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Leon

Declaração sobre a bissexualidade de Chandra é bloqueada em alguns países

Chandra nunca tinha gostado de garotas?

Faz mais de uma semana que veio a público o controverso parágrafo do livro *War of the Spark: Forsasken* que fez com que fãs se sentissem mal com a direção para aonde a lore estava sendo guiada. O parágrafo traduzido pode ser visto abaixo: [image](https://cdn.cardsrealm.com/images/uploads/1574695649.jpeg) *"Chandra nunca tinha gostado de garotas. Suas paixões - e ela teve sua parte justa - eram principalmente do tipo musculoso (e decididamente masculino) como Gids. Mas sempre havia algo sobre Nissa Revane especificamente, algo que as duas compartilhavam. Naquela grande mistura química - fazendo um arco entre eles como um dos relâmpagos de Ral Zarek - que a emocionou desde o momento em que se conheceram. Agora tudo está diferente. Tinha acabado. Antes que tivesse tido a chance de começar. Talvez elas tenham perdido o momento."* Isso pega um dos poucos relacionamentos gay (o único relacionamento lésbico) no multiverso de Magic e o destrói. Mais importante, essa passagem apaga a personalidade bissexual de Chandra. A planeswalker sempre foi bissexual. A maneira como o livro retrata Chandra como uma garota heterossexual que tinha uma queda, acabou, e agora ela gosta de caras "decididamente masculinos" é terrível. O rebuliço causado fez com que a Wizards of the Coast [link](https://magic.wizards.com/en/articles/archive/news/chandra-and-forsaken-novel-2019-11-22)(escrevesse um pedido de desculpas) com relação a esse livro: *"Chandra amará e se envolverá com muitos personagens à medida que sua história se desenrola - independentemente do sexo. Ela explorará seus relacionamentos com fogo e paixão enquanto se aventura pelo multiverso. Ela é a personagem que você conheceu e viu a si mesmo, seus amigos e sua família na última década."* Até Mark Rosewater [link](https://markrosewater.tumblr.com/post/189241573888/even-though-i-do-not-quite-a-few-people-view-the)(respondeu em seu blog) pergunta relacionada ao tema: *"Todo mundo aqui entende que nós, como empresa, temos um trabalho pela frente para recuperar a confiança que alguns perderam em nós. Fico feliz em dizer que todos aqui com quem conversamos sobre esse tópico estão unidos em refletir positivamente a comunidade diversificada e inclusiva que desejamos promover em nossos jogos. Precisamos combinar nossas ações com nossas palavras, e planejamos fazê-lo. É um processo contínuo que merece nosso tempo e atenção."* Quando a empresa aparentemente reconheceu o problema, prometeu melhorar, ela traz uma nova surpresa ao ar: <blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Yeah hey sorry <a href="https://twitter.com/wizards_magic?ref_src=twsrc%5Etfw">@wizards_magic</a> please explain? <a href="https://t.co/62jGZGHJwB">pic.twitter.com/62jGZGHJwB</a></p>&mdash; Voice of All (@voiceofallmtg) <a href="https://twitter.com/voiceofallmtg/status/1198035982928367616?ref_src=twsrc%5Etfw">November 23, 2019</a></blockquote> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> O artigo com o pedido de desculpas oficial da Wizards of the Coast está sendo bloqueado dependendo do país em que você se encontra. Dependendo do país você encontrará apenas um texto dizendo "The content is not available" na página do artigo: [image](https://cdn.cardsrealm.com/images/uploads/1574699553.jpg) Os usuários de países como Rússia, China e Singapura estão reclamando por não conseguir acessar o artigo. Testando em sites como [link](https://www.webpagetest.org/)(WebPageTest) que visita as páginas com o IP de um país escolhido e realiza um screenshot, é possível ver a veracidade das reclamações. A Wizards of the Coast ainda não explicou por que o conteúdo é censurado na China, Rússia e outros países. A Rússia é considerada um país extremamente homofóbico, com leis como [link](https://www.rt.com/news/nobel-laureates-putin-gay-592/)("anti-gay law") que impede que a homossexualidade seja vista como algo normal em propaganda ou outros materiais, com o risco de multa na casa dos milhões e o fechamento das operações daquela empresa no país por 90 dias. A China também é um mercado enorme que a Wizards está tentando trabalhar para obter novos consumidores, então eles podem apenas estar seguindo conselhos legais para evitar problemas ou proibições de produtos de Magic nesses países. É uma pena ver essa atitude pela Wizards of the Coast, principalmente depois da bola dentro com relação aos [link](https://cardsrealm.com/artigos/magic-e-hong-kong:-o-caso-lee-shi-tia)(protestos de Hong Kong); mesmo com possibilidade de receber retaliação do governo da China, manteve a premiação e ainda elogiou o jogador que usou a mesma roupa que estava sendo usada nos protestos.

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Leon

Programador do site da Cards Realm. O Magic vai muito além das cartas. Somos pessoas, uma comunidade enorme.

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Vinicius

Brawl no Arena: Cinco decks que valem a pena considerar


Quando o formato Brawl foi anunciado ano passado eu fiquei bastante animado. Era a promessa de uma espécie de variação do Commander – o melhor formato de Magic – e eu não via a hora de começar a construir meus decks. No entanto, minha comunidade local parece não ter abraçado aquilo. Muitos amigos e colegas de Commander rejeitavam a ideia de jogar o formato por diversos motivos. Além disso, tudo aquilo pareceu ter sido feito meio que as coxas pela Wizards, e o formato não teve o suporte adequado. Até agora. Mais de 1 ano e 6 meses depois daquele anuncio, o formato Brawl finalmente ressuscitou e deu sinais de que mostrará para o que veio. Além dos precons que chegaram as prateleiras junto com Trono de Eldraine, após muito pedirmos, o Brawl também chegou no Magic the Gathering Arena. Ainda tenho várias criticas em relação tanto aos precons quanto a forma como o formato esta sendo implementado no Arena; mas mesmo que nem tudo seja um mar de rosas ainda, uma coisa eu devo admitir: jogar Brawl tem sido muito divertido. Ainda percebo muita resistência por parte da comunidade em relação a este “EDH Soft”, sobretudo entre o nicho do Commander. Porém, o fato é que MTGA é um grande sucesso e o Brawl será provavelmente a coisa mais próxima do Commander que teremos na plataforma. Apesar de existir apenas como 1x1 por lá, o formato ainda se mantém casual, com um metagame bastante diversificado permitindo muitos decks diferentes. Embora eu não seja lá tão fã de qualquer modalidade de jogo que não seja o bom e velho mesão free-for-all da discórdia, as partidas de Brawl no Arena tem rendido algumas horas de alegria assim como o deckbuilding. Por isso, resolvi compartilhar com vocês um pouco daquilo que tenho visto ao longo deste primeiro mês jogando e buildando diariamente na plataforma. As listas a seguir são as mais fortes, interessantes e/ou divertidas (não necessariamente tudo isso ao mesmo tempo) que eu tive contato durante este período – seja jogando com ou contra. *[card](Aurelia, Exemplar of Justice)* [image](https://cdn.cardsrealm.com/images/cartas/en/grn-guilds-of-ravnica-aurelia-exemplar-of-justice-153.jpg) Eu queria que neste artigo houvessem opções para jogadores de todos os níveis, em todos os estágios do Arena; por isso escolhi Aurelia para começar. Se você veio do Commander e tem ranço de Boros por ser uma combinação de cores um tanto quanto defasada, saiba que por aqui as coisas são bem diferentes. No 1x1 Aurelia é uma general respeitável. Seu deck é bastante linear e contundente, com criaturas rápidas entrando em campo a cada turno e botando pressão o tempo todo. As criaturas com *mentor* são o destaque – [card](Sunhome Stalwart), [card](Legion Warboss), [card](Tajic, Legion's Edge) – buffando umas as outras e aumentando seu potencial de dano. A Aurelia entra em jogo muitas vezes para decidir a partida, mas as vezes o oponente ainda esta vivo (e respirando por aparelhos) lhe dando a oportunidade de bater com ela na volta. O deck perde fôlego no mid-late game (como era de se esperar) e caso seja submetido a maioria das principais remoções globais do formato ([card](Ritual da Fulígem), [card](Grito do Carnárium), [card](Ira de Kaya), etc.) e pode enfrentar problemas caso enfrente decks muito interativos. Mas no geral consegue peitar muitos decks casuais e por conta disso é uma ótima forma de começar a se aventurar no formato. Sua montagem é bem fácil, podendo ser feita usando boa parte da base (incluindo o próprio comandante) do pré-construído *Legião de Boros* que todos recebemos logo assim que desbloqueamos os decks de guilda quando terminamos o tutorial. Segue a versão do deck com boa parte dos upgrades: [deck](19680) *[card](Emry, Lurker of the Loch)* [image](https://cdn.cardsrealm.com/images/cartas/en/eld-throne-of-eldraine-emry-lurker-of-the-loch-43.jpg) Muito diferente da objetividade de Aurelia, Emry já é um deck para aqueles que gostam de fazer interações em cima de interações e jogar turnos que duram 25 minutos. Brincadeiras a parte, este deck consiste em explorar o máximo de redundância possível por meio de artefatos “estouráveis” como [card](Ovo de Ouro), [card](Garras Esmiuçadoras), [card](Scalding Cauldron), [card](Gengibruto), [card](Whitching Well) e, claro, o nosso amigo de sempre [card](Forno da Bruxa). O deck é extremamente resiliente graças a capacidade da Emry de recorrer os artefatos do cemitério, trazendo não apenas os eggs de efeitos utilitários como também peças importantes que são destruídas. A própria Emry é difícil de ser removida por conta de sua afinidade por artefatos que lhe permite na maioria das vezes casta-la novamente pagando apenas {U} ou pouco mais que isso. Apesar das vantagens, o deck possui uma leve deficiência em relação a escalonar o jogo para um clock satisfatório e encontrar uma condição de vitória – função essa que na maioria das vezes fica a cargo das poucas bombas presentes no deck ([card](Stonecoil Serpent), [card](Whorkshop Elders), [card](Shimmer Dragon) e [card](Faerie Formation)). É possível também tentar uma linha de vitória alternativa através do self-mill com [card](Jace, Manipulador de Mistérios). O arquétipo também sofre com a carência de respostas efetivas contra criaturas e permanentes de alto impacto, o que acaba sendo um problema significativo, já que o deck dificilmente conseguirá vencer antes que o oponente faça suas mágicas mais poderosas. Ainda assim, é um dos decks com que mais me divirto jogando. [deck](19029) *Monoblack’s Citadel* [image](https://cdn.cardsrealm.com/images/cartas/en/war-war-of-the-spark-bolass-citadel-79.jpg) Dentro da identidade de cor preta temos 2 das interações mais interessantes do formato. A primeira é a já manjada [card](Familiar do Caldeirão) + [card](Forno da Braxa). A segunda é a mais poderosa na minha opinião: [card](Doom Whisperer) + [card](Bolas’s Citadel), uma combinação que lhe permite literalmente conjurar seu deck inteiro aos custos de quantidades exorbitantes de pontos de vida. Obviamente para que isso seja viável você precisa de uma construção que lhe forneça boas fontes de ganho de vida. Isso é possível com quaisquer combinações que tenham preto e branco, mas eu particularmente prefiro o monoblack para manter uma base de mana mais dedicada e sem tapped lands. Dentre as opções de comandantes para este arquétipo temos [card]( Ayara, First of Locthwain) como a mais comum, porém a versão que eu mais gosto é com [card](Vilis, Broker of Blood) na zona de comando. Para que o demonão de 8 manas seja viável no x1 Brawl, é preciso que o deck tenha capacidade de jogar sem depender muito dele, coisa que é muito possível de ser feita numa shell monoblack com as melhores remoções pontuais e globais disponíveis do formato. A base do deck é basicamente composta por criaturas com lifelink (todas as possíveis) e efeitos de comida, além de alguns cards que utilizam vida como recurso – como [card](Fonte das Agonias), [card](Fruta Agourenta), [card](Invasão da Horda Medonha) e claro [card](Doom Whisperer) e [card](Bolas’s Citadel). Embora simples, o plano de jogo funciona e é bem sinérgico. Apesar de legal e fácil de jogar, não se trata de um deck muito competitivo. [deck](19030) *Nicol Bolas, Dragon-God* [image](https://cdn.cardsrealm.com/images/cartas/en/war-war-of-the-spark-nicol-bolas-dragon-god-207.jpg) Após observar nosso metagame regional durante estas primeiras semanas de Brawl no Arena, pude constatar que [card](Nicol Bolas, Dragon-God) é sem dúvidas um dos generais mais populares do formato, senão o mais popular. De fato ele vem sendo montado por muitas pessoas e já é o mais usado em nossas ligas internas. A versão mais conhecida pra ele é a de um Grixis control com um pacote robusto de remoções e uma shell superfriends baseada em acelerar o ultimate do Bolas com [card](The Elderspell). Muitas listas utilizam tutores como [card](Talismã de Garra dos Desejos), [card](Narset, Parter of Veils) e [card](Augur of Bolas) para cavar o Elderspell mais rapidamente enquanto segura as ameaças do oponente com intereções. O deck possui poucas criaturas e depende de um board limpo para que os PWs não sejam facilmente espancados pelas criaturas do oponente, o que torna o deck extremamente dependente do timing com as remoções. Em situações em que o oponente consegue montar seu board, este deck perde efetividade e é facilmente derrotado. Por conta disso, apesar de ser muito popular, sua taxa de vitórias não é tão ótima assim… mas ainda é um deck a ser respeitado num x1. [deck](19031) *Golos, Peregrino Incansável* [image](https://cdn.cardsrealm.com/images/cartas/en/m20-core-set-2020-golos-tireless-pilgrim-226.jpg) Atrás de Nicol Bolas em popularidade e bem a frente em eficiencia, temo [car](Golos, Tireless Pilgrim). Um comandante de alto valor individual cujo deck vem adquirindo bastante relevância. Se eu tivesse uma aposta hoje para um deck tier 1 no Brawl, eu apostaria no Golos. Observando a lista superficialmente é possível ter a impressão de que as cartas são totalmente desconexas, e mesmo achar que o deck foi montado simplesmente selecionando um punhado de cartas boas sem muita sinergia juntas. E é exatamente isso que este deck é: um toolbox de cartas úteis em diversas situações diferente... e muito ramp, claro. Os decks de Golos se destacam por sua capacidade de contornar situações diversas, sendo capaz de voltar para a partida e virar o jogo a seu favor, não importa a ocasião. Por ser um deck essencialmente Ramp, a interação com [card](Field of the Dead) continua firme e forte por aqui (lembrando que o terreno é banido no t2, mas não no Brawl) certamente sendo a primeira land a ser tutorada pelo comandante. O deck possui uma relativa dependência do Golos e sua habilidade ativada, que é o que impulsiona o jogo, porém não é raro se virar bem sem ele, já que o deck possui varias outras cartas de valor individual. O deck é pesado mas rampa bastante, por isso a habilidade do Golos é tão importante para definir a partida. Tenho visto alumas listas usando [card](Fires of Invention) para compensar uma mesa sem o Golos - o que me parece interessante - porém, o card pode sabotar o próprio controlador em muitos casos aqui, então deve-se tomar cuidado. [deck](19733) Isso é tudo por hoje pessoa. E vocês, estão jogando Brawl? O que estão achando do formato? Quais decks estão achando mais interessantes? Eu vou ficando por aqui e até o próximo artigo. E não se esqueçam, se quiserem me encontrar pra jogar umas partidinhas no Arena, é só se inscrever no meu canal do youtube que eu estou sempre ao vivo por lá no direct challenger com a galera no chat. Valew =)

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Vinicius

Professor de artes marciais e produtor de conteúdo sobre Magic. Jogador apaixonado pelo formato Commander, apresentador do canal do youtube Cozinha Offline.

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