas na inclusão de diversas listas.
Mas os tempos mudaram: hoje, não basta apenas a criatura ter um custo eficiente e um corpo forte como foi o caso de Tarmogoyf durante anos: elas precisem gerar algo, ter um impacto na mesa, desfavorecer trocas com remoções ou serem naturalmente tão poderosas com suas habilidades que o impacto da interação e/ou dos bloqueadores é mitigado - e conforme Magic se tornou um jogo mais voltado para a mesa, mais eficientes as criaturas se tornaram.
No artigo de hoje, abordamos as dez melhores criaturas de Magic em 2024, com base no seu impacto no cenário competitivo, nível de poder individual e a maneira como afetaram e ainda afetam o jogo.
As 10 Melhores Criaturas de MTG
10 - Emrakul, the Aeons’ Torn

Emrakul, the Aeons’ Torn pode ser considerada a criatura mais poderosa de Magic em termos de efeitos, habilidades e impacto no campo de batalha, praticamente vencendo o jogo no momento em que é conjurada - mas seu alto custo de mana a torna extremamente restritiva de ser jogada por meios convencionais.
Ainda assim, Emrakul protagoniza alguns dos decks mais importantes da história do jogo - todos muito voltados para trapacear em seus custos de mana, colocando-a direto na mesa com efeitos como Show and Tell e Through the Breach - garantindo-lhe a décima posição por ser a mais ameaçadora dentre todas as criaturas do jogo.
9 - Thassa’s Oracle

Se Emrakul praticamente ganha o jogo no momento em que é conjurada, o que podemos dizer de uma criatura que, literalmente, tem uma habilidade para ganhar o jogo?
Thassa’s Oracle é a melhor condição de vitória alternativa já lançada em Magic e motivou a criação de diversos decks em volta de usá-la ou devolvê-la do cemitério para uma vitória instantânea e, por conta própria, alavancou estratégias como Doomsday no Legacy e levou ao banimento de Inverter of Truth e Underworld Breach no Pioneer.
8 - Atraxa, Grand Unifier

Atraxa, Grand Unifier é o resultado do experimento de quatro dos cinco pretores Phyrexianos com um anjo de Mirrodin, e sua versão mais recente é o alvo de reanimação mais poderoso dos últimos tempos, desbancando Griselbrand de seu posto, onde ele esteve por dez anos.
O que torna de Atraxa tão forte é a quantidade gigantesca de valor que ela agrega ao entrar em jogo somado a um corpo difícil de lidar, impossível de ganhar na race e com uma combinação de habilidades que coloca seu controlador muito a frente na partida.
7 - Orcish Bowmasters

Orcish Bowmasters não parece impressionante em um vácuo: um 1/1 que coloca uma ficha e causa um de dano não é relevante, mesmo por duas manas. No entanto, essa criatura se destaca pela maneira como pune um dos elementos mais importantes de uma partida de Magic: comprar cards.
Sua presença, sozinha, invalidou diversas criaturas no Modern e no Legacy e pune muitos decks por fazerem algo que o jogo recompensa. Cards como Brainstorm, Mishra’s Bauble e outras precisam, agora, serem jogadas com cuidado para evitar que o oponente gere valor demais um Orcish Bowmasters - mudando, permanentemente, a maneira como Magic é jogado nos principais formatos eternos.
6 - Elementais de Modern Horizons 2

O famoso ciclo de Elementais lançados em Modern Horizons 2 mudaram permanentemente a maneira como o Magic competitivo e os formatos eternos são jogados, pois culminam tudo o que uma criatura precisam hoje: eficiência em custo, versatilidade e alto poder individual.
Todas elas se tornaram staples do Modern, Legacy e Timeless, com alta presença principalmente no Maindeck, com Grief sendo o mais controverso do ciclo pelo seu impacto caso seja conjurado e reanimado no primeiro turno, retirando dois cards da mão do oponente antes mesmo dele conseguir jogar - Fury também teve um impacto predominante e precisou ser banido do Modern, enquanto Solitude, Endurance e Subtlety são staples marcadas de diversos decks.
5 - Uro, Titan of Nature’s Wrath

Uro, Titan of Nature’s Wrath é o pacote completo: ele é uma ameaça, ramp, ganho de vida e card advantage em um card só, nunca sendo inútil no decorrer da partida.
No início do jogo, o titã de Theros Beyond Death é quase tão bom quanto um Time Walk contra decks agressivos enquanto gera valor o suficiente em jogos de atrito para jogar outros cards impactantes mais cedo, e depois, com mana e mágicas o suficiente no cemitério, Uro retorna ao campo de batalha para dominar o jogo a cada turno em que permanece nele - e se não fosse suficiente, remoções convencionais não funcionam contra ele já que seu custo de Escape pode ser pago de novo.
4 - Deathrite Shaman

Conhecido como o “Planeswalker de uma mana”, Deathrite Shaman é a criatura mais utilitária que já existiu na história de Magic. Além de dar acesso a ramp, ele também funcionava como ganho de vida, clock e hate de cemitério - tudo em um único card que, por conta da sua versatilidade, era útil em qualquer estágio da partida.
No entanto, Deathrite Shaman não é um card que opera sozinho: o uso Fetch Lands é obrigatório para extrair o máximo de valor dele, pois, sem elas, sua capacidade de acelerar mana é muito mitigada, deixando-a em uma situação desfavorável, como exemplificado pelo pouco impacto que o card possui no Pioneer.
3 - White Plume Adventurer

A mecânica de Dianteira é absolutamente quebrada em partidas de 1v1 em Magic, como ficou comprovado pelos vários habilitadores dela banidos do Pauper e, também, pelo banimento de White Plume Adventurer no Legacy - o mais fácil de conjurar dentre todas as criaturas com essa habilidade.
Além de começar a oferecer valor no momento em que entra em jogo, White Plume Adventurer ajuda a proteger a Dianteira do seu controlador e a mecânica continua funcionando mesmo na sua ausência, fazendo com que - se bem aplicado - seu controlador continue extraindo o máximo de valor dela.
Ele teve um período curto na história do Magic competitivo porque foi banida do Legacy poucos meses após seu lançamento. No entanto, essa criatura continua vendo jogo no Vintage, e só não causou mais estrago e impacto no jogo porque Commander Legends era inválida em outros formatos.
2 - Ragavan, Nimble Pilferer

Ragavan, Nimble Pilferer é uma mistura de um pouco de tudo o que os cards abaixo dele são: seu custo é muito baixo, ele possui versatilidade em poder ser conjurado com Dash, ele gera valor a cada turno em que causa dano ao oponente, acelera a mana e pode dominar a partida tão cedo quanto no primeiro turno.
Para muitos, Ragavan foi um erro de design, pois nenhuma criatura deveria ser tão eficiente em custo e impacto na mesa. Um primeiro turno com o macaco em jogo demanda uma resposta imediata do oponente, pois mesmo se o card exilado do deck não fizer diferença, a ficha de Tesouro criada por pode criar jogadas ainda mais impactantes cedo demais, colocando-o em um patamar onde ele está muito a frente da maioria das demais criaturas de Magic.
1 - Lurrus of the Dream-Den

Companion pode ser considerada uma das mecânicas mais quebradas - ou a mais quebrada - da história de Magic. Caso não tivesse sofrido uma errata onde é necessário pagar para colocar a criatura na mão antes de conjurá-la, era provável que o jogo teria mudado para sempre, com Companions ditando o deckbuilding dos arquétipos e, eventualmente, criando uma nova identidade ao jogo onde estratégias são perpetuamente construídas em torno delas.
Lurrus of the Dream-Den estava no centro do problema com Companions: por forçar o uso de permanentes de custo baixo, ela otimizou absurdamente a construção de decks em todos os formatos do jogo onde foi válida, alavancou estratégias agressivas que poderiam, agora, ter uma poderosa fonte de recursão, protagonizou listas de Control onde era a principal condição de vitória e deu aos arquétipos de Tempo um jeito de manter um fluxo constante de ameaças, colocando-a no epicentro do jogo.
Ela permanece como um card influente até hoje nos formatos onde é válida, com o Lurrus Saga sendo o deck mais influente do Vintage, enquanto diversos arquétipos do Timeless recorrem a ela sem qualquer concessão relevante de deckbuilding e/ou a usam para otimizar ainda mais a lista.
Lurrus, com os outros Companions, mudou a maneira como diversos arquétipos constroem suas listas e permaneceria como a criatura mais influente do jogo caso ainda fosse válida na maioria dos formatos, tornando-a, assim, a melhor criatura de Magic: The Gathering.
Conclusão
Isso é tudo por hoje!
Em caso de dúvidas, ou sugestões, fique a vontade para deixar um comentário!
Obrigado pela leitura!













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