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GeekPlaceAraras

Abordagens inovadoras para o banimento

São tempos obscuros em um standard completamente desregulado com múltiplos cards banidos e possíveis novas mudanças no futuro

São tempos obscuros em um standard completamente desregulado com múltiplos cards banidos e possíveis novas mudanças no futuro. Obscuro, pois é visível o impacto dos problemas apresentados pelo formato no esvaziamento dos torneios semanais realizados pelas pequenas lojas. Paralelamente ao desastre do Standard de Eldraine vemos um trabalho interessante e inovador em Pioneer com a banlist tratada como um organismo vivo, até o final de 2019. Preciso fazer um mea-culpa, em um artigo anterior critiquei a velocidade escolhida para anunciar novos banimentos a cada sete dias questionando se 15 ou 30 dias não fariam mais sentido para ter um recorte mais realista do que acontece no formato, esse problema foi resolvido habilmente com anúncios de “No Changes” no formato quando não foi possível ter certeza do que estava acontecendo com o curto recorte de sete dias. Essa abordagem da Wizards com o novo formato é facilmente comparável ao trabalho apresentado pela equipe responsável pelo Duel Commander. Há alguns anos a equipe responsável pela versão competitiva de Commander mais praticada no Globo realiza algumas experiências na maneira de lidar com uma interferência tão radical no Metagame, podemos destacar como um primeiro passo a lista de observação adotada alguns anos atrás, as cartas de maior destaque no metagame ganhavam selos de aviso, amarelo, laranja e vermelho, de acordo com o estrago causado pelas cartas no formato, esse aviso mostrava aos jogadores o risco que corriam ao escolher as cartas observadas, essa prática foi abandonada com o tempo, talvez por influenciar a escolha dos jogadores e afetar o meta apenas pela observação das cartas. A abordagem era interessante e permitia que os jogadores se preparassem para as mudanças no formato e quando os banimentos aconteciam os jogadores afetados já tinham um plano B em mãos para não se ausentar dos eventos. No dia 26 de Agosto de 2019 a equipe inovou novamente com o Unban de três comandantes para período de teste, [card](Edric, Spymaster of Trest), [card](Erayo, Soratami Ascendant) e [card](Zur the Enchanter) foram liberados sob a chancela de *Experimental Changes*, o termo foi claro e mostrou para os jogadores que montar esses comandantes seria arriscado, porém extremamente divertido. Rapidamente o Metagame recebeu os novos comandantes e para quem ainda não havia visto Edric em ação fica a lição de como funciona o melhor Fish / Tempo da história do formato, desculpe Yuriko. Rapidamente Edric ganhou um grande espaço no Metagame, mas é importante lembrar-se de sua chancela *“Experimental”*. [image](https://cdn.cardsrealm.com/images/uploads/1575299592.jpg) Chegou o dia de um novo anúncio, 25 de Novembro, e [card](Edric, Spymaster of Trest) foi novamente banido após seu breve e glorioso retorno ao formato, [card](Erayo, Soratami Ascendant) foi removido da coluna experimental e liberado de forma mais contundente e [card](Zur the Enchanter) segue em observação. Essa proposta de alterações experimentais agradou, os jogadores puderem experimentar novos decks e o retorno ao obscuro mundo do banimento de Edric não gerou reclamações ou estranhamento na comunidade. [image](https://cdn.cardsrealm.com/images/uploads/1575299616.jpg) Observando o trabalho inovador realizado na construção de um novo formato pela Wizards e a proposta mais humanizada com foco nos jogadores e no impacto dos anúncios apresentada pela equipe de Duel Commander fica uma pergunta, é possível inovar e aprimorar a abordagem de banimentos do Standard? *Fontes:* [link](http://www.duelcommander.com/)(Duel Commander) Carlos Eduardo Tognoli [image](https://cdn.cardsrealm.com/images/uploads/1572980947.jpeg)

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Thiago

O Commander com Scapeshift - Tatyova, Benthic Druid


Olá, meus queridos! Tudo bem com vocês? Meu nome é Fogaça e estou aqui novamente para falar sobre Commander. Muito tempo atrás, em um dos nossos primeiros artigos, comentei sobre a adaptação de arquétipos dos formatos construídos para o EDH, de uma forma a qual permita que jogadores utilizem decks com estratégias semelhantes às suas favoritas do Standard, Modern, Pioneer, Pauper e/ou Legacy. Para aqueles que acompanham principalmente o Standard e o Modern, sabem que o Amulet Titan está em alta no moderno, bem como tivemos uma breve era das lands no T2 com o surgimento de [card](Field of the Dead) – agora banido no formato padrão –, e, pensando nisso, imaginei como adaptaria esse modo de jogo para uma build do formato dos generais; após muito pensar, consegui buildar uma lista baseada na carta [card](Scapeshift) (um clássico do Modern) e aproveitar suas vantagens para desenvolvê-la com uma comandante que abuse da interação de landfall: hoje o dia é de [card](Tatyova, Benthic Druid). [cardinfo](Tatyova, Benthic Druid) *CONCEPÇÕES INICIAIS* Quando se fala das mesas casuais de Commander, a mecânica de landfall é uma das mais populares, assim englobando generais e bombas que usam da presença de muitos terrenos para criar criaturas de grande impacto ou controlar a mesa após um jogo extenso. No cEDH, não há espaço para esse tipo de mecânica; a realidade pode ser cruel, mas criar vários 5/5 toda vez que um terreno entra no campo não adianta de nada se estes serão removidos, não poderão atacar ou mesmo se o jogo acabará antes de se ter a chance de executar tal proeza. Pensando nisso, devemos extrair o potencial da mecânica para não deixá-la morrer, afinal, ela não é ruim em essência, apenas é difícil de aproveitar – a solução para isso é usar de uma comandante como a própria Tatyova, a qual nos dá o primordial para qualquer deck (compra de cartas) toda vez que baixamos nossos terrenos, assim, transformando cada land que tivermos em um novo draw para girar nossas engrenagens. *CONSTRUÇÃO DO DECK* O princípio ativo de nossa lista será baixar Tatyana o mais rápido possível, de um modo a converter draws considerados mortos em novas compras e possibilitar o abuso de mecânicas que nos dão a possibilidade de jogar lands adicionais a cada turno. Múltiplos efeitos foram adicionados na lista para acelerar nossas manas nos turnos iniciais do jogo, mesmo que não possuam sinergia com o tema em si. Com nossa druida em jogo, poderemos focar em desenvolver nosso gameplan, o qual funcionará com uma postura tempo-control, usando da banida [card](Field of the Dead) para aplicar certa pressão na mesa. Mesmo que o clock não seja grande, ele terá uma boa consistência se considerarmos o fato de que todo land-drop será acompanhado por um zumbi; agregaremos, para tal, os tutores de terrenos, nos permitindo que nossa sétima land seja quase sempre o [card](Field of the Dead). Sei que parece pouco aplicável, mas isso apenas é um pano de fundo para nossas verdadeiras intenções – nos divertir com [card](Scapeshift) e a entrada de inúmeros zumbis também nos dará compra de cartas, de um modo que cavaremos o deck atrás de nosso combo. Para entender o modo como venceremos, quero que se atentem para a carta [card](Oboro, Palace in the Clouds). À primeira vista, parece inocente, ou, para olhos mais atentos, pode significar um modo de sempre termos nosso drop de terreno, mas ela é algo a mais aqui; além de nos permitir uma compra adicional em todos os turnos, ela pode ser buscada por nossos tutores, junto ao [card](Field of the Dead) (o qual encobrirá sua presença), e desenvolver uma grande interação com outras peças importantes individualmente para nós: [card](Retreat to Coralhelm) e cartas com o efeito de [card](Sakura-Tribe Scout). Pensem comigo, se abusarmos das entradas de terrenos para comprar cartas, uma hora nosso grimório acabará, certo? E o que mais combina com isso do que [card](Laboratory Maniac) e [card](Jace, Wielder of Mysteries)? E se caso conseguíssemos condicionar essa compra para termos a partida em mãos? A solução para tudo será a interação de Coralhelm quando uma land entra no campo – cada trigg de landfall poderá desvirar Tribe Scout ou outra criatura de mesmo efeito, permitindo com que baixemos Oboro de nossa mão e condicionemos o seguinte loop: • Viramos Oboro para gerar uma mana azul; • Pagamos o custo de sua habilidade com a mana auto-gerada; • Viramos [card](Sakura-Tribe Scout), [card](Walking Atlas) ou [card](Skyshroud Ranger) para colocar Oboro no campo novamente; • Compramos uma carta pelo efeito de Tatyova, de [card](Courser of Kruphix) ou de [card](Horn of Greed); • Com a entrada de Oboro, o trigg de Coralhelm terá como alvo nossa criatura, de modo a desvirá-la; • Reiniciamos o loop com o efeito de Oboro, agora com uma carta a mais em nossa mão. Em algum momento, compraremos Jace ou Maniac, de modo a permitir uma condição de vitória no caso do loop não ser atrapalhado. Uma opção não usada nessa lista é a adição de [card](Beacon of Tomorrows) e [card](Nexus of Fate), para condicionar turnos infinitos assim que tivermos um deck over. [deck](19728) Notem, em nossa lista, que adicionei grande redundância aos efeitos de entrada de lands, bem como uni sua efetividade a uma maior compra de cartas e à presença de cartas clássicas para controle de mesa ou draw nos turnos iniciais. Toda a build é feita pensando na velocidade e consistência para a entrada de [card](Benthic Druid), bem como o melhor aproveitamento de cada terreno de forma individual para o desenvolvimento da estratégia de jogo. *CONCLUSÃO* Assim, após a análise dos argumentos, pode-se, pois, concluir que mesmo que o meta do cEDH possua seus clássicos, não significa que você precisará abandonar seus arquétipos favoritos para adentrar ao formato. Adaptar decks construídos para o Commander é algo complexo, mas não impossível. Tatyova é uma comandante ideal para aqueles que gostam das interações com terrenos, sendo simples o suficiente para entrar na lista de decks perfeitos para iniciar em um EDH competitivo, portanto, àqueles que desejam entender como começar com o deck ou mesmo como substituir peças de alto valor, teremos tais informações em um próximo vídeo sobre Taty em meu canal no YouTube. Por hoje ficamos por aqui. Agradeço a todos que têm acompanhado essa série de artigos e peço que sempre deixem seu feedback para continuarmos melhorando. [link](https://www.youtube.com/channel/UCyqfJp8MNsmyE89F2ALRYrg)(Para nos acompanhar no YouTube, acessem o link do canal). Até a próxima, meus queridos!

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Thiago

Jogador de Magic desde Tarkir, sou apaixonado por interações e sinergias que quebram a curva do jogo. Para mim, o cEDH é o teste máximo para o jogador de Magic, tanto para deck build, quanto para gameplay. Para me acompanhar no YouTube, acessem meu canal.

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