A História dos Arquétipos - Delver

Delver of Secrets é um dos cards mais influentes do Magic da última década, caminhando por diversos formatos. Hoje, os convido a conhecer a história do arquétipo que definiu a forma como se joga com Tempo Decks nos dias de hoje.

• Por Humberto • 25/11/20

Este artigo pertence à série A história dos arquétipos do Magic:

1. A História dos Arquétipos - Delver

[card](Delver of Secrets) sempre esteve presente de alguma maneira em praticamente todos os formatos onde é permitido e é, por diversas vezes, a melhor jogada que você pode fazer nos primeiros turnos de um jogo. O card é tão influente para o jogo que, por si só, alterou toda a estrutura de um formato competitivo renomado como o Legacy e redefiniu um arquétipo então muito conhecido por diversos outros nomes para um único: Delver e é ainda hoje referência no que se trata de construir um bom deck de Tempo. Hoje, veremos a história de um dos arquétipos mais famosos do Magic: The Gathering - Os Delver Decks. Mas antes de chegarmos de fato ao famoso Mago... Inseto...Coisa, precisamos entender como o Magic chegou até esse ponto, e tudo começou com Alan Comer. [center](O Legado de Alan Comer) Em 1997, o jogador americano Alan Comer trouxe ao mundo uma ideia e um design de decks que redefeníria a forma de jogar Magic para sempre: O Turbo Xerox [deck](70141) Alan ficou em segundo lugar nos Regionais da California daquele ano com um deck que não só parecia uma grande opção de deck budget já que o deck utilizava um total de zero cartas raras, como também utilizava apenas 17 lands e trazia um novo estilo de deckbuilding que contradizia alguns dos princípios apresentados por Brian Weissman (o "Pai do Control") em 1996. Ao invés de optar por um deck com uma manabase maior e possivelmente utilizando mais cores, Comer optou intencionalmente por apenas 17 Ilhas. Em sua teoria, um deck com menos lands teria uma vantagem virtual ao decorrer do jogo por comprar cartas relevantes de maneira mais frequente do que o oponente já que, ao utilizar mais lands, o oponente teria mais chances de comprar terrenos quando não precisa mais deles em algum momento do jogo. Para evitar que o deck pudesse zicar de mana nos primeiros turnos do jogo, onde é importante que você possa fazer seus land drops á fim de se manter á frente do oponente, Comer optou por utilizar uma grande quantidade de Cantrips (cards de custo baixo que te permitem selecionar cartas do topo ou comprar cartas) para encontrar seus terrenos nos primeiros turnos, enquanto poderia utiliza-las para encontrar as respostas ou ameaças que necessitava quando não mais precisava de lands para jogar. Dessa maneira, Alan Comer tornou-se um dos grandes contribuintes para o Magic como o conhecemos hoje, e definiu a forma como os decks que hoje chamamos de Tempo Decks se comportavam, tornando-se a base de um importante princípio de deckbuilding que acompanha o jogo até os dias de hoje, do Standard ao Vintage, passando por praticamente todos os formatos competitivos. Os anos passaram, e a introdução e o lançamento de Mercadian Masques, que trouxe consigo as "free spells" na forma de [card](Gush) e [card](Land Grant), junto do lançamento de Planeshift, que trouxe o que seria a primeira grande ameaça em listas como essa fez com que Alan Comer construísse decks cada vez mais ousados em termos de manabase e fizesse bons resultados. [deck](70142) A adição de [card](Quirion Dryad) caiu como uma luva em tudo o que Comer tentava fazer com seus decks pois era muito fácil capitalizar o seu efeito e fazer a Dríade crescer em proporções monstruosas com tantas magicas de custo baixo ou que poderiam ser jogadas de graça, estabelecendo então um clock que o oponente precisava responder á qualquer custo enquanto era punido por tentar fazê-lo repetidas vezes graças ao backup de proteção. O Miracle Grow possuía uma curva de mana baixa, parando exatamente no custo 2 e possuía uma enorme densidade de cantrips e "free spells" que permitiam ao deck rodar com apenas 10 terrenos na sua lista, que eram na realidade um total de 14 já que [card](Land Grant) permitia ao deck buscar suas [card](Tropical Island). Já [card](Daze) e [card](Gush) permitiam ao deck reutilizar esses terrenos enquanto [card](Force of Will) e [card](Foil) permitiam proteger as suas ameaças sem precisar segurar mana enquanto [card](Winter Orb) seria o predecessor das estratégias de mana denial que vemos hoje no Legacy já que punia os decks que tinham uma curva mais alta ou tentavam, de outras maneiras, utilizar toda a sua mana á cada turno enquanto o deck sofria pouco devido aos efeitos que permitiam reutilizar suas lands. Dessa maneira, o Miracle Grow já apresentava muitos dos elementos que veríamos ainda hoje nos Tempo decks: Ameaças grandes com custo baixo, bom backup de proteções e recursos para se manter á frente do oponente a cada turno. Por fim, após terminar em Nono lugar no GP Las Vegas de 2001, o Miracle Grow se tornou o "Deck-to-Beat" daquela Season e consagrou Alan Comer como um grande contribuinte para o Magic e para a história dos Tempo Decks. [center](A Era do Threshold) O lançamento de Odissey trouxe ao jogo dois cards que se tornariam então staples e criariam um novo arquétipo entre os Tempo decks: [card](Werebear) e [card](Nimble Mongoose). Para um deck que utiliza tantos cards de custo baixo entre cantrips, proteção e remoção, é mais do que natural conseguir encher o cemitério rápido o suficiente para que as criaturas com Threshold pudessem crescer e se tornarem ameaças significativas para o outro lado da mesa. Houveram diversas listas de Threshold ao decorrer do Extended enquanto [card](Force of Will) era permitida no formato e eram em sua maioria nas cores de Bant. Porém, foi com o lançamento de Onslaught e a introdução das Fetch Lands ao Magic, junto do então primeiro GP Legacy da história, o GP Philadelphia em 2005, que surgiu a primeira encarnação do que seria futuramente o que conhecemos hoje como Delver Decks e deu inicio ao legado dos decks de Threshold: [deck](70143) Pat McGregor fez Top 8 no evento com uma lista de Threshold utilizando de um misto de cantrips extremamente eficientes para época, junto á [card](Lightning Bolt) e [card](Fire / Ice) que serviam tanto para manter a mesa do oponente quanto para acelerar o clock quando o jogo já havia se estabilizado. A inclusão de [card](Mental Note) na lista demonstra o quanto ela cumpria o principal objetivo de atingir o Limiar o mais rápido possível enquanto aproveitava as brechas deixadas pelo oponente a cada turno em que você conseguia joga-lo para trás. [deck](70159) Já Lam Pham também fez Top 8 no evento com uma lista menos All-In de Threshold e mais parecida com as listas de Miracle Grow, utilizando criaturas disruptivas como [card](Meddling Mage), utilizando de cartas que oferecem uma quantidade significativa de card advantage como [card](Accumulated Knowledge) e podendo elevar a sua curva até 4 para utilizar [card](Mystic Enforcer), que era uma carta muito forte na época. A maior inclusão para este arquétipo foram as Fetch Lands, que finalmente permitiam ao deck não mais necessitar de efeitos como [card](Land Grant) para embaralhar, além de permitir uma melhor construção na manabase que, na realidade, levaria ainda alguns anos para ser otimizada da forma como conhecemos hoje no Legacy e passaria a viabilizar um plano de jogo que incluísse mana denial como um meio de interação na forma de [card](Wasteland). [center](Tarmogoyf & Team America) Em 2007, com o lançamento de Future Sight que trouxe dois cards que se tornariam staples em vários formatos: [card](Tombstalker) e [card](Tarmogoyf), além do lançamento de uma das melhores cantrips de todos os tempos em Lorwyn na forma de [card](Ponder) e o melhor descarte de todos os tempos na forma de [card](Thoughtseize), deu-se origem a um deck que seria outro predecessor do Delver: O Team America. Justin Cheung utilizou esta lista para levar o time da Australia ao Top 4 do Worlds National Team de 2008. [deck](70144) O Team America surgiu como um misto entre dois decks conhecidos do formato: o RUG Threshold e o Eva Green, um Mono Black suicide que existia na época com um splash no verde para usar [card](Tarmogoyf) e cards como [card](Krosan Grip) no side. O deck era muito mais voltado num plano de ser constantemente disruptivo com descartes e anulações junto á negação de mana através de cartas como [card](Stifle) e [card](Sinkhole) para potencializar seus turnos e o uso de cards como [card](Daze) em qualquer momento do jogo, tentando se aproveitar deste atraso no jogo do oponente para ganhar com criaturas de custo baixo e poder alto. Quanto ao nome do deck, vem de uma época onde a informação sobre listas, especialmente para formatos Eternos, não era tão amplamente divulgada como era hoje, e existia uma grande diferença entre as listas e metagames de acordo com o continente onde o formato era jogado. O nome "Team America", portanto, veio como uma piada do criador do deck, David Gearheart sobre o fato de que muitos dos cards utilizados pelo deck eram pouco utilizados no cenários de Legacy dos Estados Unidos. O deck se tornou muito popular entre 2007 e 2008, mas acabou perdendo o espaço de acordo com como o metagame do Legacy foi mudando e o plano disruptivo-suicida do deck passou a ser prejudicial num metagame voltado para Zoo, Merfolks e afins. Já, o RUG Threshold retomou sua popularidade por conta de um plano de jogo mais flexível, menos autodestrutivo e com maior alcance agora era popularmente conhecido como Canadian Thresh por conta do David Caplan, um canadense que se especializou no arquétipo, sendo considerado o melhor jogador de Thresh da época após ter feito Top 8 no GP Chicago em 2009. [deck](70145) E dessa maneira os Tempo decks se estabeleceram no Legacy nos próximos anos, competindo contra decks como os baseados em [card](Knight of the Reliquary) e [card](Stoneforge Mystic) conhecidos como New Horizons ou Dark Horizons, além de decks como Zoo, Merfolk e Reanimator. [center](Delver of Secrets e a Reformulação dos Tempo Decks) Foi com o lançamento de Innistrad, em 30 de Setembro de 2011, que o Legacy mudaria sua face para sempre. [cardinfo](Delver of Secrets) [card](Delver of Secrets) faz tudo o que os Tempo Decks necessitam: É um corpo de custo baixo, evasivo, que precisa de muito pouco para crescer, que estabelece um bom clock e que é capaz de ganhar o jogo por si só se for bem protegido. É o absoluto card ideal e a jogada inicial perfeita para pilhas de interação e disrupção de custo baixo, e não demorou muito até que os principais decks de Tempo do formato adotassem o novo card. [deck](70146) [deck](70147) E o card saiu como comum, o que significa que o Pauper também encontrou uma utilidade para ele: [deck](70148) O Mono Blue Delver foi, por muitos anos, considerado o melhor deck do formato por uma margem significativa, e só perdia esse posto quando um deck quebrado existia no formato. Porém, agora podemos nos afastar um pouco dos formatos eternos e ir para o Standard da época. Standard esse que incluía cards como [card](Snapcaster Mage), [card](Lightning Bolt), [card](Gitaxian Probe) e [card](Primeval Titan). E, apesar de não ser inicialmente uma opção popular no formato, não levou muito tempo até que os jogadores percebessem que existia uma boa base para um bom Tempo deck ali entre [card(Vapor Snag) [card](Gitaxian Probe), além de uma ameaça difícil de matar na forma de [card](Geist of Saint Traft) e uma forma de recorrer ás suas magicas com [card](Snapcaster Mage), e foi assim que nasceu o UW Delver, que foi ganhando adições cada vez melhores no decorrer das novas edições como [card](Thought Scour) e [card](Restoration Angel), ao ponto de se tornar o absoluto melhor deck do formato e fazer a Wizards precisar printar um hate especifico para o deck em M13, [card](Thragtusk). [deck](70149) Após a rotação, [card](Delver of Secrets) não fez nenhum resultado significativo no Standard com a chegada de Return to Ravnica, que trouxe [card](Deathrite Shaman) para as versões do deck no Legacy, o qual comentaremos mais sobre posteriormente. Apesar do card aparecer ocasionalmente no Modern, ele nunca foi considerado necessariamente um Tier 1. E creio que o principal motivo deve-se ao fato de que [card](Ponder) e [card](Preordain) são banidos do formato, deixando o deck com opções relativamente mediocres de card selection quando comparado ao Legacy e ao Pauper como [card](Serum Visions). Porém, o lançamento de Khans of Tarkir em 2014 deu ao [card](Delver of Secrets) um arquétipo onde ele pudesse não só prevalecer, mas ser de maneira quase unilateral o melhor deck do formato: [center](Khans of Tarkir e o novo Ancestral Recall) Khans of Tarkir trouxe ao arquétipo 2 cards muito importantes para o futuro dele: [card](Monastery Swiftspear) e [card](Treasure Cruise). [deck](70150) Apesar de [card](Monastery Swiftspear) ser uma grande adição para decks que usam magicas de custo baixo e poucas criaturas e até hoje é utilizado tanto em Tempo decks quanto em Aggros como o Burn, foi [card](Treasure Cruise) que levou o UR Delver para o topo do formato, já que o card permitia ao deck jogar agressivamente com seus recursos e ao mesmo tempo recuperar o fôlego com facilidade ao utilizar o pseudo-[card](Ancestral Recall) melhor do que qualquer outro deck. Delver então teve seu lugar ao sol no Modern, com uma lista que conseguia ser agressiva ao mesmo tempo que possuía um late-game com muito alcance graças á inclusão do card. No final das contas, [card](Treasure Cruise) levou o Delver ao topo do Modern, do Legacy, do Pauper e mostrou-se ser um card forte demais para qualquer formato eterno, sendo posteriormente banido de todos os formatos, exceto o Standard e, dessa maneira, [card](Delver of Secrets) voltou á ser um card raramente utilizado no Modern, mas a filosofia por trás da construção de Delver decks foi utilizado posteriormente para a elaboração de decks como o Grixis Shadow e o Izzet Phoenix. [center](Deathrite Shaman e o Grixis Delver) Em 2015, Fate Reforged trouxe uma versão mais compacta de [card](Tombstalker) que daria início a um deck que se tornaria o melhor deck do Legacy por 3 anos consecutivos: [card](Gurmag Angler). [deck](70151) O Grixis Delver era o melhor deck do formato mas de maneira alguma era um deck opressivo. Pelo contrário, havia quem considerasse ele o "Melhor Deck ideal", pois tudo o que ele fazia era ser eficiente em conter o formato em torno dele sem necesssáriamente ser representativo demais e sem forçar os demais decks á se adaptarem demais contra ele. Explicando de maneira mais detalhada, o Grixis Delver era considerado um bom "melhor deck" porque tudo o que ele fazia era interagir e forçar um jogo justo, um jogo equilibrado e voltado para recursos. Ele tinha os meios de punir os decks de combo com disrupção, ele tinha os meios de pressionar os decks Control com ameaças e consegue jogar um jogo "normal" de Magic onde ambos estão fazendo suas ameaças e interagindo com as ameaças do oponente. Oposto de outras ocasiões de "melhor deck" onde o deck se mostra apenas hiper-eficiente no que faz de maneira que muitas vezes nem precisa interagir, se torna o melhor deck, os demais decks começam a usar hates muito específicos contra ele e em seguida o deck prova-se forte demais pro formato e precisa de uma intervenção direta, o Grixis Delver era o deck que tentava manter em cheque o resto do formato, tendo a combinação certa de cartas para conseguir interagir com qualquer partida. Mas o que realmente era admirável no deck era sua capacidade de atacar por diversos ângulos: Você tinha [card](Delver of Secrets) para um plano onde você precisava colocar pressão no oponente o quanto antes, você tinha [card](Young Pyromancer) para jogos onde removal de 1-por-1 eram relevantes e colocar mais criaturas na mesa era a melhor opção, você tinha [card](Gurmag Angler) como uma forma de punir o oponente por gastar recursos demais contra suas primeiras ameaças, estabelecendo um clock rápido e facil de proteger, ainda tinha [card](True-Name Nemesis) como outra ameaça de mid ou late-game e, por fim, você tinha [card](Deathrite Shaman) que fazia tudo isso funcionar, servia como um hate para alguns decks de combo, uma maneira de equilibrar o dano e ainda servia como uma forma de ter alcance em qualquer estágio do jogo. Só que [card](Deathrite Shaman) já estava por muitos anos sendo um card que definia o comportamento do Legacy como um todo e era definido como um forte limitador pro formato com relação a alguns decks, enquanto era também um forte incentivador para decks cada vez mais gananciosos aparecerem e não é incomum você ler artigos ou comentários daquela época dizendo que o Legacy era um formato onde alguns jogos giravam em torno de interagir com um [card](Deathrite Shaman). No final das contas, o Legacy tomou uma das intervenções diretas mais impactantes que o formato já teve em 2 de Julho de 2018, onde [card](Deathrite Shaman) e [card](Gitaxian Probe) foram banidos. [center](Foil, UB Delver e o Blue Monday) Em 7 de Dezembro de 2018, Ultimate Masters trouxe para o Pauper [card](Foil), um card esquecido no Magic desde os tempos do Miracle Grow e que nunca mais teve a oportunidade de brilhar, mas que encontrou um conjunto de dois cards que já interagiam muito bem com o counter lá em 2001: [card](Gush) e [card](Daze), dando ao UB Delver, um deck que tentava operar da maneira mais parecida o possivel com um deck de Legacy, o empurrão que ele precisava para se consagrar como o absoluto Tier 1 do formato. [deck](70152) A quantidade de "free spells" que o deck tinha era tão alta que o deck dificilmente precisava se preocupar em conservar mana para fazer uma ameaça e isso o permitia ter sempre uma vantagem significativa quanto aos oponentes em termos de eficiência em mana. Você podia fazer um [card](Gurmag Angler) rápido e proteger com [card](Foil), você podia se dar tapout em diversos momentos e ter certeza que uma combinação de [card](Gush) com [card](Foil) poderia garantir que você não iria ser jogado pra trás ao decorrer da partida. Por isso, em 20 de Maio de 2019, ocorreu o evento que ficou conhecido como "Blue Monday", onde [card](Gush), [card](Daze) e [card](Gitaxian Probe) foram banidos do formato, retirando do Pauper uma gama significa de suas staples azuis. Esse banimento alterou nitidamente a estrutura do formato, já que estes cards eram parte do metagame do Pauper faziam anos e não era muito esperado que uma intervenção direta nestes cards pudesse um dia acontecer. Porém, o UB Delver levou esse trio de cartas a se tornarem muito mais do que apenas um "suporte" para decks azuis e tornou deles uma peça central de um deck que conseguia gerar muito valor com efeitos que, naturalmente, deveriam gerar alguma desvantagem para o jogador ao serem utilizados. [center](O Delver Hoje) Apesar do Blue Monday, o UB Delver, assim como todos os demais decks azuis de Tempo do formato, se reestruturou e hoje é um dos principais decks do Metagame do Pauper, com um total de 6.2% dos decks presentes no formato no último mês. O deck aumentou o número de lands, e hoje consegue jogar um jogo mais voltado pro late-game com cards como [card](Thorn of the Black Rose) e o recém-adicionado [card](Fall From Favor) [deck](70153) Apesar de não ser mais tão popular como um dia já foi, o Delver Faeries ainda é um deck que faz resultados e também se beneficiou de [card](Fall From Favor). [deck](70154) No Legacy, o Temur Delver é o melhor deck do formato hoje em termos de resultados, e recebeu grandes adições nos ultimos 2 anos como [card](Oko, Thief of Crowns) e [card](Dreadhorde Arcanist), permitindo ao deck operar de maneira similar a como o antigo Grixis Delver operava, tornando-se então o quase perfeito "Fun Police" do formato. [deck](70155) Porém, essa não é a unica variante de Delver no formato, já que o UR Delver, existe e também faz bons resultados. [deck](70156) Apesar de não ser um Tier 1 do formato, [card](Delver of Secrets) ainda aparece ocasionalmente no Modern e ganhou muitas adições desde 2014. Esta lista de UR Delver fez 5-0 em uma liga em Setembro de 2020. [deck](70157) Por fim, [card](Delver of Secrets) é permitido na atual season de Penny Dreadful (que vai até Fevereiro/2021) e faz alguns resultados em eventos do formato. [deck](70158) [center](Conclusão) [card](Delver of Secrets) é um card que já possui muita história no Magic, redefinindo a forma como alguns dos decks mais renomados se comportam e sendo referência até hoje para construção e discussão referentes á Tempo decks. Existe um ditado popular de que onde um deck como Delver é o melhor deck do formato, o formato costuma estar saudável, e apesar de raras exceções como foi o caso do Pauper, a presença de um Delver deck entre os Tier 1 de um metagame apresenta de fato um certo equilíbrio no formato, já que o deck consiste de tentar interagir ou combater as mais diversificadas estratégias e muitas vezes serve como o deck que não permite que outros decks se tornem opressivos demais. E, particularmente, pretendo continuar usando meu 3/2 por uma mana favorito no turno 1 e torcer pra ele flipar ás cegas no turno 2 enquanto o Magic existir, já que Delver é o meu arquétipo favorito no jogo. Qual deck você gostaria de ver no próximo A História dos Arquétipos? Deixo aqui algumas opções para você escolher: Elves Goblins Mono Black White Weenie Deixe sua opção nos comentários, e até semana que vem.

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Historia Arquetipos Delver
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Humberto

Organizador de eventos do Rio de Janeiro, como o Pauper Masters e o Pioneeiros e produtor de conteúdo nas horas vagas . Joga praticamente qualquer formato em que seja possível montar um deck.

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