Faz algum tempo desde a última vez que Magic lançou um bom hatebear contra mágicas de não criatura. O ano de 2025 trouxe alguns cards importantes nessa categoria, como Voice of Victory e Clarion Conqueror, mas ainda faltava algo que punisse decks como Prowess e Mono Red Mice durante a temporada passada para forçar jogadores a pensarem duas vezes antes de abusarem de Cori-Steel Cutter ou Vivi Ornitier.
Talvez não seja mais o caso.

Mai, Scornful Striker chega na expansão Avatar: The Last Airbender como uma nova variante de Hatebear que mescla Thalia, Guardian of Thraben com Kambal, Consul of Allocation em uma cor que, normalmente, não possui hates específicos contra mágicas de não-criatura.
As comparações com Thalia, no entanto, se encerram quando pensamos no papel que esses cards possuem: “trancar” a possibilidade do oponente usar um sweeper mais cedo e/ou sequenciar duas mágicas em um turno mediante um efeito de taxing é bem diferente de o punir com perda de vida e requer outras tomadas de decisões
Apesar dessa diferença, ambos os cards, em partes, procuram arquétipos parecidos: estratégias utilizando pouca ou nenhuma mágica de não-criatura e que sejam suficientemente agressivas para que os efeitos de disrupção se tornem punitivos.
No caso de Mai, Scornful Striker, entretanto, poder controlar quando perder vida pode lhe oferecer espaço e também estratégias fora dos “Aggro go-wide”. Por exemplo, um deck Midrange como Dimir pode incluir cópias dela no Sideboard para punir o sequenciamento de um oponente com listas de Spellslinger como Prowess ou Combo, dado que estes já utilizam uma quantidade considerável de criaturas.
Mai, Scornful Striker no Standard

No momento, o destino de Mai, Scornful Striker no Standard passa por algumas incertezas: é provável que Vivi Ornitier leve um banimento em 10 de novembro para enfraquecer a dominância do Izzet Cauldron no formato, e este afetará diretamente o potencial do Izzet Prowess de se manter como um arquétipo competitivamente viável após perder três cards poderosos para banimentos.

Um problema para o novo card no ambiente pós-banimentos pode ser que as listas de spellslinger fiquem muito mais agressivas, com Slickshot Show-Off e pumps, talvez incluindo Leyline of Resonance — neste caso, os seis ou mais de dano que Mai pode causar em um turno importará pouco porque, no mesmo momento, o oponente estará partindo para o hit-kill.

Podem haver situações em que tê-la em jogo pode “travar” o combo de Omniscience caso seu controlador esteja com um arquétipo mais agressivo que possa punir o oponente por não conseguir lidar com ela antes de iniciar os loopings, mas também existem alguns problemas nessas linhas: cards como Into the Flood Maw ou o próprio Marang River Regent já resolvem uma Mai que esteja em jogo e não existem meios dela retornar para o campo de batalha, visto que ela não possui Flash.
Para outros arquétipos, como Jeskai Control ou Azorius Control, Mai é uma opção para combatê-los, mas ela oferece espaço de adaptação demais para o oponente: além de ser fácil de interagir — mesmo com um pseudo-Ward de dois de vida —, ela não pune cards como Beza, the Bounding Spring e as listas de Control estão, em geral, confortáveis em jogar uma mágica por turno até que Beza entre e segure o clock do oponente — deste ponto em diante, é fácil contornar Mai, Scornful Striker e/ou gerar mais valor do que o oponente consegue pressionar.
Mai, Scornful Striker no Pioneer
Se, na tentativa de prever o Standard pós-banimentos, há pouco otimismo para a nova criatura, o mesmo não pode ser mencionado dela no Pioneer.

Humans e Mardu Legends são arquétipos viáveis no formato e a combinação de Thalia, Guardian of Thraben com Mai, Scornful Striker importa bem mais do que apenas para segurar arquétipos específicos como Izzet Phoenix e Lotus Combo: elas punem interação barata como poucos cards, e se um Fatal Push custando a mais já é um problema, tê-lo combinado com um Shock também causará problemas ao oponente.
Além disso, ambas as criaturas garantem mais consistência em habilitar Mox Amber para e
, abrindo mais espaço para cards como Jirina, Dauntless General que serve para proteger ambas enquanto também pune estratégias baseadas em cemitérios.

O fato de Mai punir oponentes com dano e ter First Strike também cria situações positivas contra diversos mecanismos utilizados no Pioneer hoje: mesmo oferecendo um corpo, Fable of the Mirror-Breaker já exerce pressão o suficiente para as interações com outras criaturas e o clock criado por Adeline, Resplendent Cathar e outros cards fazerem seu trabalho.
Concluindo
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