Magic: the Gathering

Deck Guide

Guia de Deck Modern: Ruby Storm

, 0Comment Regular Solid icon0Comment iconComment iconComment iconComment icon

Ruby Storm é um deck que se posiciona bem no Modern atual com redutores, rituais e, nesse artigo, um splash branco para proteger seu combo.

Writer image

revisado por Tabata Marques

Edit Article

No artigo de hoje, veremos algo que une o antigo e o novo. Ruby Storm é uma versão do Storm que larga a identidade Izzet, que era apoiada por cards como Goblin Electromancer para ir direto ao Mono Red, com um pequeno splash para branco nessa lista em específico.

O Ruby do Ruby Storm

Loading icon

Ruby Medallion é o card que dá nome e identidade ao baralho. O efeito parece simples, reduzindo em Magic Symbol 1 o custo de mágicas vermelhas, mas em um deck onde quase tudo é vermelho e onde cada mana importa, essa redução muda completamente a matemática dos turnos. Reckless Impulse e Wrenn's Resolve passam a custar uma mana, Glimpse the Impossible fica muito mais fácil de encaixar no meio do turno, e os rituais começam a gerar uma margem de mana bem maior.

O ponto importante é que o deck não quer apenas fazer uma mágica barata por turno. Ele quer transformar uma sequência de mágicas pequenas em uma cadeia longa, onde cada spell compra ou exila mais cartas, gera mana, aumenta o storm count e aproxima o jogo de um Grapeshot letal, sendo uma alternativa ao antigo UR Storm.

O Deck Ruby Storm no Modern

No artigo de hoje vamos olhar para uma lista de Ruby Storm no Modern, pilotada por DarkShadow99 até o nono lugar no último MTGO Modern Challenge. O arquétipo já não é exatamente novidade no formato, mas continua sendo uma das formas mais interessantes de jogar com Storm atualmente, principalmente por combinar a estrutura clássica de rituais, mágicas de compra e Grapeshot com peças mais recentes que deram mais consistência ao plano.

Dessa vez, a lista vem com uma leve base branca, usando Elegant Parlor, Sacred Foundry e fetch lands para acessar cartas de sideboard como Orim's Chant, Prismatic Ending e Wear // Tear. Isso não transforma o deck em um Boros Control estranho, claro, mas dá ao Ruby Storm ferramentas bem melhores para lutar contra hate, criaturas pequenas e outros combos do formato.

O deck usava uma cópia de Phlage, Titan of Fire’s Fury em seu sideboard, carta essa que foi banida entre o fim de semana do torneio e a redação desse artigo. Ainda assim, esse card não é cabal para o funcionamento desse baralho, bem longe disso, sendo uma cópia única contra uma matchup específica.

A lista que discutiremos hoje é a seguinte:

Loading icon

Redutores e rituais

Loading icon

Além do Ruby Medallion, a lista usa Ral, Monsoon Mage como outro redutor de custo. Ral é especialmente importante porque reduz instantâneas e feitiços, funcionando como uma espécie de cópia adicional da engine principal, ao mesmo tempo em que traz um corpo 1/3 que eventualmente pode se transformar em planeswalker. Ele não é a parte mais sólida do plano, já que ele morre para remoções, mas quando sobrevive, ele ajuda bastante a empurrar o deck para a sequência de mágicas.

Desperate Ritual e Pyretic Ritual são os rituais mais diretos da lista. Com um redutor em campo, ambos passam a custar apenas uma mana vermelha e geram três, criando o tipo de troca que torna o Storm funcional. Esse ganho de duas manas pode parecer pouco quando visto sozinho, mas quando somado a Past in Flames, Flashback e múltiplas mágicas de compra, vira o combustível necessário para atingir o Storm count que queremos.

Manamorphose também entra nessa conta, deixando de ser uma free spell e virando um ritual. Ela corrige mana, compra um card e aumenta o storm count sem gastar recurso real quando o deck está funcionando. Em uma lista que splashou branco, ela também ajuda a acessar mana branca em momentos específicos.

Compra temporária e cemitério

Loading icon

O vermelho moderno aprendeu a comprar cartas de um jeito próprio, e o Ruby Storm é um dos melhores exemplos disso. Reckless Impulse e Wrenn's Resolve são praticamente cópias uma da outra na função do deck, exilando duas cartas e permitindo jogá-las até o fim do próximo turno. Isso dá ao baralho uma card advantage importante. Nos ajudando a montar o próximo turno, encontrar um land drop ou achar o redutor que faltava.

Glimpse the Impossible é um pouco mais pesado, mas conversa muito bem com a proposta. Exilar três cartas aumenta bastante o alcance do turno e, quando alguma delas não é jogada, ainda podemos receber fichas de Eldrazi Spawn. Essas fichas não são o plano principal, mas podem virar mana para combos futuros, ajudando em uma chance de combo.

Valakut Awakening é uma peça de seleção que também funciona como terreno quando necessário. Isso importa bastante em um deck que quer ter um número funcional de lands, mas não quer comprar terrenos demais quando começa a combar. Em partidas mais longas, devolver uma mão ruim e comprar novas cartas pode ser exatamente o que precisamos.

Loading icon

Past in Flames é uma das cartas mais importantes do Storm clássico e continua excelente aqui. Quando o cemitério está cheio de rituais, Manamorphose e mágicas de card advantage, ela transforma ele em uma segunda mão. O deck não precisa necessariamente fazer linhas absurdamente complicadas para vencer, bastando que Past recicle mana e cartas o suficiente para encontrar Grapeshot ou Wish.

Flashback é uma adição bem interessante justamente por funcionar como uma versão menor e mais flexível desse mesmo plano. Ela dá flashback para uma instantânea ou feitiço no cemitério até o fim do turno, o que pode significar reutilizar um ritual, uma compra ou até mesmo um Past in Flames que acabou no cemitério antes da hora. Não é tão poderosa quanto a peça principal, mas melhora bastante a densidade de cartas que permitem usar o graveyard como recurso.

Artist's Talent entra como uma ferramenta de consistência. No primeiro nível, ela filtra a mão sempre que conjuramos uma mágica que não seja criatura, descartando cartas mortas e comprando outras. No segundo nível, reduz o custo das nossas mágicas não criatura, aumentando ainda mais a redundância com Ruby Medallion e Ral, Monsoon Mage. Já no terceiro nível, pode transformar Grapeshot em uma finalização muito mais apetitosa, embora nem sempre haja tempo para chegar até lá no Modern.

Fechando o jogo

Loading icon

A forma mais direta de vencer é com Grapeshot. Como em qualquer Storm, não precisamos que cada mágica seja individualmente poderosa, apenas que elas se somem até um ponto em que a cópia final resolva a partida. Com Ruby Medallion e rituais, é bem comum que o deck consiga fazer muitas mágicas em um mesmo turno, especialmente quando Past in Flames entra na linha.

Wish é o que deixa o deck mais flexível. Em vez de depender apenas do Grapeshot do maindeck, ele permite acessar cartas do sideboard, incluindo a segunda cópia de Grapeshot, outro Past in Flames ou Empty the Warrens. Isso faz com que o sideboard não seja apenas um pacote de respostas, mas também uma extensão real do plano de combo.

Empty the Warrens é importante porque nem toda partida será vencida com dano direto no mesmo turno. Contra oponentes que pressionam o cemitério ou que exigem uma ameaça diferente, fazer muitas fichas de Goblin pode ser uma forma de forçar o adversário a ter uma resposta de mesa imediatamente. Não é a rota principal, mas é uma alternativa útil em partidas onde o oponente se preparou demais para o Grapeshot.

Sideboard

Loading icon

O splash branco aparece com bastante clareza no sideboard. Orim's Chant é uma das melhores cartas possíveis para proteger o seu turno de combo, já que pode impedir o oponente de conjurar mágicas no momento em que você está tentando vencer. Também é uma carta muito boa contra outros combos e aggros, porque pode atrasar sua derrota e te dar a janela necessária para resolver o seu próprio plano.

Prismatic Ending é uma resposta muito limpa para permanentes problemáticas de custo baixo. No Modern, isso significa lidar com hate pieces, criaturas pequenas, encantamentos e artefatos que atrapalham seu turno de combo. O fato de o deck ter acesso ao branco, e eventualmente a outras cores via Manamorphose, faz com que a carta seja bem mais real do que pareceria em um Storm mono red.

Loading icon

Brotherhood's End é uma escolha bem coerente para o Modern atual, já que limpa criaturas pequenas e também pode destruir artefatos de custo baixo. Contra decks como Boros Energy, Prowess e Affinity, ter acesso a uma remoção de mesa que conversa com diferentes tipos de permanentes é uma forma importante de ganhar tempo.

Por fim, Empty the Warrens fecha o pacote de condições alternativas. Ela é uma carta que pune oponentes que gastam recursos demais segurando o Grapeshot ou o cemitério, porque uma sequência curta de mágicas já pode criar uma mesa grande o bastante para finalizar em um ou dois ataques.

Considerações Finais

Esse deck faz eu me sentir em casa. Com ele, cada partida é um puzzle que o jogador tem que resolver, sequenciando mágicas e torcendo para que seu draw traga exatamente o que ele quer. É um deck divertido como poucos no Magic e eu arrisco a dizer que todo mundo deveria experimentar um Storm pelo menos uma vez na vida.